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4 de junho de 2016

na busca da cor



Na busca da cor natural ... ... adoro esteva ... ... tomilho, e todas as ervas silvestres.
Da esquerda para a direita e de cima para baixo:
- montagem de plantas - para impressão - sobre tecido
- tecido impresso
- pormenor de impressão com plantas
- barras de sabão em bruto
- pormenor de impressão com plantas
Tecido impresso com esteva, urze, dente de leão, flores de esteva e outras duas da mesma família. Todas colhidas no pinhal e algumas utilizadas no fabrico do sabão.

Quem acompanha este blogue desde o inicio sabe que, acima de tudo, o que mais me apaixona são os ciclos da natureza e neles as ervas silvestres. Estas são apenas formas que encontrei de expressar essa minha paixão.

Continuo caminhando ...

31 de janeiro de 2016

24 de novembro de 2015

aquela que é ...



... aquela que é a minha verdadeira paixão, a terra.

"O essencial é invisível aos olhos."
Antoine de Saint-Exupéry

15 de agosto de 2015

à janela...


À janela ... pano impresso com plantas e pétalas frescas.
Esta casa tem uma luz linda ao fim da tarde.

Paula

5 de agosto de 2015

à procura da cor


As plantas, a semente, ver nascer, colher ... isso é realmente o que me fascina. Como a natureza se auto-renova, se adapta, flui.

À procura da cor,  com plantas. Perceber o que elas podem oferecer e extrapolar para o sabão; o vermelho já descobri, falta-me fazer o teste. Ou como a lã e o sabão se cruzam muito para além do que o segundo faz à primeira: o feltro.

Barbaritas (Barbara Faber) e Grão da Terra.

22 de julho de 2015

impressão com plantas

Depois duma primeira experiência bem sucedida veio a frustração. Ou porque o tecido era diferente, ou a preparação dele foi mal feita, ou porque as plantas eram outras, ou porque ... enfim. Muito a aprender e experimentar. A primeira experiência foi sorte de principiante.

Esta é uma nova forma de aprender sobre plantas e ervas e aprofundar conhecimentos, ao mesmo tempo que percebo o comportamento da cor e de que forma a posso transpor para o sabão. E com esta pequenina estrada percorrida penso ter descoberto o vermelho e o rosa.

Paula

19 de julho de 2015

uma descoberta maravilhosa (?)


De Corte Sines para Sines. Na costa Alentejana é aqui o único ponto onde foi avistada, em 2009, segundo a Flora-On. E agora em 2015, por mim, em matagal e pinhal. Helichrysum stocheas - Macela, Marcela, Perpétua-das-areias (os nomes vulgares geram muita confusão na identificação de outras plantas semelhantes).

Foi quando andava a colher ervas para impressão em panos que olhei e, de repente, a vi. Já muito seca mas ainda com as suas flores que parecem de papel. Em quase nove anos foi a primeira vez que vi. Discreta no meio do mato, brilhante e singela como só ela sabe ser.

Paula

PS - Ainda assim, com quase certeza de se tratar da mesma espécie, se algum botânico por aqui passar e quiser confirmar fico agradecida.

12 de maio de 2015

impressão com flores e plantas frescas

Uma recente descoberta, com plantas e ervas da horta. Não vou longe para as colher. Experimento com o que tenho, descobertas surpreendentes ... as experiências são para o Grão da Terra, que tem sempre como suporte o Trumbuctu. Faço experiências de cor e aprendo sobre novas ervas seguindo uma técnica cuja precursora é India Flint. Foi depois de a ter descoberto que conheci a Barbara Faber (artesã de arte em feltro), que me ensinou os primeiros passos (onde estou), me mostrou novas plantas e me abriu as portas para um imenso mundo maravilhoso. Um outro mundo das plantas que eu já tinha aflorado aqui em 2007.

Paula

19 de fevereiro de 2015

paixões






Sinto-me como as pequeninas sementes,  Cravos da Índia  anões (Tagetes patula) à janela e em estufa, a emergir do solo, a romper a terra. Como algo aparentemente tão frágil consegue vencer aquela barreira de solo na procura da luz?

Este foi um bom ano de urtiga (Urtica dioica), húmido e chuvoso. Podemos fazer tantas coisas com ela:
- comer crua, cozinhada ou em batidos com maçã.
- fazer adubo
- óleos
- chá

Morugem (Stellaria media). Sobre esta erva uma ficha completa aqui. O Camané adora, erva das galinhas.

A primeira luva Grão da Terra feita com lã de Ovelha Churra do Algarve, de um produtor local. Lavada por mim e fiada por uma artesã local, Barbara Faber (com pouca coisa disponível na net), trabalha em feltro com uma imensa mestria e tem um trabalho pelo qual  nutro profunda admiração.

Camané e Violeta à porta do 'restaurante'. Todos os dias aparecem para ver se há algum grãozinho.

Paula

13 de março de 2014

ervas


Hoje andei a apanhar morugem, erva da qual já aqui falei. Desta vez não é para comer mas houve quem achasse o contrário: Camané, que logo chamou Violeta. E aqui ficou ainda um bom bocado debicando a erva.

Apanhei também urtiga, desta vez para fazer mais chorume. A horta está de novo a começar: tenho a ir para a terra: alfaces, cebolas, tomate, pimento e pepino. No intervalo comecei a fazer medas, da erva que já foi cortada, para ter material verde a utilizar no wc seco (já vai fazer três anos e muita água se poupou!!!)

E lá vou para a saga de organizar as sementes. Quem o faz sabe do que falo :)

Paula

6 de fevereiro de 2014

contraponto



O que foi um dia a vista da minha dispensa é agora a vista do meu herbário.
Impermanência.
Semente/Fruto de semente.
Os lugares são aquilo que nós fazemos deles  e esse poder está em nós.

Paula

20 de janeiro de 2014

infusões


Infusões são o que normalmente chamamos de 'chás de ervas'; um punhado de ervas cobertas com água a ferver, ficando em repouso por alguns minutos. A quantidade de erva utilizada e o tempo de infusão depende do que queremos fazer com elas. Estas infusões têm a particularidade de serem de ervas, todas elas, cultivadas e colhidas por nós (digo nós porque sob uma forma ou outra há sempre ajuda).

Hoje fiz infusões de:
- Lavandula augustifolia (Alfazema)
- Calendula arvensis (Calêndula ou Maravilha silvestre)
- Platycladus orientalis (Tuia-da-china ou Árvore-da-vida)

Por serem um material leve, folhas e flores secas, o processo de extrair alguns dos seus componentes foi a infusão. Quando a planta é mais dura, mais lenhosa, é melhor a decoção, que consiste em colocar a planta/material vegetal em água, deixar levantar fervura  e manter em lume baixo por 15 minutos ou mais*.

*fonte informativa via  The Herbarium

Paula

5 de janeiro de 2014

urtigas


Um novo ciclo começa e que bom é recomeçarmos com ele. É sempre uma renovação e ao mesmo tempo um novo começo. E com este novo ciclo vêm as urtigas, uma erva silvestre preciosa:

- comem-se, em sopas, chá, batidos verdes ou de frutas ( utilizar as folhas jovens dado que as outras desenvolvem cistólitos, irritantes para os rins (ı)
- com elas se faz o chorume para adubar a terra, para tratar plantas e em preparados biodinâmicos utilizados na compostagem
- faço macerações (óleos enriquecidos) para utilizar no sabão de urtiga

Aqui explico como secamos as urtigas e aqui como fazemos o chorume.

(ı) Plants For A Future

Paula

18 de dezembro de 2013

calendula arvensis



Uma descoberta maravilhosa, literalmente. Maravilha silvestre - Calendula arvensis - descoberta no Mercado de Natal Amigo da Terra, em Almada, onde estive presente com o Grão da Terra.

Foi no 'stand' (1ª foto) da Quinta da Parreirinha que a vi e logo o meu olhar recuou no tempo, à memória de já ter visto aquela flor. Aquele cantinho* foi a minha perdição. Passei horas, de longe, a olhar e a deleitar o meu imaginário.

O campo está agora cheio destas Maravilhas. O cheiro é inconfundível, igual ao da Calendula officinalis, e as propriedades são inúmeras. As folhas, ricas em minerais e vitaminas são semelhantes, em valor nutricional, ao Dente de Leão - Taraxacum officinale.

Consulta adicional:
Jardim Botânico da UTAD
PFAF

* Por detrás daquele 'cantinho' está um imenso saber e um trabalho de anos. Muitos, de certeza!
(♥) Paula

14 de outubro de 2013

tantas coisas, e às vezes parece tão pouco






Mais uma tigela de araçás, e há mais a amadurecer.
Lúcia-lima (Aloysia citrodora) e erva príncipe (Cymbopogon citratus) acabadas de colher; para fazer óleo macerado.
Testando aromas com óleos essenciais.
Óleo de cedro macerado artesanalmente, a frio.
Feito hoje, um lote de sabão de alfazema.

Paula

28 de agosto de 2013

um trilho também é um caminho



Um trilho também é um caminho. Pode não ser uma estrada, ser sinuoso, perigoso, mas é sempre um caminho. Foi um trilho que me levou a descobrir o caminho que hoje percorro, uma derivação, um atalho ... a estrada que havia, na altura não propriamente uma escolha.

Hoje? Definitivamente uma escolha. E hoje prefiro trilhos a caminhos. Podem ser estreitos, assustadores, muitas vezes desconfortáveis mas são sempre maravilhosamente surpreendentes.

E foi neste trilho que descobri um grão ... um grão de terra. O sentido para o meu gosto pelas ervas, pelas cores das flores, pela textura da terra, dos verdes. Tantas vezes pensei: para quê semear isto, secar aquela erva, transformá-la em pó; descobrir as plantas tintureiras, para quê? E os óleos? Macerar, infundir, fundir??

Sim. Mil vezes sim. Agora posso tocar a expressão do amor que sinto pela terra e posso dar a tocar aos outros também.

Paula

15 de maio de 2013

comer ervas selvagens?


Aprender a comer ervas selvagens com Robin Harford.

Para quem vive no campo, do que cresce na terra há mais para comer do que possamos imaginar. Já tenho falado algumas vezes desse assunto aqui.

Eu como: dente-de-leao, acelga selvagem, urtigas ...
 
- Paula

14 de abril de 2013

temos muito a aprender



Temos muito a aprender com os animais. Aqui, Milú e Camané a comer uma erva - pormenor na segunda foto. Enquanto andava na horta observei-os ... comiam os 'bagos' terminais desta planta. Mais uma erva que eventualmente poderemos comer; normalmente, a maioria das ervas que os animais comem nós também podemos comer, e as ervas selvagens são muito mais nutritivas. Não sei o que é mas vou procurar descobrir.

Alguém aí conhece?

- Paula

16 de abril de 2012

morugem





Da horta: morangos, flores de salva e morugem (Stellaria media), uma erva para a qual já tinha olhado e que me pareceu comestível. Lembro-me vagamente de alguém um dia me ter chamado a atenção, aqui no terreno, para uma planta que acho ter sido esta. Identifiquei-a  através do livro Top 100 Plantas Medicinais, de Anne McIntyre e fui confirmar no site Plants For A Future. Segundo esse site tem um valor razoável como planta comestível e pode ser cultivada como legume. Ainda de acordo com a mesma fonte não convém comer com muita frequência pois contém sapomina.

...

Flor da morugem. Minúscula! Linda!

...

Salada de abóbora com morugem e flores da salva, temperada com azeite e limão, e acompanhada com creme de amêndoa.

   (♥) Paula

PS- As fotos ultimamente têm-me saído um pouco(?) desfocadas, Há coisas que não tenho conseguido (não quero?) ver ou será só falta de luz?

24 de janeiro de 2012

ir e vir






Lisboa.
A minha cidade.
19 de Janeiro de 2012.
A nítida percepção de um lugar onde já não consigo viver mas que gosto de visitar.

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Algar.
A. L. Garcia.
As máquinas de costura do meu bisavô. A caderneta, tão amorosamente guardada, do pagamento das prestações de uma máquina que veio parar às minhas mãos setenta e dois anos mais tarde, pela mão do Rogério.

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De regresso à horta, ainda parca em legumes para comer só com favas e ervilhas a crescer. Uma volta pelo terreno trouxe-me saramago (Raphanus raphanistrum), dente-de-leão (Taraxacum officinale) e catacuzes (Rumex crispus) para fazer um batido de ervas.
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Folha do dente-de-leão. A sua textura e os pelinhos ajudam a distingui-la de outras muito parecidas.
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Batido de ervas selvagens com banana e limão. Foi o meu jantar de ontem, altamente nutritivo. Acompanhei com bagas goji e crakrers barrados com pasta de sementes de girassol germinadas. No fim uma sopa de lentilhas e fiquei cheia ":)

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Quando regressei fui ver a estufa. Os potes, em sete dias, já estavam com menos de metade da água.