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12 de maio de 2015

impressão com flores e plantas frescas

Uma recente descoberta, com plantas e ervas da horta. Não vou longe para as colher. Experimento com o que tenho, descobertas surpreendentes ... as experiências são para o Grão da Terra, que tem sempre como suporte o Trumbuctu. Faço experiências de cor e aprendo sobre novas ervas seguindo uma técnica cuja precursora é India Flint. Foi depois de a ter descoberto que conheci a Barbara Faber (artesã de arte em feltro), que me ensinou os primeiros passos (onde estou), me mostrou novas plantas e me abriu as portas para um imenso mundo maravilhoso. Um outro mundo das plantas que eu já tinha aflorado aqui em 2007.

Paula

19 de fevereiro de 2015

paixões






Sinto-me como as pequeninas sementes,  Cravos da Índia  anões (Tagetes patula) à janela e em estufa, a emergir do solo, a romper a terra. Como algo aparentemente tão frágil consegue vencer aquela barreira de solo na procura da luz?

Este foi um bom ano de urtiga (Urtica dioica), húmido e chuvoso. Podemos fazer tantas coisas com ela:
- comer crua, cozinhada ou em batidos com maçã.
- fazer adubo
- óleos
- chá

Morugem (Stellaria media). Sobre esta erva uma ficha completa aqui. O Camané adora, erva das galinhas.

A primeira luva Grão da Terra feita com lã de Ovelha Churra do Algarve, de um produtor local. Lavada por mim e fiada por uma artesã local, Barbara Faber (com pouca coisa disponível na net), trabalha em feltro com uma imensa mestria e tem um trabalho pelo qual  nutro profunda admiração.

Camané e Violeta à porta do 'restaurante'. Todos os dias aparecem para ver se há algum grãozinho.

Paula

8 de junho de 2014

curiosidades





Cápsulas de papoilas (Papaver). Nascem espontâneas, eventualmente de sementes trazidas pelos pássaros. Muito semelhante à cultivar 'Crimson Feathers' (Papaver somniferum, grupo laciniatum), um hibrido vulgarmente cultivado em Inglaterra.

Tupinambos - Helianthus tuberosus - também nascidos de forma espontânea, vindos já da primeira geração plantada por aqui.

'Vinhas das minhas, olivais dos meus pais, montados dos meus antepassados'.
Fico-me pelas 'vinhas das minhas'. Uma videira que vai no seu segundo ano e, espero, possa presentear-nos com este cacho de uvas; não é normal, uma videira normalmente começa a dar no terceiro ano.

Por fim, e por curiosidade, medi o pH da lixívia de cinzas. Como esperava, pH no máximo (alcalino). Usar luvas quando se manuseia e ter todos os cuidados como com qualquer produto de limpeza. Não é por ser natural que é inofensivo, desengane-se quem assim pensa.

13 de maio de 2014

são rosas


São rosas, rosas de Santa Teresinha (cultivar Cecile Brunner). São lindas e delas emana um doce perfume, que envolve e me traz à lembrança a minha avó. Não sei de onde vieram; sei que a minha mãe sempre teve rosas nos seus jardins, e a mãe dela também. Ainda hoje há um jardim com rosas da minha avó.

Delas tirei as pétalas, agora ali a secar e a perfumar a casa. Neste momento respiro esse perfume.

Transplantámos, em Março, um pé desta roseira, já emaranhado em jasmim e outros arbustos. Ficou junto daquilo que um dia será um telheiro, para o cobrir durante todo o ano e nesta altura dizer-nos que a Primavera existe.

Paula

6 de fevereiro de 2014

contraponto



O que foi um dia a vista da minha dispensa é agora a vista do meu herbário.
Impermanência.
Semente/Fruto de semente.
Os lugares são aquilo que nós fazemos deles  e esse poder está em nós.

Paula

1 de fevereiro de 2014

Violetas bravas e outras histórias


Violetas bravas (Viola canina) e outras flores.
Histórias de aromas, histórias de cores, experimentar (e conseguir?) colocar num sabão aquilo que os meus olhos vêm, aquilo que as minhas mãos tocam.

Não sei. Experiências, experiências, experiências.

E a natureza consegue ser infinitamente generosa. Se soubermos olhar quase (quase) nem precisaríamos de semear.



Paula

13 de janeiro de 2014

luffas e outras coisas assim




{actualização de 10/11/2013}

Podiam ter sido colhidas mais cedo mas há sempre tantas tarefas que se sobrepõem e, por vezes (muitas), alguma coisa fica para trás. Mas fui muito a tempo! Para quem quer saber como é a colheita e o armazenamento de luffas este site explica muito bem (em inglês).

Estas foram lavadas com sabão de roupa Grão da Terra® e ficaram assim, branquinhas. De qualquer forma, quando colhidas no tempo certo e se não tiverem manchas, basta lavar com um jacto forte de água e ficam bem. Há quem use lixívia para branquear mas não é necessário nem aconselhável.

Parte das sementes vou guardar para fazer o viveiro, em Fevereiro, e transplantar em finais de Março depois das geadas; a outra parte retornará à associação que as facultou (não sei o nome pois as sementes chegaram-me por uma amiga).

E as flores, sempre as flores, coloridas e mágicas. Calendula arvensis, Calendula officinalis e uma experiência com Viola odorata.

Paula

18 de dezembro de 2013

calendula arvensis



Uma descoberta maravilhosa, literalmente. Maravilha silvestre - Calendula arvensis - descoberta no Mercado de Natal Amigo da Terra, em Almada, onde estive presente com o Grão da Terra.

Foi no 'stand' (1ª foto) da Quinta da Parreirinha que a vi e logo o meu olhar recuou no tempo, à memória de já ter visto aquela flor. Aquele cantinho* foi a minha perdição. Passei horas, de longe, a olhar e a deleitar o meu imaginário.

O campo está agora cheio destas Maravilhas. O cheiro é inconfundível, igual ao da Calendula officinalis, e as propriedades são inúmeras. As folhas, ricas em minerais e vitaminas são semelhantes, em valor nutricional, ao Dente de Leão - Taraxacum officinale.

Consulta adicional:
Jardim Botânico da UTAD
PFAF

* Por detrás daquele 'cantinho' está um imenso saber e um trabalho de anos. Muitos, de certeza!
(♥) Paula

19 de maio de 2013

a alfazema mais pefumada


Este ano vai haver menos horta. Será mais pequena, só para nós, e ainda assim está muito atrasada. E depois, quero ter tempo para outras descobertas, outros aromas, outras cores. Quero encher o peito de ar e respirar, respirar realmente. A Primavera tem este efeito em mim, dá-me uma imensa vontade de voar :).

   (♥) Paula

12 de abril de 2013

toda a selva tem o seu primor




Agora que o sol vem aí por uns dias, ao que parece, é tempo de ir para a horta. Apanhar as favas e as ervilhas. Hoje andei a colher flores de gerânio (Pelargonium graveolens) e de malva silvestre (Malva Sylvestris), no meio duma selva com mais de um metro de altura. É curioso, e bom de olhar, que a selva tem os sues primores. E reparamos nisso quando não cortamos erva: malvas, páscoas - entre tantas outras flores - e insectos que nunca tinha visto. No domingo planeio andar com a roçadora, mas nem apetece :)

- Paula

10 de abril de 2012

jasmim, alecrim e outras coisas assim






Eu sei, eu sei. As actualizações não têm sido muito frequentes mas já faz algum tempo que o meu acesso à internet não é dos melhores. Também me resta pouca paciência para tratar com call centers, atrás dos quais as empresas se escondem. E a vida tem tanto para viver que às vezes sobra pouco tempo para vir aqui. Mas a horta, essa, faz parte de mim todos os dias.

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No Domingo andei a colher flores de jasmim e alecrim para fazer óleo. Semeei cravínias, mostarda branca e amores perfeitos, plantei bolbos de anémonas e transplantei algumas flores de vaso para canteiro.

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O galinheiro está quase pronto! Insisto em não fazer planos em papel e sou frequentemente confrontada com dificuldades de execução, problemas que deviam ter sido resolvidos no papel. Demoro mais tempo, desespero, mas no fim tudo se resolve; já só faltam as portas, nos topos, para acesso ao comedouro e ao ninho. A Milú está quase em casa!

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Salada de favas florida com borragem borragem-bastarda (Anchusa azurea). Fui a casa de um amigo que tem um campo imenso de borragem borragem-bastarda. Sexta-feira volto lá para apanhar mais flores.

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 O lugar preferido da Estrela, junto da melhor figueira que temos por cá.

   (♥) Paula

20 de dezembro de 2011

rosas de santa teresinha




No Domingo estive entretida a fazer o meu kit de beleza para o próximo ano. Da esquerda para a direita: óleo de calêndula com umas gotas de óleo essencial de árvore do chá, para afecções da pele; óleo de alfazema, para as picadas de mosquito; água de rosas e creme hidratante, ambos feitos com rosas de Santa Teresinha. O creme dá para o rosto, mãos e todo o corpo, ficou com uma textura óptima e ainda deu para mais três boiões.

As receitas da água de rosas e do creme podem encontrar no livro Plantas Aromáticas de Lesley Bremness, Editora Civilização. Um bom livro para se ter sempre à mão. Os óleos são curados ao sol durante vinte e um dias, com a planta escolhida mergulhada em azeite. Eu utilizei óleo de amêndoas.

28 de outubro de 2011

da generosidade dos outros




raízes ❢  (26/10) 
Semeadas batatas brancas que grelaram por si, dentro do armário, e alho francês das nossas sementes.

flores ❀ (27/10)
Ontem foram plantadas podas de flores, muitas, da generosidade dos outros. Os primeiros tupinambos colhidos foram todos dados. Levei para a D. Aldina, alguém que conheci através do trabalho e que ficou amiga. Em troca trouxe batata doce e tomates de 'dependurar', como ela própria diz. Segundo ela duram quase todo o inverno pendurados em cachos. Na volta passei pela D. Eduarda, uma amante de flores, deixei mais tupinambos e trouxe um jardim. Precisei de mais de vinte vasos para tudo e muitos ficaram com várias podas: suculentas, cactos, cravos, rosas, flores de várias espécies, arbustos... um jardim ":). Gosto do modo como as pessoas aqui recebem, há quase sempre troca e a 'contabilidade' mesquinha que muitas vezes surge aqui não tem lugar.

Ao jantar, suflé de abóbora com grão germinado (amornado) e molho de campanha, ambas as receitas retiradas da Associação Terrapia, do caderno de receitas . Os legumes são todos da horta excepto o grão. Definitivamente um regime alimentar a explorar cada vez mais.

17 de setembro de 2011

num curto passeio pela horta




18 e 19 de Setembro
Frutos
Dias bons para colher frutos, legumes e sementes.

Sementes de:
- cenoura, não sei (???) se não terá cruzado com cenoura brava
- girassol, de 14 pés semeados ao 'acaso', que enchem dois frascos comuns de grão
- cravos túnicos
e folhas de alfazema, a secar, e mais pétalas de flores de maravilha para fazer novo óleo, um pouco mais forte.

Os habitantes da horta acho que pertencem à família dos Pentatomidae, que adoram sementes, principalmente de maravilhas. Diz-me a experiência que, quando os vemos, é sinal de que as sementes estão prontas a colher.

18 de julho de 2011

pâtisson, filhotes de andorinha e o sol da minha vida




Abóboras patisson*, filhotes de andorinha-dos-beirais no estendal - já não cabem no ninho, que fica mesmo em frente e todas as noites aqui vêm dormir- e girassol na horta, o sol da minha vida.

*Abóbora pâtisson a branca e a amarela, a laranja é hokaido, todas para semente; nenhuma delas da horta. Este ano vai ser fraco em abóboras, para nós.