Mostrar mensagens com a etiqueta Hortícolas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hortícolas. Mostrar todas as mensagens

28 de novembro de 2015

de onde sopra o vento?


Em frente a vista da horta, e em breve um lindo campo de tremocilha, enquanto se vão feltrando luvas com sabão Grão da Terra.

Da horta para o jantar, ou pelo menos para uma parte dele.

Uma espiral de vida ascendente com beterrabas, alfaces e alho francês, com um moinho no centro para me fazer lembrar seguir na direcção em que o vento sopra, o caminho será de certo mais fácil.

Paula

18 de novembro de 2015

se tens ...


Se tens:
terra para semear
água para regar
e braços para trabalhar
o que esperas para arregaçar as mangas?

Paula

21 de outubro de 2015

a preto e branco


Desta vez não há fotografia mas há noticias da horta.
Sinto-me esmagada por tantas imagens, tanta cor, tanta distracção, tanta imagem sem sentido a procurar fazer sentido a quem as vê.

Apetecia-me, por algum tempo, ver tudo a preto e branco - como as fotografias de Sebastião Salgado -, porque o preto e branco despe a realidade, arranca a alma para fora, realça o que efectivamente existe. No preto e branco é impossível esconder, o que está vê-se.

E a propósito de preto e branco (ou branco e preto), um documentário a não perder e a rever várias vezes.

'A terra sarou o desespero de Sebastião.'
in
O SAL DA TERRA

Agora, aqui pelo Trumbuctu o que temos andado a fazer (?)...

... semeámos tremocilha em todas as zonas da horta que não terão culturas. Foi mesmo a tempo de apanhar esta bela chuva. Semeámos favas e ervilhas e plantámos: couves, beterrabas, alfaces, cebola temporã, alho francês, cenouras, coentros, bolbos de flores e retirámos muiiiiiiito escalrracho (vários carrinhos de mão dele). Falta plantar uns pezinhos de jasmim e trago uma novidade - um pezinho de Gogi :)

Ainda vou fazer uma experiência com Curcuma, em vaso, e ver no que resulta. Daqui a umas duas semanas voltamos a semear mais fava e ervilha - entretanto é tempo de fazer alguns viveiros.

Paula

8 de junho de 2014

curiosidades





Cápsulas de papoilas (Papaver). Nascem espontâneas, eventualmente de sementes trazidas pelos pássaros. Muito semelhante à cultivar 'Crimson Feathers' (Papaver somniferum, grupo laciniatum), um hibrido vulgarmente cultivado em Inglaterra.

Tupinambos - Helianthus tuberosus - também nascidos de forma espontânea, vindos já da primeira geração plantada por aqui.

'Vinhas das minhas, olivais dos meus pais, montados dos meus antepassados'.
Fico-me pelas 'vinhas das minhas'. Uma videira que vai no seu segundo ano e, espero, possa presentear-nos com este cacho de uvas; não é normal, uma videira normalmente começa a dar no terceiro ano.

Por fim, e por curiosidade, medi o pH da lixívia de cinzas. Como esperava, pH no máximo (alcalino). Usar luvas quando se manuseia e ter todos os cuidados como com qualquer produto de limpeza. Não é por ser natural que é inofensivo, desengane-se quem assim pensa.

8 de maio de 2014

coisas várias e o tempo


Coisas várias e o tempo, ou a falta dele. Tenho saudades do Trumbuctu e do que a terra me traz, do lugar fora do mundo onde tantas vezes me sentia, bem. Não que não me sinta bem agora mas o ritmo é outro, e não consigo dar atenção a coisas que quero.

Mais outro abacaxi a criar raiz, já lá vão duas ou três semanas e só agora começam a surgir (as raízes).

Beterraba com raiz, em água, uma boa forma de não utilizar frigorífico e manter o legume realmente fresco, ou seja, vivo!

E luffas queimadas pelo calor abrasador que se fez sentir no fim-de-semana passado. Como estive ausente não cheguei a tempo. Ainda estão nas cuvetes e a maioria não resistiu. Entretanto já tinha semeado mais, nos espaços vazios das que não vingaram, e agora coloquei uma sombra. Estou a torcer para conseguir que algumas vinguem.

Paula

13 de janeiro de 2014

luffas e outras coisas assim




{actualização de 10/11/2013}

Podiam ter sido colhidas mais cedo mas há sempre tantas tarefas que se sobrepõem e, por vezes (muitas), alguma coisa fica para trás. Mas fui muito a tempo! Para quem quer saber como é a colheita e o armazenamento de luffas este site explica muito bem (em inglês).

Estas foram lavadas com sabão de roupa Grão da Terra® e ficaram assim, branquinhas. De qualquer forma, quando colhidas no tempo certo e se não tiverem manchas, basta lavar com um jacto forte de água e ficam bem. Há quem use lixívia para branquear mas não é necessário nem aconselhável.

Parte das sementes vou guardar para fazer o viveiro, em Fevereiro, e transplantar em finais de Março depois das geadas; a outra parte retornará à associação que as facultou (não sei o nome pois as sementes chegaram-me por uma amiga).

E as flores, sempre as flores, coloridas e mágicas. Calendula arvensis, Calendula officinalis e uma experiência com Viola odorata.

Paula

10 de novembro de 2013

luffas


Luffas! Esponjas vegetais. As primeiras a secarem, penso eu por serem as mais pequenas. As outras, de tamanho considerável, ainda estão verdes para serem colhidas. Preciso de ler um pouco sobre elas para perceber exactamente como e quando é feita a colheita.

As sementes originais são de uma associação, agora não me lembro o nome, para onde terei de enviar sementes das que cultivei.

(♥) Paula

18 de setembro de 2013

a minha horta deste Verão




A minha horta deste Verão: um canteiro de luffas. Os mais atentos saberão porquê.
As sementes partilhadas por uma amiga e grande mentora do projecto Grão da Terra deram o seu fruto, nalguns casos bem grande!

No início pensei que não iam vingar. Alguma coisa andava a trincar as tenras terminações que cresciam sem que eu conseguisse descobrir o quê. Pensei em caracóis; de madrugava ia ver e nada. Depois pensei em gafanhotos mas também nunca apanhei nenhum. Só semanas mais tarde percebi, eram as ovelhas do vizinho!!! Sem nada verde para comer aquelas luffinhas, logo ali, eram um pitéu.

Decifrado o enigma retirei-as da rede e fi-las trepar por canas. Agora aguardo a colheita que deve estar para breve.

(♥) Paula

30 de julho de 2013

luffas




Luffas! Sim, este ano é a produção de elite por aqui. Foram transplantadas já um pouco tarde e o frio tardio também não ajudou. Agora estão bonitas, viçosas e bem acompanhadas por cravos túnicos (Tagetes patula). 10 metros de canteiro, e de muro, que espero vir a estar coberto por muitas luffas penduradas.

Sementes da primeira temporada de horta.

(♥) Paula

16 de março de 2012

o escuro de Outubro


O escuro de Outubro, palavras ditas pela Ti Maria Arsénio - como pediu para ser chamada - ao explicar-nos quando tinha semeado o cebolo. Estas palavras ecoaram cá dentro - o escuro que há dentro de mim. O escuro de Outubro é a passagem da lua nova para quarto crescente; enquanto explicava fazia acompanhar-se de gestos largos, apontando o lado em que a lua nascia, cheia, e o outro, oposto, em que no céu, negro, nada se via a não ser o escuro de Outubro. A sua linguagem era tão expressiva que me transportou para outro tempo, para um tempo antigo em que o homem lia nos astros, no vento, no escuro a melhor altura para as sementeiras. E senti-me na noite apesar de ser dia.

A conversa desenrolou-se ao mesmo tempo que ia desbastando o cebolo para me dar alguns pés, enquanto eu e a Zília, que me levou a conhecer esta senhora de quase oitenta e um anos, íamos tirando alguma erva da pequena leira. Finalmente percebi a diferença entre cebolo e cebola. Dizia ela que o cebolo é o pai da cebola. O cebolo nasce da semente de cebola e quando pronto é transplantado para depois dar a cebola. Trouxe mais de cem pés, semeados no escuro de Outubro, e agora transplantados quase no escuro de Março, que deverá ser lá para dia vinte e três.

   (♥) Paula

PS- Vou arranjar um gravador.

16 de fevereiro de 2012

gente de fibra


Contra a força da natureza não se luta, é uma batalha sempre perdida, a única, acho. E como não chove há que aproveitar o sol. Preparo as camas para a Primavera com manga transparente, o principio utilizado na monda quente. Queimam-se, assim, as ervas sem mexer no solo, sem destruir a vida que ele contém. Quase o mesmo que as geadas têm feito com as favas, as árvores de fruto e muitas plantas aromáticas... até dentro da estufa!

• • •

Memórias do passado dia 11 de Fevereiro.
Gente de fibra, numa luta, essa sim, que vale a pena travar. Indiferença, desistência, não!! Encontrei um antigo vizinho da minha infância, hoje com oitenta e oito anos. Lá estava, rijo - apesar de aparente Parkinson - na frente de arranque da manifestação. Gente de fibra como ele são uma fonte de inspiração. Quero ser assim aos oitenta e oito anos, se lá chegar. Não desistir, não fingir, não ficar indiferente. Sim, é isso! Não ficar indiferente. Quero sentir o sangue a correr-me nas veias! Quero ser como as árvores, para morrer que seja de pé.

• • •

E a música. Ah, a musica ... salva-me muitas vezes de mim. Hoje é Sara Tavares. Não gostava muito dela mas há dias ouvi-a numa entrevista e surpreendeu-me, alguém tão jovem e já com tanta sabedoria. Procurei algumas musicas, gostei. Gostei dos ritmos, da voz, da poesia.

Ando em replay continuo com esta - ' deixa-me ser só ser'.
Sim, deixem-me ser só ser. É possível??

12 de janeiro de 2012

dia de frutos ☌


De acordo com a agricultura biodinâmica amanhã será um dia especialmente benéfico para semear plantas de fruto (favas, ervilhas, tomate, pimento, abóboras...), devido a uma conjugação especial de planetas. Há dias terminei a construção da estufa para o viveiro e amanhã será inaugurada com a preciosidade que está no cestinho - sementes, a maioria de produção própria.

frutos☌
11/01 a partit das 10h, 12/01 e 13/01 até às 22h
Em viveiro
- tomate cereja, redondo, pera e italiano
- kiwano
- pimento
- abóbora hokaido
- abóbora Rouge Vif D'etampes*
- meloa
- melancia
- melothria*

E em campo aberto mais favas! Espero conseguir cumprir com o plano.

*Sementes biológicas compradas

cortei o bico ao pato




:) 'Abóbora-pato'
Veio duma banca do mercado, uma banca muito especial, da qual falarei num destes dias. As sementes são para semear já esta Primavera

9 de janeiro de 2012

flores ❀ e frutos☌




frutos☌
8/01 até às 18h
Continuando a seguir o calendário biodinâmico de Maria Thun ontem, dia de frutos especialmente favorável, colhemos as batatas semeadas fora de época, em finais de Outubro. Foram colhidas cedo demais, precisavam de mais quinze dias a um mês na terra, mas tive receio das fortes geadas que se têm feito sentir; mesmo estando cobertas já começavam a apresentar sinais disso. Um canteirito ainda deu uma tigela cheia.

• • •

flores ❀ 
9/01 até às 20h
Hoje foi dia de flores e estivemos a fazer podas de alfazema que a Z. nos deu. É com esta alfazema que faço o óleo pois é particularmente aromática. Cortam-se estacas com cerca de vinte centímetros de comprimentos e  uma dois de diâmetro. Eu experimento também com ramos um pouco mais grossos e com e sem folhas.

Os resíduos, dos cortes e de limpeza do terreno, já não se queimam. São todos aproveitados para fazer camas hortícolas elevadas (raised beds) ou para espalhar pela terra.

• • •

folhas ❧
10 e 11 até às 9h 
O trabalho para amanhã será começar o viveiro dos legumes de folha na estufa.

16 de dezembro de 2011

da horta em Dezembro








O silêncio de palavras tem sido rei mas nos bastidores o trabalho corre, seguindo o calendário biodinâmico de Maria Thun, uma das leituras que descobri há alguns meses atrás. Temos semeado, como adubo verde e mulch vivo, tremocilha e ervilhaca; favas, uma parte também será para adubo verde; ervilhas, cebolas, alfaces e morangos. O morango é uma excelente cobertura de solo, viva, e aparentemente está a ajudar a combater o escalrracho, atrofiando-lhe as raízes. Ainda semeámos azevém -vê-se na primeira imagem, ao fundo, junto dos ferros de estufa - numa zona que só terá culturas na primavera. O azevém é uma gramínea forrageira utilizada para alimentação de gado e tolera múltiplos cortes, sendo o ultimo normalmente para fenar. Este é o lado "arrumado" da horta, o trabalho de Novembro e parte de Dezembro.

Depois vem o lado selvagem. Três variedades de couve, plantadas em Outubro, as batatas semeadas já tarde, final de Outubro, mas que estão lindas; chicória, já selvagem, no meio de tremocilha; a seguir penso que sejam acelgas, também espontâneas, e alfaces. Posso dizer-vos que todas as plantas nascidas por elas, de sementeiras anteriores, crescem muito melhor e são muito mais robustas. E vamos assim a caminho duma horta selvagem, deixando fluir os ciclos da natureza e das próprias plantas.

Por fim, a Estrela à espera que o rato saia da toca. Trouxe um para dentro de casa esta tarde e está lá agora, persistente, numa espera paciente de budista ":)

21 de novembro de 2011

de novembro





Temos estado sem acesso à internet e isso até traz alumas vantagens, embora me custe. O trabalho tem sido muito: preparar a terra, semear azevém, tremocilha e favas; fazer pequenos viveiros de alho francês, alface, coentros; começar a vala grande, em curva de nível, a partir da qual iremos desenhar a futura horta e desta vez de forma permanente - a caminho de uma pequena floresta comestível. Plantámos ainda sete citrinos, dos quais quatro laranjeiras Lane Late, do Algarve, e ainda faltam dezassete, entre árvores de fruto e de bosque. Já temos o sistema de drenagem das águas cinzentas a funcionar em pleno. Entre pensar, planear e instalar demorei cerca de quatro meses. Mas está pronto!

O tempo sem internet, situação que de alguma forma se mantém, foi passado entre plantar nuns chinelos velhos hortelã chocolate, ideia não original pois já me cruzei, entretanto, com uma imagem semelhante; encontros regulares com uma aranha-dos jardins que insiste em fazer a sua teia na casa de banho; uma parcela da horta, que tivemos de limpar de escalrracho, para preparar novas camas (♥) de morangos, alfaces, ervilhas e as favas brancas; e cestos da horta de Novembro, os últimos desta temporada que chegou ao fim. Muito mais tinha para contar mas, quando não venho aqui com regularidade, torna-se difícil contar numa hora o que se passou em vários dias, semanas...

(♥) Das leituras que tenho andado a fazer sobre agricultura biodinâmica aprendi que se pode colocar o composto ou estrume num rego entre as culturas, não junto às raízes como estamos habituados. O objectivo é "ensinar" as plantas a procurarem o seu alimento conseguindo assim, através da colheita de sementes nas gerações sucessivas, plantas mais robustas. Aqui já fazemos isso com a rega: pouca água não directamente nas raízes. Este verão reguei a culturas uma vez por semana, duas só quando fez mesmo muito calor.

2 de novembro de 2011

sementeiras de Outono



Frutos(01/11)
Desta vez tivemos de limpar uma boa parte do terreno, não podia ser de outra forma. A terra está coberta de escalracho - Panicum repens, a espécie que temos mais aqui - formando uma rede quase impenetrável onde será difícil alguma coisa nascer bem. Forma pilhas e pilhas de erva e muita ficou ainda bem fundo na terra. Um trabalho que deveria ter sido feito durante o Verão para que a erva secasse por completo. Embora seja uma erva com propriedades medicinais, os gatos e os cães usam-na para purgar, quando encontra as condições ideais para se desenvolver ninguém a pára. Este será um trabalho a continuar até conseguirmos recuperar o solo, deixando esta erva de nascer por já não encontrar as condições propicias para tal.

Semeámos favas a lanço misturadas com tremocilha e ervilhas com maravilhas, intercaladas com faixas de tremocilha. Mexer o solo perturba sempre a vida que há nele. Numa das imagens o que presumo serem ovos de caracol e um milípede.

28 de outubro de 2011

da generosidade dos outros




raízes ❢  (26/10) 
Semeadas batatas brancas que grelaram por si, dentro do armário, e alho francês das nossas sementes.

flores ❀ (27/10)
Ontem foram plantadas podas de flores, muitas, da generosidade dos outros. Os primeiros tupinambos colhidos foram todos dados. Levei para a D. Aldina, alguém que conheci através do trabalho e que ficou amiga. Em troca trouxe batata doce e tomates de 'dependurar', como ela própria diz. Segundo ela duram quase todo o inverno pendurados em cachos. Na volta passei pela D. Eduarda, uma amante de flores, deixei mais tupinambos e trouxe um jardim. Precisei de mais de vinte vasos para tudo e muitos ficaram com várias podas: suculentas, cactos, cravos, rosas, flores de várias espécies, arbustos... um jardim ":). Gosto do modo como as pessoas aqui recebem, há quase sempre troca e a 'contabilidade' mesquinha que muitas vezes surge aqui não tem lugar.

Ao jantar, suflé de abóbora com grão germinado (amornado) e molho de campanha, ambas as receitas retiradas da Associação Terrapia, do caderno de receitas . Os legumes são todos da horta excepto o grão. Definitivamente um regime alimentar a explorar cada vez mais.