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4 de junho de 2016

na busca da cor



Na busca da cor natural ... ... adoro esteva ... ... tomilho, e todas as ervas silvestres.
Da esquerda para a direita e de cima para baixo:
- montagem de plantas - para impressão - sobre tecido
- tecido impresso
- pormenor de impressão com plantas
- barras de sabão em bruto
- pormenor de impressão com plantas
Tecido impresso com esteva, urze, dente de leão, flores de esteva e outras duas da mesma família. Todas colhidas no pinhal e algumas utilizadas no fabrico do sabão.

Quem acompanha este blogue desde o inicio sabe que, acima de tudo, o que mais me apaixona são os ciclos da natureza e neles as ervas silvestres. Estas são apenas formas que encontrei de expressar essa minha paixão.

Continuo caminhando ...

23 de janeiro de 2015

'pequena-grande' escala

Centro de Excelência para a Valorização dos Recursos Mediterrânicos
Gosto de ver que finalmente os nossos recursos, tão nossos, tão mediterrânicos, começam a ser valorizados. Torço um pouco o nariz a estas designações de "Centros de excelência" mas louvo as iniciativas. Agrada-me, igualmente, ler alguns apontamentos sobre Permacultura no meio de textos de "excelência", "empreendedorismo", "sustentabilidade".

EPAM – Empreender na Fileira das PAM em Portugal
Um site que agrega muita informação, alguma bastante útil, e nos permite fazer uma análise de como está o nosso país em termos de Produtores de Aromáticas. Interessante.

Rede Rural Nacional
Um exemplo de integrar em vez de separar, pessoas e não formas de cultivo. Pode ser uma plataforma interessante para encontrar informação e não só. Ainda em desenvolvimento.

Desabafo: Não sei se sabem mas cultivar aromáticas em massa - ou seja o que for - de sustentável não tem nada. Continuamos a repetir o mesmo padrão de cultivo, separar em vez de integrar. Não sei se sabem mas pelo ambiente isso pouco faz e pela Terra? Nem comento.

O lucro mantém-se como meta a atingir, agora revestido por palavras bonitas como empreender, dinamizar, sustentável, etc. Palavras há muitas, como chapéus!

Paula

16 de outubro de 2014

a resposta








A natureza encontra sempre o seu caminho? Como a água de um rio que passa as pedras, canais mais estreitos ou transborda quando não encontra lugar para fluir? Lembrei-me disto porque fui encontrar ovos de caracol no cesto de folhas do wc seco, e ratos também. O Homem às vezes não sabe o que faz, mas julga que sim.
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Camané pode não ter ligado nenhuma aos girassóis mas às massarocas chamou-lhes um figo. Numa das minhas pausas vi-o de longe, sempre no mesmo sitio a depenicar e fui ver o que seria: Ah, as massarocas perdidas que por ali andavam já tinham levado bom avanço no 'depenicanço'! Facilitei-lhes um pouco a vida, mais por causa da chuva, tirei os grãos e coloquei no prato da 'casinha' deles.
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Larvas, não sei de quê, num bidão de água da chuva. Lembrei-me duma publicação do Sargaçal sobre larvas encontradas no chorume de urtiga - sirfídios - mas estas são diferentes. Tenho de investigar ...
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A mosca que anda a dar cabo das laranjas. Vou adiando a poda e a calda bordalesa e o resultado não é nada bom. Nada mesmo!
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Araçás, sempre presenteando com o seu fruto maravilhoso. Aqui dá duas vezes no ano, um pratinho todos os dias. O que dará quando a árvore for grande!
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Favas e ervilhas; daqui a uma semana nova sementeira. Alfaces, couve coração de boi e brócolos dos quais não faço muita fé dada a quantidade de caracóis que por aí anda.
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Estacas de alecrim e alfazema.
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A resposta.

Paula

23 de agosto de 2014

tomilho das dunas



Thymus carnosus Boiss - tomilho das dunas - o meu preferido de todos os tomilhos, um endemismo ibérico. O aroma é inconfundível e distingue-se bem (acho eu) de todos os outros tomilhos que conheço - maravilhoso.

É das suas flores que as abelhas do Sr. Francisco colhem o pólen de onde nasce o meu mel preferido. E por causa desta publicação fiquei a conhecer mais duas espécies de tomilho: Thymus canphoratus e Thymus capitellatus, que nunca vi.

Paula

19 de setembro de 2013

aqui mesmo ao lado



Perto de casa. Muito perto. Aqui mesmo ao lado, uma amostra de montado, e como num pedacinho de terra se pode ter o mundo na palma da mão. Um sobreiral que nos dá folhas para cobrir as "camas", bolotas para os bichos, sombra, e a visão desta luz dourada que só Setembro nos concede.

Em baixo de tomilho espontâneo. Ainda não consegui ter a certeza de que espécie se trata. Nesta altura do ano está praticamente seco mas em breve florescerá de novo.

Dois ambientes tão distintos e ao lado um do outro.

(♥) Paula

17 de setembro de 2013

das ervas



Tantas vezes semeei ervas - aromáticas, medicinais (que são quase todas as aromáticas também); fiz e dei estacas; colhi, sequei, transplantei - que finalmente lhes descobri um fim. Um fim que me enche a alma e descreve um circulo. É tempo agora de começar a desenhar outro, círculo, porque um ciclo se fechou. E isso é bom!

E muito em breve quero retomar a horta e começar a preparar a terra para as plantações de Outono: ervilha, fava roxa, alfaces, coentros, flores e aromáticas, cebolas e alhos. Que mais? 

(♥) Paula

28 de agosto de 2013

um trilho também é um caminho



Um trilho também é um caminho. Pode não ser uma estrada, ser sinuoso, perigoso, mas é sempre um caminho. Foi um trilho que me levou a descobrir o caminho que hoje percorro, uma derivação, um atalho ... a estrada que havia, na altura não propriamente uma escolha.

Hoje? Definitivamente uma escolha. E hoje prefiro trilhos a caminhos. Podem ser estreitos, assustadores, muitas vezes desconfortáveis mas são sempre maravilhosamente surpreendentes.

E foi neste trilho que descobri um grão ... um grão de terra. O sentido para o meu gosto pelas ervas, pelas cores das flores, pela textura da terra, dos verdes. Tantas vezes pensei: para quê semear isto, secar aquela erva, transformá-la em pó; descobrir as plantas tintureiras, para quê? E os óleos? Macerar, infundir, fundir??

Sim. Mil vezes sim. Agora posso tocar a expressão do amor que sinto pela terra e posso dar a tocar aos outros também.

Paula

19 de maio de 2013

a alfazema mais pefumada


Este ano vai haver menos horta. Será mais pequena, só para nós, e ainda assim está muito atrasada. E depois, quero ter tempo para outras descobertas, outros aromas, outras cores. Quero encher o peito de ar e respirar, respirar realmente. A Primavera tem este efeito em mim, dá-me uma imensa vontade de voar :).

   (♥) Paula

19 de abril de 2013

alquimistas dos sentidos


Tomilho (Thymus vulgaris)


Esteva (Cistus ladanifer)


Coar os óleos.


Maceração a quente de tomilho em azeite.

Óleos macerados artesanalmente.
Fazer sabão é uma viagem alquímica dos sentidos - do tacto, pela textura que se cria e a sensação que pode proporcionar na pele; e do cheiro, pelas infinitas combinações de essências. Quando estes dois sentidos são estimulados com ingredientes acabados de colher a viagem torna-se particularmente singular. E o aroma do óleo de esteva leva-me à infância, quando rumávamos a sul para as grandes férias de Verão.

Aproveitando ainda as noites frias, enquanto a salamandra emana o seu calor nela se maceram as ervas aromáticas para utilizar em futuros lotes de sabonetes.

- Paula

12 de abril de 2013

toda a selva tem o seu primor




Agora que o sol vem aí por uns dias, ao que parece, é tempo de ir para a horta. Apanhar as favas e as ervilhas. Hoje andei a colher flores de gerânio (Pelargonium graveolens) e de malva silvestre (Malva Sylvestris), no meio duma selva com mais de um metro de altura. É curioso, e bom de olhar, que a selva tem os sues primores. E reparamos nisso quando não cortamos erva: malvas, páscoas - entre tantas outras flores - e insectos que nunca tinha visto. No domingo planeio andar com a roçadora, mas nem apetece :)

- Paula

12 de março de 2012

❀ ☉ ☖ 〷





Para quem, como eu, não conhecia a flor da salsa.

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Quase 100% cru. Salada de agrião com Tsatsiki , rebentos de alfafa e arandos vermelhos (a minha última descoberta alimentar), cenoura ralada e tosta de trigo sarraceno germinado. O Tsatsiki faço com Kefir (muitas vezes chamado de flor do iogurte), em leite vegetal. Infelizmente, com os leites vegetais que faço ainda não consegui que resultasse. Compro leite vegetal biológico de soja e arroz. As tostas de trigo são desidratadas em forno aberto, com a temperatura no mínimo e que verifico várias vezes.

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A estufa no inicio de Março. Mal nascidas, as plantas estavam, afinal, a precisar de alimento. Reguei com chorume de urtiga, intercalando com água de estrume. Tudo ganhou vida nova vida e as plantas estão agora em franca recuperação. A partir de meados de Março começam as transplantações. Em breve publicarei um post sobre o que faria de diferente na, e com, a estufa.

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Ensaio para o galinheiro, ou melhor, tractor de galinhas - será móvel para poder andar com ele pelo terreno. De um lado a casinha para dormir, do outro a zona da água e do alimento. No meio levará rede galinheira. Quando estiver mais habituada às galinhas solto-as na horta.

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Sementeira em viveiro

 07/03
pepino, couve chinesa, feijão rasteiro, lufas, pimento vermelho, abóbora hokaido, meloa, abóbora menina, pimentos

08/03
feijoca, malagueta

10/03
nabo roxo,  cebolas, cenoura e nabo de Milão

Nota: as cebolas podem ser semeadas até Maio, sendo que as de Maio darão as cebolas para o inverno. A partir de agora podemos espaçar as sementeiras directas com intervalos de quinze dias, por exemplo do feijão rasteiro, dos nabos, das cenouras, para colhermos estes legumes até mais tarde.

9 de janeiro de 2012

flores ❀ e frutos☌




frutos☌
8/01 até às 18h
Continuando a seguir o calendário biodinâmico de Maria Thun ontem, dia de frutos especialmente favorável, colhemos as batatas semeadas fora de época, em finais de Outubro. Foram colhidas cedo demais, precisavam de mais quinze dias a um mês na terra, mas tive receio das fortes geadas que se têm feito sentir; mesmo estando cobertas já começavam a apresentar sinais disso. Um canteirito ainda deu uma tigela cheia.

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flores ❀ 
9/01 até às 20h
Hoje foi dia de flores e estivemos a fazer podas de alfazema que a Z. nos deu. É com esta alfazema que faço o óleo pois é particularmente aromática. Cortam-se estacas com cerca de vinte centímetros de comprimentos e  uma dois de diâmetro. Eu experimento também com ramos um pouco mais grossos e com e sem folhas.

Os resíduos, dos cortes e de limpeza do terreno, já não se queimam. São todos aproveitados para fazer camas hortícolas elevadas (raised beds) ou para espalhar pela terra.

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folhas ❧
10 e 11 até às 9h 
O trabalho para amanhã será começar o viveiro dos legumes de folha na estufa.

4 de setembro de 2011

manjerona & segurelha



Talvez um dia personagens de um livro ":)
Em flor há cerca de um mês.
Manjerona (Origanum majorana), planta perene, mas sensível ao frio, muito aromática, da familia dos oregãos.
Segurelha (Satureja hortensis L.), planta anual também ela muito aromática.
Ambas com propriedades medicinais por isso boas para ter no jardim.

10 de julho de 2011

memórias






Dia de flores no calendário biodinâmico. Dia de colher alfazema.
Ao sol, a 'curar', óleo de calêndula e alfazema como M. me ensinou.
A comer gelado cru de hortelã- chocolate.

À sombra, as cebolas a secar para depois entrançar.
À sombra, abrigados no local que escolheram ter por casa, filhotes de andorinha-das-chaminés.

Agora.
A ouvir Memórias, de Rodrigo Leão. Pudera eu compor uma horta como ele compôs esta musica ...

E é tudo, do tempo que o pouco tempo que esta semana me deixou.

   ♡
Paula

15 de junho de 2011

fel-da-terra


Centaurium erythraea (Fel-da-Terra)


Agora que já consigo reconhecer algumas ervas foi com surpresa que vi, num outro lugar onde estive há dias, a berma da estrada toda florida com tufos de Fel-da-Terra. As flores colhem-se entre Junho e Outubro, para secar. Delas faz-se uma infusão que, entre outras propriedades, estimula a vesícula biliar e auxilia todo o funcionamento do aparelho digestivo.

A altura mais indicada para colher as sementes é entre Agosto e Outubro, sendo esta a forma de propagação da planta, de ciclo vegetativo anual podendo ser bianual.

Vai ser a minha bebida nas próximas semanas, logo que as flores estejam secas.

14 de junho de 2011

ervas selvagens





Do passeio de Domingo, com M. e a Sónia, que veio passar o fim-de-semana. M. tinha dispostas a secar malvas - não sabemos qual a espécie - e hipericão da espécie  Hypericum canariense. Tinha-as assim, desta forma linda e delicada.

No passeio não colhemos camomila porque o tractor já tinha feito esse trabalho. Mas a natureza é generosa e vimos hipericão - numa das fotos o pormenor da flor, amarela, e da folha; erva-caril brava, da qual não sei o nome da espécie; a penúltima também não sei o que é e por fim uma erva a que chamam aqui de rabo-de-zorrra (raposa), da espécie Polypogon monspeliensis mas sem certeza. Tenho aprendido imensas coisas e cada vez me encanta mais o mundo das ervas selvagens ":)

Até lá!