21 de junho de 2008

Guia Prático da Auto-Suficiência



Ficha Técnica:
Seymour, John, (1988), "Guia Prático da Auto-Suficiência", S. Paulo: Martins Fontes Editora

18 de junho de 2008

desfiar recordações

Florinda Carriça, a custo dá mais um passinho miúdo e cauteloso. Estende as vistas ao longe, mesmo cansadas e enevoadas pelas cataratas a pedir operação urgente, vê o que não querer. Tanto que eu trabalhei nestes campos e agora está tudo a mato e abandonado!....Tudo isto era um primor.

O que será feito dos outros? Muitos já morreram, outros foram para casa dos filhos, fechados entre quatro paredes, longe de onde nasceram e viveram. Alguns ficaram na aldeia, como eu. Gosto de estar aqui na minha terra e, sentir o cheiro das estevas, ouvir a cegarrega das cigarras e ver o voar das borboletas. Na primavera dou sempre as boas vindas às minhas amigas andorinhas, que têm ninho no beiral da minha casinha. Muitos dizem-me que sou louca por gostar destas coisas simples e pequenas. Mas gosto mesmo a valer e ainda bem que o meu neto Dudu também gosta, assim como a minha nora, que diz: aqui respira-se ar puro.

Só me dói é ver e sentir o abandono dos campos, outrora cheios de vida, esperança e canseira. Trabalho duro e muita miséria, foi a minha vida. Florindinha, Florindinha…não sejas mal agradecida, olha que sempre foste saudável, tiveste muita sorte com o homem que escolheste e o filho!....É um tesouro. E o meu Joaquim?! Que saudades. Deixaste-me há já tanto tempo, mas estás sempre no meu coração. As recordações, as recordações!!! Meu grande maroto!!! Lembro-me muito bem, ainda namoriscaste a maluca da Bertelina! O que será feito dela? Ah, já me lembro, foi para França procurar vida melhor.

Bem! Olha chaparro, obrigado pela sombra que me deste. Já descansei, já vi os campos, devagar e com muito cuidado, vou para casa. Deve estar na hora das raparigas do centro de dia presentearem esta velhota com um rico almocinho.

uma história por Zilia Jesus
18-08-07

17 de junho de 2008

As histórias de Zilia

Alguém que conheço escreve umas histórias deliciosas sobre gente da terra. Esse alguém chama-se Zilia e para meu encanto e, espero, de todos aqueles que passam pelo Trumbuctu, permitiu que aqui fossem publicadas. As imagens mentais que me surgem, ao ler cada história, transportam-me para o Alentejo profundo, cujos encantos estão tão bem descritos nestes contos.

Publicarei todas as semanas uma história, começando por hoje.

12 de junho de 2008

Leituras



Com ilustrações lindas, este livro - Segredos e virtudes das plantas medicinais - tem sido um auxiliar precioso na identificação de espécies, no conhecimento das suas propriedades e uma inspiração para novos cultivos.

Ficha Técnica:
Selecções do Reader's Digest (1993), "Segredos e virtudes das plantas medicinais", Lisboa: Selecções do Reader's Digest

11 de junho de 2008

Manjerona


Manjerona (Origanum majorana), pequeno arbusto perene, de folhas aveludadas, que atinge cerca de 25cm de altura. As flores, brancas ou rosadas, agrupam-se em espigas. Possui algumas propriedades, entre as quais realço as anti-sépticas e hipotensivas. Espalhei pela horta pois diz-se que intensifica o perfume e sabor das culturas adjacentes. Este blog tem uma explicação mais exaustiva quanto a cultivo, propriedades, etc.

Por qui, quando a plantámos, não sabíamos que era uma planta perene. No Outono será transplantada para o local definitivo, sempre perto da horta.

9 de junho de 2008

À espera que o calor passe





Só ao fim da tarde é possível trabalhar ou então com várias paragens, o calor aperta demasiado. Há 15 dias que a erva nasce selvagem e sem controlo. Quando se fizeram as sementeiras não se palharam logo as linhas, só mais tarde e de lado. As plantas já tinham começado a nascer e estavam ainda muito pequenas para se circundar com palha e jornal. O resultado é este: onde está palha não nasceu erva e na zona central as plantas quase não se vêem.

Algumas linhas mais tarde o resultado da monda. Resta a palha e as plantas, ainda muito jovens. As zonas com erva são agora as de passagem e quando for necessário passa-se com a máquina do fio, por isso deixei caminhos largos entre os regos. também porque assim aumento a distância de segurança para evitar maior propagação de pragas. Na monda temos sido surpreendidas com dezenas de joaninhas, para onde se olha lá está uma. Só com isto fico feliz. A J. tem sido uma preciosa ajuda e incansável.

Os tomateiros estão bonitos e alguns a dar flor. Este ano fiz tratamentos de prevenção com calda bordalesa e enxofre (obrigada Ana pela lembrança, oídio nunca houve por aqui, no monte, mas os vizinhos todos deram). Sempre que promete chuva dar calda bordalesa e se o tempo se mantiver assim, alguns dias mais tarde enxofre. Como medida preventiva permanente chá de cavalinha e tomilho. Nascem tomateiros por todo o lado, sementes que voaram de certo. Deixo-os estar por aí...

Por fim vou experimentar um adubo foliar biológico, Siapton da Isagro e que sobre o qual poderão consultar mais informação aqui.

8 de junho de 2008

Santolina em flor


Está agora em flor a Santolina, ou Abrótano-fêmea, sobre a qual já registei uma descrição mais ou menos longa aqui. A natureza não se rege pelos livros e onde li que as flores desabrochavam em meados do Verão, afinal foi mais cedo. Se der flores suficientes vou apanhar para "potpourri".