10 de setembro de 2008

Flor do alho


Esta imagem já é de Maio/Junho; da sementeira dos alhos até à flor foram cerca de 6 meses. Com a idas e vindas acabei por não ver como é a semente mas li, entretanto, que para a sementeira dos alhos o melhor mesmo são os bolbos. De qualquer forma gostava de conseguir semente para experimentar, ver se nasce e como nasce. Terei de esperar mais uns meses. Vou semear de novo agora em Outubro/Novembro.

Flor da Cenoura


Com as cenouras foi igual, que pena...Tenho mais agora de forma que vou transplantar algumas para outro local e voltar a esperar a semente. O tempo decorrido da semente à flor foi sensivelmente igual ao do alho.

9 de setembro de 2008

Papaver somniferum - Papoila do oriente ...


...ou papoila dormideira. Experimentei semear a partir de uma embalagem adquirida numa loja de produtos biológicos. Das muitas sementes que coloquei na terra só 4 ou 5 plantas nasceram. Não faço idéia se vêm com algum tipo de tratamento para conservação, se é necessário algum tipo especial de terreno ou clima. A experiência deu para colher algumas sementes, em Junho, para voltar a semear em Março próximo e tentar obter mais plantas para colher sementes. As sementes são óptimas para usar na culinária - saladas, pão, pastéis - práticamente não contêm alcalóides e possuem um alto teor em nutrientes e fibras.

6 de setembro de 2008

Regresso

Depois de uma ausência tão prolongada, voltei. O mês de Julho foi para esquecer, 12 horas de trabalho por dia, às vezes mais, e o Domingo para descansar. Os dias foram passando só com tempo para chegar a casa, jantar e ir logo dormir porque o dia seguinte pedia alvorada.

Agosto foi inteiro para férias. Praia e alguma horta, que de horta foi mais esticar a perninha e colher o que tanto trabalho deu a plantar e manter. Soube muito bem.

Amanhã já começo de novo os registos de tudo o que tem acontecido pelo Trumbuctu.

7 de julho de 2008

Ratazana esfomeada

Em criança, mesmo não tendo uma festa com prendas, mimos ou abundâncias desejava sempre a chegada do Natal. Nada disso havia, mas a referencia a esta data, considerada de festa, enchia-me de alegria e expectativa, podia ser que no sapatinho aparecesse um rebuçado ou um pequeno chocolate, ou talvez a tão desejada moeda de cinco tostões.
Muitas vezes se a fase da lua o permitia, matava-se no dia de Natal, o porco, que fornecia o alimento da família para todo o ano. Juntando a matança com o Natal, era mesmo uma grande festa, porque havia muitos convidados, familiares e vizinhos, todos eles alegres, brejeiros e muito conversadores, principalmente ao jantar, quando os afazeres eram menores e o vinho novo já tinha mostrado o efeito de euforia. Não tenho muitas recordações de Natal, porque nada havia para oferecer ou para encantar a fantasia das crianças, mas lembro-me de um Natal em que uma ratazana esfomeada nos roubou uma boa parte da perua, arranjada e postejada, guardada na arrecadação, onde ela (ratazana) trabalhou afincadamente até levar para os seus esconderijos, praticamente todo o nosso suposto manjar.

Chamou-se o Tareco e o Franjinhas, mas nada nem ninguém conseguiu descobrir a espertalhona. Só passados uns dias é que a gulosa farejou nova refeição numa armadilha preparada para ela.
Estava gorda e lustrosa, penso que o Tareco ficou um pouco confuso com aquele petisco – ratazana com sabor a perua?!...
Comeu com gosto e como todos os gatos, depois de comer, limpou os bigodes e foi dormir uma soneca.

uma história por Zilia Jesus
04-01-08

1 de julho de 2008

30 de junho de 2008

Uma cobra no sapato

Enquanto calça as meias de cordanito, ti Maria da Serradinha vai pensando no que tem que comprar para a sua filharada. Para os moços já sabe que tem mesmo que comprar o cotim oficial para um par de calças para cada um. As camisas ainda tem atamanco com os habituais remendos e com um clarinho novo, ficam boas por mais algum tempo. A Maria tem preciso de alguns novelos de linha para fazer a renda do seu enxoval e as meias domingueiras. A Tóina precisa dum lenço para a cabeça. Se o ti Zei do Otêro tivesse por lá uma lãzinha cardada até podia ser que comprasse um corte para as saias das moças. O dinheiro da venda do milho tem que ser muito bem orientado para chegar para tanta precisão.
Da rua chega a lenga-lenga habitual do seu Zei Maria a bruchar o macho. Já sabe que tem que se apressar, o seu homem não gosta de esperar, o tempo é sempre pouco para os muitos afazeres que tem a seu cargo.
Olha os sapatos, já gastos que estão debaixo da cadeira e pensa que precisava de passar pelo Zei Nesga para mandar fazer uns sapatos, mas para não serem tão pesados não os queria cardados.
Foi ao calçar-se que tudo aconteceu, só não morreu de susto porque não calhou. Ao enfiar o pé no sapato encontrou algo que não dava espaço para o seu pé, intrigada espreita o que poderia estar lá dentro. Os seus olhos cansados pousam no seu grande inimigo. Uma longa cobra que sentindo-se incomodada se encrespou e soprou o seu aborrecimento contra aquela desnorteada e incrédula mulher. Aos seus gritos todos acodem. Com a ajuda do ferrolho e muita sabedoria conseguem dominar a assanhada e perigosa intrusa.

Meias de cordanito – opacas e margeadas, feitas de algodão muito fino.
Cotim oficial – tecido fino e acinzentado, próprio para calças usadas muito bem vincadas.
Atamanco – arranjo
Lã cardada – lã muito fina e levemente felpuda
Bruchar – atrelar o carro no macho
Ferrolho – termo para espingarda

uma história por Zilia Jesus
11-01-08

24 de junho de 2008

Aves de Portugal



Ficha Técnica:
Bragança, D. Carlos de, (1985), "Catálogo Ilustrado das Aves de Portugal", Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda