18 de setembro de 2008

Do lado de cá da horta


Já em fim de estação, final de Agosto.
Agora o que ainda há-de vir é mais feijão verde, batata - semeada no rego do feijão de sequeiro - e antes das primeiras geadas colher os alhos-porros, juntá-los em molho deixando-os ficar enterrados em local protegido. Podem recolher-se sempre que sejam necessários e assim ficar. Será?? Vou experimentar. Li no Guia da Auto-suficiência.

17 de setembro de 2008

funcho


Foeniculum vulgare (Funcho), considerada uma das 9 plantas sagradas para os Anglo-Saxões, é uma planta perene e rústica, chega a atingir 2,5,m. Toda a planta, da semente à raiz, é comestível. Para o chá utilizam-se normalmente as flores. Depois de seca, cortam-se os caules em pauzinhos, retiram-se as flores e guarda-se até 3 anos, se bem acondicionado.

Actualizado no herbário.

16 de setembro de 2008

Do lado de lá da horta


No Jardim.
Foi por aqui que andei mais no mês de Agosto. Repavimentar com gravilha os caminhos, tirar erva, fazer estacas de Alfazema e Alecrim, apanhar figos ...

Olhar o lago, que foi encanto de muitas crianças.

E que se tornou habitat de muitas libelinhas difíceis de fotografar - castanhas, vermelhas e azuis. Um ranzinha júnior, agora já são 6.

Uma nova planta, que trouxe do lago de uns amigos. Penso que seja algum tipo de crassula, mas não tenho a certeza.

10 de setembro de 2008

Flor do alho


Esta imagem já é de Maio/Junho; da sementeira dos alhos até à flor foram cerca de 6 meses. Com a idas e vindas acabei por não ver como é a semente mas li, entretanto, que para a sementeira dos alhos o melhor mesmo são os bolbos. De qualquer forma gostava de conseguir semente para experimentar, ver se nasce e como nasce. Terei de esperar mais uns meses. Vou semear de novo agora em Outubro/Novembro.

Flor da Cenoura


Com as cenouras foi igual, que pena...Tenho mais agora de forma que vou transplantar algumas para outro local e voltar a esperar a semente. O tempo decorrido da semente à flor foi sensivelmente igual ao do alho.

9 de setembro de 2008

Papaver somniferum - Papoila do oriente ...


...ou papoila dormideira. Experimentei semear a partir de uma embalagem adquirida numa loja de produtos biológicos. Das muitas sementes que coloquei na terra só 4 ou 5 plantas nasceram. Não faço idéia se vêm com algum tipo de tratamento para conservação, se é necessário algum tipo especial de terreno ou clima. A experiência deu para colher algumas sementes, em Junho, para voltar a semear em Março próximo e tentar obter mais plantas para colher sementes. As sementes são óptimas para usar na culinária - saladas, pão, pastéis - práticamente não contêm alcalóides e possuem um alto teor em nutrientes e fibras.

6 de setembro de 2008

Regresso

Depois de uma ausência tão prolongada, voltei. O mês de Julho foi para esquecer, 12 horas de trabalho por dia, às vezes mais, e o Domingo para descansar. Os dias foram passando só com tempo para chegar a casa, jantar e ir logo dormir porque o dia seguinte pedia alvorada.

Agosto foi inteiro para férias. Praia e alguma horta, que de horta foi mais esticar a perninha e colher o que tanto trabalho deu a plantar e manter. Soube muito bem.

Amanhã já começo de novo os registos de tudo o que tem acontecido pelo Trumbuctu.

7 de julho de 2008

Ratazana esfomeada

Em criança, mesmo não tendo uma festa com prendas, mimos ou abundâncias desejava sempre a chegada do Natal. Nada disso havia, mas a referencia a esta data, considerada de festa, enchia-me de alegria e expectativa, podia ser que no sapatinho aparecesse um rebuçado ou um pequeno chocolate, ou talvez a tão desejada moeda de cinco tostões.
Muitas vezes se a fase da lua o permitia, matava-se no dia de Natal, o porco, que fornecia o alimento da família para todo o ano. Juntando a matança com o Natal, era mesmo uma grande festa, porque havia muitos convidados, familiares e vizinhos, todos eles alegres, brejeiros e muito conversadores, principalmente ao jantar, quando os afazeres eram menores e o vinho novo já tinha mostrado o efeito de euforia. Não tenho muitas recordações de Natal, porque nada havia para oferecer ou para encantar a fantasia das crianças, mas lembro-me de um Natal em que uma ratazana esfomeada nos roubou uma boa parte da perua, arranjada e postejada, guardada na arrecadação, onde ela (ratazana) trabalhou afincadamente até levar para os seus esconderijos, praticamente todo o nosso suposto manjar.

Chamou-se o Tareco e o Franjinhas, mas nada nem ninguém conseguiu descobrir a espertalhona. Só passados uns dias é que a gulosa farejou nova refeição numa armadilha preparada para ela.
Estava gorda e lustrosa, penso que o Tareco ficou um pouco confuso com aquele petisco – ratazana com sabor a perua?!...
Comeu com gosto e como todos os gatos, depois de comer, limpou os bigodes e foi dormir uma soneca.

uma história por Zilia Jesus
04-01-08

1 de julho de 2008