27 de junho de 2009

Semente de alface


Não fazia ideia que a semente de alface surgisse assim, depois da flor o que fica das pétalas são estes finos fios brancos e no interior a semente, minúsculos gomos escuros. Por aqui, para a recolha da semente, fazem como com a cebola, o alho francês e todas os vegetais que dão semente assim pequena e de rápida dispersão depois de seca, julgo que para a semente atingir o devido amadurecimento. Nós fomos mais apressados, fizemos um raminho e agora ficará no armário para secar ervas.

25 de junho de 2009

Mais um ninho de melros


Estou de partida para a Fontanheira, onde vamos ficar, e depois, durante 9 dias, a caminho da Quinta Cabeça do Mato para o curso de Permacultura. Sinto-me uma privilegiada e estou muito feliz, cheia de projectos na cabeça.
Como não virei ao Trumbuctu deixo algumas notas do diário agendadas.

O lago ficou demasiado pequeno



Agora na piscina, relas e rãs verdes. São 9 rãs verdes e uma rela a dominar o território. Ainda não vai ser este Verão que iremos transformar a piscina num lago, com muita pena para elas, lá serão obrigadas a mudar de “casa”.

24 de junho de 2009

Recolha de sementes




Papoila do oriente (Papaver somniferum), dadas pela Z.


Cebolinho (Allium schoenoprasum)


Flor de Tília


Capuchinhos ou chagas (Tropaeolum majus)


Maravilhas (Calendula officinalis)

Cartonar e palhar a horta


A ausência deve-se ao muito trabalho que tem havido. Na horta deixámos de arrancar as ervas daninhas, cortam-se deixando a raiz na terra. Segundo a explicação que ouvi na palestra de Permacultura, as ervas daninhas são o s.o.s. do solo. São as primeiras a surgir como reacção natural da terra e dos ecossistemas para que o solo não fique a descoberto, suportando a acção nociva dos raios UV, e a vida no solo tão essencial ao equilíbrio, permaneça. As únicas que retiramos são as que se encontram junto ao pé das culturas.

Agora estamos a colocar cartão entre as linhas de cultivo e em todas as áreas não cultivadas para evitar o aparecimento de ervas. Em seguida, não sendo necessário, será colocada a palha. As ervas cortadas são deixadas em cima do cartão e nem chegam a sair da horta.

11 de junho de 2009

Pombos cambalhota


Afinal ainda andam por aqui (ver post anterior), sempre juntos ao que parece. Hoje, quando fui espreitar a figueira onde tinham poisado, reparei que existe mais um ninho, talvez de melros; aquela "casa" já está ocupada. O R. é que me chamou para ver se eram os novos hóspedes, e são. O nome "pombo cambalhota" foi dado pelo homem que os vendeu, quando levantam voo dão primeiro uma cambalhota. Não me parece que o tivessem feito mas o nome pouco importa. Esperemos que sejam felizes.

10 de junho de 2009

Dia de mercado

Hoje fomos ao mercado mensal, eu e a minha mãe. Perdemos um saco e voltámos a trás para ver se ainda o encontrávamos. Nada. De volta à saída ambas pensámos o mesmo, sem dizermos nada uma à outra, encontrar um corredor de bancas de forma a não passarmos na zona dos animais.

Sem êxito o conseguimos e quando demos por nós lá estavam eles, esquilos, piriquitos, pombos e um sem número de outros animais enclausurados, sem espaço, encavalitados uns em cima dos outros, em minúsculas gaiolas. Numa delas estavam 5 pombos, num espaço tão exíguo,
que mal se podiam mexer. Um deles estava permanentemente a dar bicadas noutro que tentava fugir pelo chão da gaiola, sem ter por onde escapar. Por mim não tinha parado, fingindo não ver pela dor que me causa, mas a minha mãe parou. Parou e agiu.

Comprou o pombo que estava a ser bicado e ainda outro, vieram ambos em caixas de sapatos. Quando chegámos a casa dela abrimos as caixas para os soltar mas eles, mesmo com as caixas abertas, não saiam. Tanto tempo de clausura sem saber o que é a liberdade deve ser aterrador.

Com um empurrãozito saíram mas ficaram no chão, um pouco aturdidos e desorientados. Mais um empurrão e voaram para cima de uma figueira, a custo pois aquelas asas há muito que não deviam saber o que é voar. Com água e comida por perto lá ficaram.

Comigo fica um grande ensinamento. Da próxima vez que for à feira já não vou evitar passar no corredor dos animais, sei agora como posso agir.