8 de julho de 2009

Depois do encontro


Do curso não vou falar quase nada pois ainda estou a digerir o que vivi. Por agora posso dizer ter encontrado um "lugar" (não físico) onde me sinto bem e igual a mim mesma. O cérebro fervilha de ideias e consolida projectos.

Volto à horta, este sim um lugar físico onde me sinto em casa, para descobrir novos habitantes, auxiliares no equilíbrio das "pragas"; mais, além deste louva-a-deus, no Trumbuctário em Habitantes da Horta, entretanto actualizado. O lago veio dar vida a seres que não se viam por aqui como os morcegos, as cobras e os lagartos, o que nos leva a pensar que a diversidade se começa a sentir e a ver. As colheitas continuam: courgetes, pepinos, manjericão, coentros, feijão verde e andamos a recolher sementes de alface, cebola, alho-francês, salvia nas horas do calor, colocadas no armário de secagem. Começamos as estacas de alecrim, e agora também de madressilva, de salvia, manjerona e tomilhos.

5 de julho de 2009

Armário para secar ervas


A secagem de ervas tem sido um pouco complicada até hoje, ou porque o lugar não é próprio, o espaço ideal que existe é pequeno, enfim, as razões são de variada ordem. Assim sendo, tenho andado a pensar como construir um armário para o efeito e que sirva igualmente para colocar sementes ates de serem guardadas.

Lembrei-me que as caixas de fruta podem ter inúmeras funções e com elas estou a construir um armário muito simples e fácil de fazer. Retira-se o fundo de contraplacado das caixas, como base colocamos a primeira caixa, virada para baixo, e os topos funcionam como pés (no meu caso trouxe do lixo um aquecedor velho do qual vou aproveitar as rodas para fixar aos pés), depois, nas restantes caixas agrafo rede mosquiteira para fazer o fundo. As caixas são colocadas umas em cima das outras, sem ficarem presas, podendo-se mudar a sua posição conforme seja necessário.

A inspiração fui buscar neste exemplo de compostor doméstico e as rodas, para proporcionar mobilidade ao armário, foi o armário de secagem que vi na Quinta do Carvalho Longo.

2 de julho de 2009

Casas de colmo


Numa visita a um centro de jardinagem. As casas de colmo, construídas por habitantes locais que dominam esta arte, são bonitas, embora para mim demasiado “penteadas”, gosto mais de casas assim. Mas tenho andado a pensar nas casas de banho secas e vou precisar de um pequeno telheiro para instalar o compostor próprio. O colmo talvez possa ser uma solução interessante. O que gostei mesmo foi do lavatório, uma pia de galinheiro, em pedra. Como parece que está na moda, segundo me disseram, devem ser difíceis de encontrar ou caras, mas existem outras soluções.

30 de junho de 2009

Horta espiralada vs selva amazónica


Foi assim que ficou a horta espiralada, uma enorme confusão. A ideia seria o feijão de trepar com as flores vermelhas (Phaseolus Coccineus) ao centro circundado por grão e feijão rasteiro. Afinal, o que pensava ser feijão rasteiro veio a revelar-se outra qualidade de feijão de trepar. A horta espiralada tornou-se no que mais parece uma pequena selva amazónica. As etiquetas improvisadas do viveiro perderam a tinta e foi com dificuldade que distingui o que era o quê, ou melhor, não distingui.

Aliás, onde nasceu a mistura de cabaças afinal estão as abóboras hokaido, nos pepinos nasceram as melancias, nas melancias estão as meloas e devo ter feito mais umas tantas trocas porque pepinos não faltam por aqui. Como dei alguns pés dessa “troupe” alguém deve ter agora muitas abóboras, melancias e meloas, pois nós temos poucas. Estas plantas são quase iguais, quando têm 2 a 4 folhas, para um olhar pouco experiente como o meu.

No próximo viveiro: etiquetas, etiquetas, etiquetas... em condições.

27 de junho de 2009

Semente de alface


Não fazia ideia que a semente de alface surgisse assim, depois da flor o que fica das pétalas são estes finos fios brancos e no interior a semente, minúsculos gomos escuros. Por aqui, para a recolha da semente, fazem como com a cebola, o alho francês e todas os vegetais que dão semente assim pequena e de rápida dispersão depois de seca, julgo que para a semente atingir o devido amadurecimento. Nós fomos mais apressados, fizemos um raminho e agora ficará no armário para secar ervas.

25 de junho de 2009

Mais um ninho de melros


Estou de partida para a Fontanheira, onde vamos ficar, e depois, durante 9 dias, a caminho da Quinta Cabeça do Mato para o curso de Permacultura. Sinto-me uma privilegiada e estou muito feliz, cheia de projectos na cabeça.
Como não virei ao Trumbuctu deixo algumas notas do diário agendadas.

O lago ficou demasiado pequeno



Agora na piscina, relas e rãs verdes. São 9 rãs verdes e uma rela a dominar o território. Ainda não vai ser este Verão que iremos transformar a piscina num lago, com muita pena para elas, lá serão obrigadas a mudar de “casa”.

24 de junho de 2009

Recolha de sementes




Papoila do oriente (Papaver somniferum), dadas pela Z.


Cebolinho (Allium schoenoprasum)


Flor de Tília


Capuchinhos ou chagas (Tropaeolum majus)


Maravilhas (Calendula officinalis)