14 de novembro de 2009

vedações naturais com troncos


Este é um outro tipo de vedação natural, feita com troncos. Uma boa opção para quem tem no terreno recursos naturais. Não é o nosso caso mas fora do monte eles também existem. Infelizmente, nesta zona, o abate dos pinheiros tem sido implacável, um dos maiores crimes ambientais que está a ser cometido.

O Alentejo tornou-se numa das zonas mais áridas do país, fruto das grandes monoculturas do Estado Novo como o trigo, o centeio e as grandes lavouras que desgastaram muito o solo. Depois, erros sucessivos posteriores a essa época, como o pinheiro, estão a terminar com a pouca vida que ainda há, do solo e do ar.

Com o abandono dos terrenos agrícolas os pinheiros nasceram por si e têm formado uma outra monocultura, mais atreita a pragas. As pragas encontrando uma única espécie proliferam e têm levado à morte muitas árvores. Aqui é a processionária a que mais se vê e o pinhal já quase não existe, não tanto por elas mas mais pelo abate. Durante o Verão o que mais se houvia eram as moto-serras e o tombar das árvores; hoje o pinhal está irreconhecível.

9 de novembro de 2009

vedações naturais


Vedações naturais, semelhantes às que são construídas em África para proteger o gado do animais selvagens. No nosso caso os animais selvagens não passam de cães, ainda assim muito destruidores, principalmente de plantas aromáticas.

Havia aqui, e ainda há, um Goldcrest lindo ao qual chamávamos o condomínio, por ser um dos lugares preferidos dos pássaros. Dado a altura que atingiu e a força do vento foi ficando cada vez mais inclinado, com ramos já muito secos, ameaçando tombar. Pensou-se em cortar mas os pássaros, decerto, iriam ficar tristes. Veio então um rapaz, alpinista, que soube transformar o seu desporto em profissão, cortar as partes secas e escorar a árvore, para que possa continuar a viver. Em breve voltará a rebentar e a ficar viçosa.

A história foi para contar sobre o que se fez com os ramos cortados: uma vedação natural contra as "feras" do monte. As vedações de arame irão desaparecer para serem substituídas por esta opção. A paisagem altera-se, agora natural e com formas orgânicas (ondulantes), sem limites demasiado rígidos. Os pássaros também agradecem este óptimo poleiro. Quandos os trabalhos estiverem mais adiantados voltarei a este assunto, com imagens mais esclarecedoras.

1 de novembro de 2009

Pó de Lixo


Depois de uma ausência tão prolongada, estou de volta. Para além dos quase dois meses sem internet - o preço a pagar por nos atrevermos a mudar de operador - as actividades também cresceram para outra área. Criámos, nestes dois meses de interregno, a oficina Pó de Lixo, lugar de experimentação inspirado no conceito de upcycling, um processo de transformação de objectos usados em novos objectos com maior qualidade e valor do que o original.

8 de outubro de 2009

"O Ambiente na Encruzilhada"


O Ambiente na Encruzilhada.Por um futuro sustentável

Conferência Gulbenkian 2009

27 e 28/10/2009
09h00 às 18h00
Aud. 2
Entrada Livre
Mais informações aqui (horários, temas e oradores) e sobre a conferência aqui.

5 de outubro de 2009

As plantas do Jardim Gulbenkian


Um ciclo de três visitas guiadas pelo Jardim Gulbenkian onde serão exploradas as espécies naturais de Portugal, as espécies da região mediterrânica e as intercontinentais .

As plantas portuguesas
OUT 10/ 11H00
Min 10-Máx 25 / 5€

As plantas mediterrânicas
OUT 10/ 11H00
Min 10-Máx 25 / 5€

As plantas intercontinentais
OUT/ 11H00
Min 10-Máx 25 / 5€

Concepção e orientação de Pedro Lérias
Mais informações aqui.

Nota:
Desde que tenho andado sem internet a opção para pesquisas é mesmo o papel. Parece inconcebível que no século XXI, e num país onde se ouve falar demasiado em novas tecnologias, estejamos há quase mês e meio à espera de rede. Estou quase tentada a desistir de tudo: telefone, telemóvel, internet ...

9 de setembro de 2009

Camas elevadas (Raised beds)



As camas elevadas ou "raised beds" foram uma das actividades do curso de Permacultura. A palha e o cartão já usávamos por aqui, mas preparar a terra assim, por camadas (cartão, matéria orgânica e palha) é a primeira vez; molha-se o terreno, coloca-se o cartão e molha-se de novo, matéria orgânica (no nosso caso foi estrume de cavalo graças à persistência de J., pois estava difícil de encontrar, de qualquer tipo), novamente água e por fim a palha que também é regada.

Tudo o que estava na terra ficou e no resto do terreno vamos fazer assim. As culturas que ainda restam serão cortadas mas as raízes permaneceram na terra e deixaremos de cavar a terra, de forma a melhorarmos a fertilidade do solo. Para saber sobre este método de tratar a terra consultar o site de Masanobu Fukuoka ou ver este filme de Emilia Hazelipe.

Usámos uma carrada de estrume (cerca de 4m cúbicos, mais ou menos) para 2 camas, num total de cerca de 40m de comprimento e uma largura de 60cm (medidas aproximadas); espero conseguir fazer as próximas camas mais altas, com 60cm de altura (o dobro das que terminámos hoje).

4 de setembro de 2009

Para quem costuma ler este blog

Tenho estado com internet limitada e acesso reduzido por isso não tenho publicado nada.
Espero que esta situação se resolva com brevidade.
As minhas desculpas.

Até breve

14 de agosto de 2009

Oficina de guardiões de sementes



5 e 6 de Setembro

"O programa desta oficina contempla aspectos relacionados com as técnicas de cultivo, colheita e preservação das variedades tradicionais. São analisados os diferentes tipos de polinização e as estratégias para a manutenção da pureza varietal, tendo em atenção as características das variedades e as suas condicionantes botânicas. Os interessados em participar nesta nossa iniciativa poderão ainda pôr em prática as técnicas de extracção de sementes pelos métodos húmido e seco. A finalizar serão abordados aspectos relacionados com a selecção e conservação das variedades cultivares.

Data limite para as inscrições dia 31 de Agosto.

Informamos que cada oficina tem um custo individual de 5 € para sócios e de 25 € para não sócios."

in O Gorgulho, Boletim Informativo sobre Biodiversidade Agrícola, Colher para Semear – Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais, ano 6, nº14, Verão de 2009

Cobra, a descoberta de um novo habitante


Estava hoje na piscina, a flutuar, com a cabeça de fora sem aparente aflição, com cerca de 30cm. Pelas pesquisas e descrições feitas parece uma cobra rateira (Malpolon monspessulanus), mas se algum especialista passar por aqui será bem vindo um comentário a confirmar ou rectificar.