15 de novembro de 2009

Etiquetas para a horta


Este Outono já não vai ser como na Primavera, a confusão total. Uns bocados de madeira e um pouco de tinta e todas as camas, linhas e leiras ficam identificadas com a cultura que têm. Mesmo os vasos do viveiro, e principalmente estes, tiveram direito a uma. As culturas de Inverno são mais fáceis de identificar mas, ainda assim, mais vale prevenir, até porque há camas onde ainda não nasceu nada e assim sabemos que não poderão ser ocupadas. Uma boa forma de aproveitar o Domingo para alguém que não consegue estar sem fazer nada.

PS- Só por curiosidade, por estes lados semeiam a fava roxa ou preta em Outubro e a fava branca em Dezembro. Estivemos a escolher, retirar as que tinham bicho e separar para congelar por 48h. Semeada agora a roxa.

tremocilha e ervilhaca


A semana passada foi tempo de semear a tremocilha, o grão pintalgado e pela primeira vez ervilhaca, o grão mais pequeno e escuro. Utilizamos estas culturas para cobertura de solo e como adubo verde. Um pouco antes da época de floração, meados de Março a princípios de Abril, corta-se e deixa-se na terra para incorporação ou cola-se nas camas hortícolas. Já a desesperar por chuva andámos a ver como poderíamos montar um aspersor para regar toda a área mas ficava demasiado caro para só ser utilizado uma vez, para o ano que vem há outros planos. Regámos uma ou duas vezes à mangueira e agora este presente do céu, a chuva, tão importante para a semente germinar e conseguir agarrar-se à terra.

14 de novembro de 2009

Ervilhas


Este ano espero conseguir ervilha para secar e armazenar Semeámos no topo da horta uma variedade de semente biológica e ao longo desta vedação semente sem tratamento, de uns amigos, já adaptada a esta zona. As camas já estavam feitas desde o início de Outubro, com estrume, cartão e palha.

vedações naturais com troncos


Este é um outro tipo de vedação natural, feita com troncos. Uma boa opção para quem tem no terreno recursos naturais. Não é o nosso caso mas fora do monte eles também existem. Infelizmente, nesta zona, o abate dos pinheiros tem sido implacável, um dos maiores crimes ambientais que está a ser cometido.

O Alentejo tornou-se numa das zonas mais áridas do país, fruto das grandes monoculturas do Estado Novo como o trigo, o centeio e as grandes lavouras que desgastaram muito o solo. Depois, erros sucessivos posteriores a essa época, como o pinheiro, estão a terminar com a pouca vida que ainda há, do solo e do ar.

Com o abandono dos terrenos agrícolas os pinheiros nasceram por si e têm formado uma outra monocultura, mais atreita a pragas. As pragas encontrando uma única espécie proliferam e têm levado à morte muitas árvores. Aqui é a processionária a que mais se vê e o pinhal já quase não existe, não tanto por elas mas mais pelo abate. Durante o Verão o que mais se houvia eram as moto-serras e o tombar das árvores; hoje o pinhal está irreconhecível.

9 de novembro de 2009

vedações naturais


Vedações naturais, semelhantes às que são construídas em África para proteger o gado do animais selvagens. No nosso caso os animais selvagens não passam de cães, ainda assim muito destruidores, principalmente de plantas aromáticas.

Havia aqui, e ainda há, um Goldcrest lindo ao qual chamávamos o condomínio, por ser um dos lugares preferidos dos pássaros. Dado a altura que atingiu e a força do vento foi ficando cada vez mais inclinado, com ramos já muito secos, ameaçando tombar. Pensou-se em cortar mas os pássaros, decerto, iriam ficar tristes. Veio então um rapaz, alpinista, que soube transformar o seu desporto em profissão, cortar as partes secas e escorar a árvore, para que possa continuar a viver. Em breve voltará a rebentar e a ficar viçosa.

A história foi para contar sobre o que se fez com os ramos cortados: uma vedação natural contra as "feras" do monte. As vedações de arame irão desaparecer para serem substituídas por esta opção. A paisagem altera-se, agora natural e com formas orgânicas (ondulantes), sem limites demasiado rígidos. Os pássaros também agradecem este óptimo poleiro. Quandos os trabalhos estiverem mais adiantados voltarei a este assunto, com imagens mais esclarecedoras.

1 de novembro de 2009

Pó de Lixo


Depois de uma ausência tão prolongada, estou de volta. Para além dos quase dois meses sem internet - o preço a pagar por nos atrevermos a mudar de operador - as actividades também cresceram para outra área. Criámos, nestes dois meses de interregno, a oficina Pó de Lixo, lugar de experimentação inspirado no conceito de upcycling, um processo de transformação de objectos usados em novos objectos com maior qualidade e valor do que o original.

8 de outubro de 2009

"O Ambiente na Encruzilhada"


O Ambiente na Encruzilhada.Por um futuro sustentável

Conferência Gulbenkian 2009

27 e 28/10/2009
09h00 às 18h00
Aud. 2
Entrada Livre
Mais informações aqui (horários, temas e oradores) e sobre a conferência aqui.

5 de outubro de 2009

As plantas do Jardim Gulbenkian


Um ciclo de três visitas guiadas pelo Jardim Gulbenkian onde serão exploradas as espécies naturais de Portugal, as espécies da região mediterrânica e as intercontinentais .

As plantas portuguesas
OUT 10/ 11H00
Min 10-Máx 25 / 5€

As plantas mediterrânicas
OUT 10/ 11H00
Min 10-Máx 25 / 5€

As plantas intercontinentais
OUT/ 11H00
Min 10-Máx 25 / 5€

Concepção e orientação de Pedro Lérias
Mais informações aqui.

Nota:
Desde que tenho andado sem internet a opção para pesquisas é mesmo o papel. Parece inconcebível que no século XXI, e num país onde se ouve falar demasiado em novas tecnologias, estejamos há quase mês e meio à espera de rede. Estou quase tentada a desistir de tudo: telefone, telemóvel, internet ...

9 de setembro de 2009

Camas elevadas (Raised beds)



As camas elevadas ou "raised beds" foram uma das actividades do curso de Permacultura. A palha e o cartão já usávamos por aqui, mas preparar a terra assim, por camadas (cartão, matéria orgânica e palha) é a primeira vez; molha-se o terreno, coloca-se o cartão e molha-se de novo, matéria orgânica (no nosso caso foi estrume de cavalo graças à persistência de J., pois estava difícil de encontrar, de qualquer tipo), novamente água e por fim a palha que também é regada.

Tudo o que estava na terra ficou e no resto do terreno vamos fazer assim. As culturas que ainda restam serão cortadas mas as raízes permaneceram na terra e deixaremos de cavar a terra, de forma a melhorarmos a fertilidade do solo. Para saber sobre este método de tratar a terra consultar o site de Masanobu Fukuoka ou ver este filme de Emilia Hazelipe.

Usámos uma carrada de estrume (cerca de 4m cúbicos, mais ou menos) para 2 camas, num total de cerca de 40m de comprimento e uma largura de 60cm (medidas aproximadas); espero conseguir fazer as próximas camas mais altas, com 60cm de altura (o dobro das que terminámos hoje).