17 de novembro de 2009

Abate dos pinheiros


Toda a área que vai do pinheiro manso, em primeiro plano na imagem, até aos pinheiros bravos que se vêem ao fundo era pinhal. A zona de abate é grande, calculo que seja de algumas dezenas de hectares. A vida selvagem está a desaparecer, por perda de habitat, principalmente a fauna como as corujas e cucos que quase já não se ouvem, rolas bravas, coelhos, raposas... muito triste.

16 de novembro de 2009

Larva de escaravelho?


Penso que seja uma larva de algum tipo de escaravelho, talvez deste tipo - Blaps lusitanica - que circundam muito o compostor. Encontram-se no composto, na camada mais profunda da pilha. Minhocas é que nem vê-las ":O(

Criar bosques


Uma iniciativa da Quercus.
Vão-se os pinheiros mas talvez venham outras espécies, autóctones: sobreiro, azinheira, medronheiro e aderno-bastardo.
Plantações em várias zonas do país no dia 21 de Novembro. Mais informações aqui.
Nós estaremos nas Sesmarias, Grândola, mas o que nos move mesmo são as árvores, pela preservação do solo.

Sementeira Outono/Inverno


Não sei se deixe o viveiro descoberto ou se coloque a estufa. Enquanto o tempo estiver assim, pouco frio, penso deixar ao ar. As sementes são biológicas excepto a de cebola que recolhemos aqui este ano. Por baixo da palha está cartão evitar que a erva nasça. Está nesta zona que antes do cartão ser colocado foi estrumada, ficando preparada para futuras culturas.

15 de novembro de 2009

Etiquetas para a horta


Este Outono já não vai ser como na Primavera, a confusão total. Uns bocados de madeira e um pouco de tinta e todas as camas, linhas e leiras ficam identificadas com a cultura que têm. Mesmo os vasos do viveiro, e principalmente estes, tiveram direito a uma. As culturas de Inverno são mais fáceis de identificar mas, ainda assim, mais vale prevenir, até porque há camas onde ainda não nasceu nada e assim sabemos que não poderão ser ocupadas. Uma boa forma de aproveitar o Domingo para alguém que não consegue estar sem fazer nada.

PS- Só por curiosidade, por estes lados semeiam a fava roxa ou preta em Outubro e a fava branca em Dezembro. Estivemos a escolher, retirar as que tinham bicho e separar para congelar por 48h. Semeada agora a roxa.

tremocilha e ervilhaca


A semana passada foi tempo de semear a tremocilha, o grão pintalgado e pela primeira vez ervilhaca, o grão mais pequeno e escuro. Utilizamos estas culturas para cobertura de solo e como adubo verde. Um pouco antes da época de floração, meados de Março a princípios de Abril, corta-se e deixa-se na terra para incorporação ou cola-se nas camas hortícolas. Já a desesperar por chuva andámos a ver como poderíamos montar um aspersor para regar toda a área mas ficava demasiado caro para só ser utilizado uma vez, para o ano que vem há outros planos. Regámos uma ou duas vezes à mangueira e agora este presente do céu, a chuva, tão importante para a semente germinar e conseguir agarrar-se à terra.

14 de novembro de 2009

Ervilhas


Este ano espero conseguir ervilha para secar e armazenar Semeámos no topo da horta uma variedade de semente biológica e ao longo desta vedação semente sem tratamento, de uns amigos, já adaptada a esta zona. As camas já estavam feitas desde o início de Outubro, com estrume, cartão e palha.

vedações naturais com troncos


Este é um outro tipo de vedação natural, feita com troncos. Uma boa opção para quem tem no terreno recursos naturais. Não é o nosso caso mas fora do monte eles também existem. Infelizmente, nesta zona, o abate dos pinheiros tem sido implacável, um dos maiores crimes ambientais que está a ser cometido.

O Alentejo tornou-se numa das zonas mais áridas do país, fruto das grandes monoculturas do Estado Novo como o trigo, o centeio e as grandes lavouras que desgastaram muito o solo. Depois, erros sucessivos posteriores a essa época, como o pinheiro, estão a terminar com a pouca vida que ainda há, do solo e do ar.

Com o abandono dos terrenos agrícolas os pinheiros nasceram por si e têm formado uma outra monocultura, mais atreita a pragas. As pragas encontrando uma única espécie proliferam e têm levado à morte muitas árvores. Aqui é a processionária a que mais se vê e o pinhal já quase não existe, não tanto por elas mas mais pelo abate. Durante o Verão o que mais se houvia eram as moto-serras e o tombar das árvores; hoje o pinhal está irreconhecível.

9 de novembro de 2009

vedações naturais


Vedações naturais, semelhantes às que são construídas em África para proteger o gado do animais selvagens. No nosso caso os animais selvagens não passam de cães, ainda assim muito destruidores, principalmente de plantas aromáticas.

Havia aqui, e ainda há, um Goldcrest lindo ao qual chamávamos o condomínio, por ser um dos lugares preferidos dos pássaros. Dado a altura que atingiu e a força do vento foi ficando cada vez mais inclinado, com ramos já muito secos, ameaçando tombar. Pensou-se em cortar mas os pássaros, decerto, iriam ficar tristes. Veio então um rapaz, alpinista, que soube transformar o seu desporto em profissão, cortar as partes secas e escorar a árvore, para que possa continuar a viver. Em breve voltará a rebentar e a ficar viçosa.

A história foi para contar sobre o que se fez com os ramos cortados: uma vedação natural contra as "feras" do monte. As vedações de arame irão desaparecer para serem substituídas por esta opção. A paisagem altera-se, agora natural e com formas orgânicas (ondulantes), sem limites demasiado rígidos. Os pássaros também agradecem este óptimo poleiro. Quandos os trabalhos estiverem mais adiantados voltarei a este assunto, com imagens mais esclarecedoras.