17 de março de 2010

visita do "amorosinho"


Hoje, estávamos nós na sala do anexo a conversar quando recebemos uma visita do "amorosinho".  Entrou um, logo a seguir outro; um casal de andorinhas que deviam andar à procura de lugar para fazer  ninho. Depois entrou uma terceira e estiveram a voar dentro de casa durante algum tempo, sem conseguirem encontrar a saída. Duas conseguiram e esta terceira, na foto, talvez menos experiente não havia meio de sair. Entrou de novo outra como que a indicar-lhe a saída mas nada. Por fim lá acabou por encontrar o seu rumo.

8 de março de 2010

Escaravelho


Penso que seja da espécie Phyllognathus excavatus. Após alguma pesquisa as conclusões não são famosas: por um lado li que não é considerado praga, está associado à videira e não se deve tratar, isto nas Ilhas Canárias; por outro, no Relatório da Conferência de Évora, em Outubro de 2006, sobre a Vitalidade dos Povoamentos de Sobreiro e Azinheira a referência é que destrói as raízes das árvores jovens.

7 de março de 2010

Feijão verde rasteiro


[Actualização de 24-02-10]
Com todos os acontecimentos o diário da horta tem ficado um pouco de lado. Retomo as plantações do feijão verde rasteiro, semeado a 24 de Fevereiro, desta vez mostrando como foi feita a cama hortícola e que já tive oportunidade de explicar aqui. Estrumada no final do ano passado e tapada, colocámos agora cartão e com um semeador fizeram-se os furos para as sementes, previamente germinadas. Calcaram-se um pouco os buracos e depois...

28 de fevereiro de 2010

Bolota

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Hoje foi o dia da Bolota partir, uma cadelinha amorosa.
Não era nossa mas era próxima e fomos hoje enterrá-la, eu e R. Também tem lugar no Trumbuctu, onde a vida e a morte se cruzam. Contar como foi, agora, pouco interessa mas faz-me reflectir sobre a forma como hoje se lida com a morte.

Quando os meus avós morreram, era miúda, lembro-me bem como foi. A imagem deles, no caixão, ainda está presente, e mesmo os momentos (dias) que antecederam a morte. Morreram em casa, junto da família e o velório durou três dias. Estiveram sempre acompanhados. Partiram em alturas diferentes, primeiro o meu avô, depois a minha avó, mas partiram de igual forma. "Acompanhados".

Quando o meu irmão morreu não foi assim e faltou-me esse tempo.

Hoje. Hoje morre-se num dia e é-se enterrado no outro rapidamente, se não no próprio dia, depende da hora da morte. Quase nunca se morre em casa e os corpos são velados em lugares frios e sombrios. Ficam sozinhos durante a noite, porque já ninguém fica acordado a velar os seus mortos. Deixámos de ter esse tempo, o do primeiro luto, da despedida e de deixar o momento da morte fazer parte da vida.

Com o meu avô e com a minha avó foi diferente. Guardo sagradamente essa memória e agradeço, embora fosse pequena, terem-me permitido viver esses dias. Sempre que possível, quando algum Ser morre perto de mim procuro que seja assim.
✿ ✿ ✿

24 de fevereiro de 2010

O sr. Abel partiu hoje...



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... e com ele toda a sua sabedoria de como tratar a terra e as culturas.
Fica o muito do que ele me ensinou.

23 de fevereiro de 2010

como prender garrafões de plástico...


[Actualização de 20.02.10] ..., que protegem as plantas jovens, para não voarem?
Como por aqui o processo de cultivo é um pouco diferente, estrume, cartão e palha, não fica terra para podermos enterrar os garrafões de plástico, que protegem as ervilhas. Várias vezes passei por um vizinho, aqui perto, e via que ele tinha os garrafões todos certinhos e sempre no mesmo lugar. Pensei cá para comigo: como tem a terra descoberta deve tê-los enterrados.

secar urtigas


Secar urtigas para fazer infusões e chorume durante o resto do ano, quando já não há. A urtiga deve ser apanhada antes de começar a florir pois é nessa altura que a planta é mais rica nos seus princípios activos. Normalmente deixamos secar em lugar resguardado e sombrio durante cerca de três semanas.

Propriedades: rica em sais minerais destacando-se o ferro, fósforo, magnésio, cálcio e silício; vitaminas como a A, C e K; ácido fórmico, tanino, entre outras.

Acção: essencialmente desintoxicante, anti-anémica e diúretica.

Infusão: cerca de 50grs de folhas secas ou 100grs de folhas verdes. Podem utilizar-se todas as partes da planta. Três chávenas de chá por dia e diz o bom senso não mais do que 10 dias.

Na sopa ou em saladas pode igualmente ser utilizada.