22 de abril de 2010

canto da Rana perezi (rã verde)


Não consegui filmar as bolsas que os machos formam a cantar. Cada vez que via um e me aproximava, subitamente, reinava o silêncio e começavam no outro lado do lago. Vou voltar a tentar, agora que tenho o observatório montado.

desânimo


Foi o que senti, quando aqui cheguei na segunda-feira. O viveiro desapareceu, pouco ou nada há para transplantar; na horta a erva pujante cobria tudo; o grão quase não nasceu; a sementeira do milho, feijão e abóbora está atrasada. Tive vontade de virar costas e deixar a natureza fazer o seu trabalho como bem entende.

canto nupcial das relas

21 de abril de 2010

flor da ervilhaca



Se soubesse que a flor da ervihaca era assim tão bonita nunca a teria cortado antes das plantas florirem. Hoje estaria por aqui um campo lindo cor de rosa, lilás e amarelo (da tremocilha). De futuro já sei o que utilizar como cobertura de solo em zonas que não serão cultivadas ou que simplesmente não têm nada. Além de proteger o solo alimenta-o.

Se quiserem ler mais sobre este assunto podem descarregar gratuitamente, para uso pessoal, um dos livros de Masanobu Fukuoka The Natural Way of Farming: The Theory and Practice of Green Philosophy. Para requisitar uma cópia, via Soil And Health Library, clicar aqui. Versão em inglês.

Nota: Quando se utilizam plantas como adubo verde, manda a tradição cortar-se um pouco antes da floração, pois é nessa altura que a planta está na sua força e com o máximo de nutrientes. Mas entre isso ou manter o solo coberto com cobertura viva, e com flores lindas como esta, inclino-me mais para a segunda opção, não cortar. Provavelmente, no ano seguinte já nascerá espontânea, das sementes que ficam na tera.

relas e rãs


Rana perezi (rã verde)
De regresso â horta decidi "montar" um observatório junto ao lago.
Os resultados foram surpreendentes e inesperados. Vi, pela primeira vez, as rãs e as relas machos no seu canto nupcial; a bolsa que formam quando emitem os sons - as relas uma bolsa sob o queixo, as rãs duas bolsas laterais na linha dos olhos; os sons são completamente diferentes entre umas e outras. Se passarem por aqui amanhã poderão ouvir como são distintos. Lutam pelo território,  tentam acasalar machos de rãs com relas. Uma animação!

18 de abril de 2010

17 de abril de 2010

larva de borboleta da morte


[actualização de 28.10.07]
Finalmente consegui identificar esta lagarta gigante!! Tinha mais de 10cm  e um diâmetro considerável. É uma larva de Borboleta-caveira ou borboleta da morte, Acherontia atropos, uma das maiores borboletas da Europa.

identificação via Flickr por Rui Andrade

'Post' reeditado em  17.04.10 às 22:00h
Por curiosidade, o nome de Borboleta-caveira vem do desenho que se pode ver no seu dorso, semelhante a uma caveira humana, e que está muito bem representado nesta imagem. É uma borboleta nocturna e alimenta-se, no seu estado adulto, de certas flores como o jasmim, folha de tabaco e folha de batata.