23 de abril de 2010

milho


Hoje foi dia de escolher o milho e plantar. O Sr. Pereira deu-nos um saquinho precioso de uma variedade não transgénica. Chamam-lhe milho partido e quase já não se encontra por aí. Esperamos ter mais sorte agora com a nova sementeira pois a outra não resultou. E não resultou, acho eu, porque o estrume com que fizemos as camas não devia estar curtido e queimou as sementes. Aliás, aqui também está outra possível razão para muita coisa não ter nascido.

flor da rúcula


Em breve dará semente. A rúcula, como tantas outras plantas, nasce "espontânea" se a deixarmos na terra. As sementes que caem, encontrando as condições ideais, germinam e dão novas plantas no ano seguinte.

sementes de couve


Flor da couve, em 17 de Março.

22 de abril de 2010

canto da Rana perezi (rã verde)


Não consegui filmar as bolsas que os machos formam a cantar. Cada vez que via um e me aproximava, subitamente, reinava o silêncio e começavam no outro lado do lago. Vou voltar a tentar, agora que tenho o observatório montado.

desânimo


Foi o que senti, quando aqui cheguei na segunda-feira. O viveiro desapareceu, pouco ou nada há para transplantar; na horta a erva pujante cobria tudo; o grão quase não nasceu; a sementeira do milho, feijão e abóbora está atrasada. Tive vontade de virar costas e deixar a natureza fazer o seu trabalho como bem entende.

canto nupcial das relas

21 de abril de 2010

flor da ervilhaca



Se soubesse que a flor da ervihaca era assim tão bonita nunca a teria cortado antes das plantas florirem. Hoje estaria por aqui um campo lindo cor de rosa, lilás e amarelo (da tremocilha). De futuro já sei o que utilizar como cobertura de solo em zonas que não serão cultivadas ou que simplesmente não têm nada. Além de proteger o solo alimenta-o.

Se quiserem ler mais sobre este assunto podem descarregar gratuitamente, para uso pessoal, um dos livros de Masanobu Fukuoka The Natural Way of Farming: The Theory and Practice of Green Philosophy. Para requisitar uma cópia, via Soil And Health Library, clicar aqui. Versão em inglês.

Nota: Quando se utilizam plantas como adubo verde, manda a tradição cortar-se um pouco antes da floração, pois é nessa altura que a planta está na sua força e com o máximo de nutrientes. Mas entre isso ou manter o solo coberto com cobertura viva, e com flores lindas como esta, inclino-me mais para a segunda opção, não cortar. Provavelmente, no ano seguinte já nascerá espontânea, das sementes que ficam na tera.