2 de maio de 2010

fava para semente


Quando as favas começam a ficar com cor de ferrugem está na altura de as deixar secar para semente. O fruto fica no pé até a planta secar se o tempo estiver seco ou colhe-se para secar à sombra. Há também quem diga que a fava está boa para secar quando tem o "olho" negro.

Apanhámos muita para congelar,  escaldando-as primeiro antes de irem para o congelador. Diz quem sabe que assim ficam mais tenras. Aqui utilizam as cascas nos guisados, parece que os tornam mais saborosos. Havemos de experimentar.

As cascas também são óptimas para o compostor e para as camas da horta.

30 de abril de 2010

keyhole beds


Esta é a estrutura base para fazermos as primeiras keyhole beds (keyhole - buraco de fechadura, beds - camas) a formarem um mandala, sobre as quais já tive oportunidade de falar neste post. Lá para Outubro, depois das flores aqui semeadas secarem, irão ser cheias de estrume, até à altura dos troncos, que ficará a curtir. Na próxima Primavera estarão prontas para serem semeadas com uma mistura de flores, hortícolas e plantas aromáticas - uma alfazema e uma arruda que já lá estão. Os troncos utilizados são duma 'mimosa bailadeira' (?) que caiu este ano com os vendavais .

28 de abril de 2010

a morte saiu à rua

cenouras


 [actualização de 19.03.10]
Afinal as cenouras, semeadas depois destas, sempre nasceram. Estão junto do feijão azuki, também ele todo nascido. Depois do desânimo e olhando melhor, as notícias não são assim tão más; o método da Tiny Farm Blog parece ter resultado (desta vez utilizei sacos de serapilheira de malha mais aberta): facilitou muito o trabalho de tirar a pouca erva que nasceu. Daqui a algum tempo desbastam-se ou transplantam-se e temos cenoura.

27 de abril de 2010

micetozoários



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Encontrei-os nas duas camas de feijão e cebola. Tem uma aparência de fungo, mas é um mixomiceto, Fuligo septica, com nome comum de vomitado de cão ou ovos mexidos. As células agregam-se formando um plasmódio (massa de protoplasma sem parede celular, composta por células indiferenciadas. Movimentam-se de forma amebóide na procura de alimento; alimentam-se essencialmente de bactérias por fagocitose. Este organismo desenvolve-se frequentemente sobre mulch, restos lenhosos de árvores, entre elas sobreiros e pinheiros, e material em decomposição. Podem igualmente desenvolver-se no caule e folhas de algumas plantas (ver última foto, mixomiceto junto de um pé de feijão). Sob condições adversas enquistam e podem sobreviver por décadas.

26 de abril de 2010

por detrás do facebook

Faço um pequeno desvio sobre o que habitualmente escrevo neste meu diário mas que vai ao encontro duma experiência recente. Há algum tempo atrás, pouco convencida por amigos, lá me inscrevi no Facebook com o propósito primordial de divulgar e promover o trabalho que desenvolvo no Pó de Lixo. Pensei: ? 'Porque não? Tentar não custa.' Bastou-me uma semana para rapidamente fechar a conta, esquecer que o Facebook existe e perceber que nunca deveria ter entrado. Primeiro porque mergulhei num passado que não queria reviver, ficou para trás, foi importante mas passou. Depois, assisti a este filme que me fez reflectir sobre o grande Big Bother. Não sabemos bem quem é ou quem são mas somos filmados, gravados, analisados...

Por fim, ontem leio esta notícia no Público.

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Sublinhei algumas linhas que me parecem importantes e, se reflectirmos um pouco mais, graves até. Será mesmo "curiosamente" que o Facebook seja um dos serviços com mais medidas de combate ao mau uso da internet ou intencionalmente? Nós, como utilizadores para além de sermos analisados por uma equipa especializada ainda o somos através de algoritmos? Existem amizades no Facebook? Um utilizador/a não pode ter muitos amigos/as do sexo oposto porque isso não é normal? E se for do mesmo sexo? Quem dita o que é normal ou não? O que é um utilizador tipo? Estarei a ser demasiado ingénua,  paranóica ou nenhum do dois? Bom, o certo que me sinto bem por não estar no Facebook.

Nota: De forma alguma sou contra o Facebook ou qualquer rede social em geral. Do que experimentei até me pareceu uma ferramenta interessante, com excelente exemplo como esta página. O que questiono é simplesmente a quantidade de informação, sobre os utilizadores, a que certas empresas podem ter e o facto de tentarem regular ou avaliar comportamentos de forma tão suspeita e pouco regulada.