18 de setembro de 2010

trazer o céu para dentro de casa


Esta semana que passou tem sido de pinturas principalmente do lado de fora mas o interior também teve direito a um ar de sua graça. Trouxemos o azul do céu, das portas e janelas, para dentro de casa. A horta tem estado à espera, paciente, sempre a presentear-nos de alimento. Amanhã trago mais novidades pois as actividades já recomeçaram:

- como grelar batatas antes de semear
- 45kg de batatas em 0,37m2
- favas nascidas em Setembro
- tratar a mosca da fruta nos citrinos
- fazer tinta com terra

17 de setembro de 2010

pelo montado


É um dos lugares por onde eu mais gosto de passear, o montado. Ao fim do dia a luz desce dourada como se estivéssemos num bosque encantado. É assim o montado no fim do Verão.

16 de setembro de 2010

"a terra, (...) nua até aos ossos"


"(...) A terra, desolada, nua até aos ossos, pulverizada com o pó dos séculos, está morta.(...)"

in Os Navegantes do Deserto de Théodore Monod.

Um dia será assim, se entretanto não travarmos as alfaias dos tractores. Pelo menos por aqui, em terras do sul que no Verão se misturam com as areias do deserto. A vida que existia neste solo dizimada e com ela o próprio solo - a terra, (...) nua até aos ossos.

"Para haver formação de solo, tem que haver vida. Para haver vida, o solo necessita de ser coberto."

15 de setembro de 2010

da vida na horta à noite


Saí, para ir lavar os dentes, e no canteiro junto à porta estava uma rã pequenina. Escolheu o vaso onde semeámos a única semente de glicínia que sobrou, das que Z. nos deu. A rã no fresco do vaso, pois tem um gotejador quase por cima; a semente de glicínia, afortunadamente para nós, germinada e já uma jovem planta.

14 de setembro de 2010

a porta


Voltei a reler um livro que há muito tinha deixado na prateleira - Guia da Meditação, de Paramananda - no dia a seguir a este post e logo na primeira página "A Porta", o relato sobre um homem atormentado por um sonho recorrente:

"(...) Ele encontra-se preso dentro de um quarto, incapaz de abrir a porta e fugir. procura a chave pelo quarto, mas nunca a consegue encontrar. Tenta com toda a sua força abrir a porta, mas esta não cede um milímetro. Não existe outra maneira de sair do quarto a não ser pela porta que ele não consegue abrir. Está encurralado e com medo. Numa sessão com o seu analista ele descreve este sonho, que atormenta o seu sono há anos. O analista ouve cuidadosamente o relato do sonho (...). Ele sugere que talvez a porta possa ser aberta na direcção oposta. Quando o homem volta a ter o mesmo sonho ele lembra-se da sugestão e descobre que a porta se abre para dentro sem a menor resistência. (...)"

Talvez eu só precise de ter confiança que o comboio vai passar - se passam para lá também devem passar para cá - ou que o melhor é sair da estação e apanhar um táxi. Pode ser que me lembre, se o voltar a sonhar.

10 de setembro de 2010

8 de setembro de 2010

da horta


Tomates, três variedades (cereja, pêra e outra que não sei o nome), manjericão, funcho, abóboras e couves. Como não sou muito apreciadora de couves, pelo menos só cozidas, ontem fiz um prato especial: rolinhos de tofu. Depois de cozinhado - em cebola, coentros, alho e tomate- pica-se e enrola-se nas folhas de couve previamente cozidas. Um fio de azeite por cima, e mais alho para quem goste, acompanhado de arroz basmati e salada de tomate com oregãos. Uma delícia.