
No Domingo passado fomos à feira de Castro Verde, dez anos volvidos desde a última vez que lá estive. As idas a estas feiras anuais criam em mim uma grande expectativa do que vou encontrar, mas acabam por ficar aquém das memórias que guardo da minha infância: as mantas, os cobres, as alfaias e toda a parafernália agrícola, o encontro de compadres. Conheci um senhor que ainda faz cajados. Dos únicos, talvez, a fazer essa arte pois pastores já há poucos. Vi um alambique, cestos e pouco mais. Muita coisa acabou sem dar lugar a outras novas merecedoras da minha atenção. Ainda assim consegui trazer dois pares de meias feitas à mão, em lã de ovelha, e uns sininhos para colocar nos espanta-espíritos que estou a fazer.