9 de abril de 2011

work in progress




[actualização de 28.03.11] Os marcadores para os viveiros funcionaram a 100%! Com chuva e com rega continuam firmes a cumprir a sua função: lembrar-me o que plantei e onde. As paletes também nos têm surpreendido pela positiva, nas infinitas possibilidades em aproveitamento de espaço que proporcionam. Nelas coloquei os tabuleiros, sobre os canteiros já criados, para fugir aos caracóis. Apesar da sua voracidade, temos nascidas plantinhas de abóbora hokaido, beterrabas, três variedades de tomate, alcachofra, melancia, meloa, segurelha, manjerona, nabos, couve-chinesa, couve portuguesa, alfaces e feijoca. Já estamos a preparar as camas para as transplantações e nos próximos dias vamos semear feijão rasteiro de diferentes variedades.

Ah, e já me esquecia de dizer que talvez iremos semear, pela primeira vez, chicharos (Lathyrus sativus), para experimentar e preservar semente.

6 de abril de 2011

pelo montado








Um passeio de bicicleta por matos de estevas, rosmaninho, tojo e carqueja; no regresso, pelo montado, flores. A cor eleita foi o roxo, o rosa e o lilás. Pena é não poder deixar aqui o cheiro das estevas.

31 de março de 2011

carqueja em flor



Carqueja (Pterospartum tridentatum


Tojo-arnal-do-litoral (Ulex europaeus)


Tojo e carqueja

Ontem fomos dar um passeio pelo pinhal e apanhar carqueja (Pterospartum tridentatum) para chá. É uma planta característica da Península Ibérica e da Região Macronésica (Arquipélagos dos Açores, Madeira, Selvagens, Canárias e Cabo Verde) e floresce de Março a Julho. Forma arbustos com cerca de um metro de altura e era, antigamente utilizada como acendalha. Confunde-se facilmente com esta espécie de tojo (Ulex europaeus), comum nos pinhais e igualmente de flores amarelas que florescem de Fevereiro a Junho. Aliás, na primeira foto coloquei um ramo de tojo dificilmente perceptível, pelo menos a um primeiro olhar.

As flores, secas, utilizam-se em infusão e os ramos na culinária, como o tão famoso arroz de carqueja que provámos em Gouveia, a caminho de Montesinho. A infusão é indicada para problemas digestivos, vesícula e fígado. Contra-indicações: propriedades hipotensoras e hipoglicemiantes.

30 de março de 2011

DIY creme para a barba





Há quatro anos, a idade do blogue Trumbuctu, aconteceu-me o que pensei ser uma enorme desgraça. Não tão grande como outras que vida me trouxe mas, ainda assim, suficiente para me levar a pensar que não me iria levantar. Hoje, quando olho para esse momento, percebo que se não fosse isso provavelmente o Trumbuctu não existiria, não teria mudado a minha forma de estar na vida nem estaria agora em busca deste sonho. Nem tão pouco ontem teria passado um belo dia de Domingo, na cozinha, a fazer experiências caseiras de creme depilatório e para a barba.

Depois de uma primeira experiência fracassada, por interpretação errada de pesos e medidas, parece-me que acertei. Agora é só uma questão de afinar um pouco melhor a receita; a mistura 'coalhou'; de dois frascos e meio ficámos com um (por qualquer razão o volume do creme diminuiu) e deixou de ficar com o aspecto de espuma como mostra a imagem. O feedback que obtive como creme de barba foi: 1) resulta mas tem de ser espalhado com pincel de barba, 2) a consistência deixou de ser a de uma espuma e passou a ser a de um creme, dificultando a passagem da lâmina, 3) a pele fica suave e o creme deixa uma sensação agradável.

Como creme depilatório ainda não experimentei. Fi-lo com o resultado da primeira experiência, em que abusei da cera de abelhas, e a lâmina começou a empastelar, mas resultou. Com este novo creme funcionará melhor com certeza. Depois dou notícias. De qualquer forma, terei ainda que afinar a receita para conseguir uma consistência permanente de espuma.

A receita, via Bright Hub, com alterações pessoais

Ingredientes
60 ml de óleo de coco
28 grs de cera de abelhas
425 250ml de água destilada (acrescentar se necessário)

55 grs de sabão de azeite (usei sabão Casulo, comprado em drogaria)
7 grs de bicarbonato de sódio (suaviza e protege a pele)
125 ml de mel puro
5 gotas de óleo essencial de árvore do chá
5 gotas de óleo essencial de menta (actua como agente de conservação)
2 gotas de própolis

Instruções
Aquecer o óleo e a cera de abelhas em banho maria, em lume brando, e mexer até obter uma mistura clara. Colocar numa tigela larga e deixar arrefecer.

Noutra panela aquecer a água e adicionar o bicarbonato de sódio e o sabão, mexendo até completa diluição. Acrescentar o mel à mistura e mexer. Juntar esta mistura ao óleo e cera de abelhas, agora já à temperatura ambiente. Adicionar os óleos essenciais (opcional) e misturar tudo com uma batedora até se obter uma consistência de espuma. Guardar num recipiente hermético em local seco e fresco. Conserva-se, aproximadamente, por três meses.

Boas experiências! E não se esqueçam de dizer como correu.

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Cascavel, Itu, Macatuba, Urra, Adaúfe, Blumenau, Sorocaba, Rio Claro, Presidente Prudente, Bambuí, Chapecó, Passo Fundo, Birigui, Pelotas , Uberlandia , Arapiraca , Piraju, Botucatu , Chopinzinho, Moji-Mirim, Uba 
Lugares do mundo de gente que não conheço. Gosto do nome destas terras e gostava de saber quem são as suas gentes. Visitas que têm vindo a aumentar, consideravelmente, daí a razão deste post, mas o único "rasto" que deixam é uma breve referência no Google Analytics. Não querem dizer quem são? O que fazem? O que gostam? Ao que vêem, porque voltam? Hum?! ";O)

A selecção foi feita principalmente de terras de Vera Cruz porque os nomes me remetem para contos do Gabriel Garcia Márquez mas existem duas de Portugal.

Dou um doce a quem adivinhar quais são!