8 de maio de 2011

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Dias para semear flores, segundo o calendário biodinâmico The Gardners Calendar. Ontem foram semeados girassóis e arruda, transplantei as flores que trouxe das Sobreiras Altas e semeei mais flores trazidas da Fontanheira. Já as tinha semeado mas não me lembrava. Pensei que tinham sido trazidas pelos pássaros... afinal o "pássaro" era eu ":O)

Vou guardando estas sementes, todas no mesmo frasco, para um dia semear um campo cheio delas-todas diferentes, todas iguais- como vi num filme de Sepp Holzer.

Hoje estou feliz. Vimos um pica-pau pela primeira vez, ao vivo e à porta de casa, e estamos a ouvir Zeca Afonso.

Bom Domingo para todos!

PS- Bem compro luvas mas gosto mesmo é de andar com as mãos na terra.

7 de maio de 2011

mais horta

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Quando regressei das Sobreiras Altas, no outro dia, tinha uma bela surpresa à minha espera. O Rogério tinha feito três camas na horta. Muito bem feitas, a terra toda coberta com cartão e... com palha!! Uau!! Mesmo cansada ainda fomos fazer as transplantações do viveiro. Normalmente, Abril e Maio são meses de algum stress por causa das sementeiras. O tempo urge, sempre, numa corrida para conseguir semear tudo na altura certa. Este ano o stress aumentou porque começámos a experimentar o calendário biodinâmico. Dias específicos para frutos, legumes, flores... A nossa base de trabalho é o The Gardners Calendar.

Basicamente é um calendário lunar, no qual são utilizados os doze signos do Zodíaco como método de posicionamento da lua para uma plantação mais precisa. Para além dos signos, Vénus e Saturno que desempenham igualmente um papel importante para os dias de plantação.

3 e 4 de Maio
Frutos
transplantámos tomate, abóbora hokaido, meloa, melancia do viveiro e semeámos novamente feijão rasteiro de vinhais (para cobrir as falhas causadas pelos caracóis) e milho.

5 e 6 de Maio
Raízes
semeámos cenouras,  junto das cebolas e rabanetes em canteiro.

Hoje e amanhã, 7 e 8 de Maio
Flores
mostarda branca, girassol, maravilhas e flores que trouxe das Sobreiras Altas.

Inspirada nesta imagem mudei um dos compostores da casa de banho seca. Ficará à sombra do kiwi quando este estiver plenamente desenvolvido. Armei uma estrutura temporária de modo a direccioná-lo para o sitio que pretendo. Ainda não vos tinha dito mas o resultado deste compostor, ao fim de seis meses, foi uma quantidade de composto suficiente para estrumar uma laranjeira adulta, uma jovem clementina, tangerineira, ameixeira, damasqueiro e um chorão adulto.

Nada mau, hã? ":O)

6 de maio de 2011

de novo pelas sobreiras altas




De novo pelas sobreiras altas, na passada quarta-feira, em trabalho. Continua a ser um lugar precioso. Montados ainda  cheios de vida, cantos de pássaros e água a correr.

work in progress II detalhado


 clique nas imagens para ampliar 

[actualização de 20.04.2011]
Como prometido aqui fica o processo de criação de parte do primeiro sector da horta. São três sectores em 600m2 de terra mas só dois deles vão estar em produção. O outro, onde semeámos o milho e as abóboras no ano passado, fica em pousio.

Da esquerda para a direita: de um monte de estrume se fizeram as camas, depois de coberto o solo com cartão. Algumas plantas, como as couves, ficaram e estão agora a dar semente. A ideia da estrutura para o feijão trepador surgiu depois de ver esta pequena horta, tanto em tão pouco espaço. Linda! De um lado temos feijoca, um feijão trepador que durante sete anos volta sempre a nascer sem o plantarmos;  do outro lado feijão trepador raiado.

Depois do cartão e do estrume, cobrimos tudo com palha e só depois plantamos. Os garrafões ajudam as pequenas plantinhas a sobreviverem ao ataque dos caracóis e protegem-nas de alguma geada que ainda possa cair. A rama das laranjeiras, depois de as abrirmos, ficou no chão como mulch. Hoje estive a colocar cartão por baixo para que não nasça tanta erva. O plástico preto que se vê vai cobrindo zonas que ainda não estão semeadas funcionando como uma espécie de monda térmica. Sei que tenho um estudo sobre isso algures no computador mas agora não consigo encontrar.

Por fim, o lugar das alfaces, beringelas e mais feijão trepador, outra variedade. Aqui a estrutura de suporte é mais convencional, feita com canas. Dá alguma sombra às alfaces conforme o movimento do sol; umas apanham mais sol de manhã e outras mais à tarde.

5 de maio de 2011

sabias que o leite é retirado a uma mãe em luto?


(...) As vacas leiteiras são os animais mais explorados do planeta: são repetidamente engravidadas à força para produzirem leite, sofrem durante dias a angústia de lhes verem retirados os filhos logo que nascem, são constantemente atormentadas pela maquinaria que as fere enquanto lhes suga o leite que era destinado aos filhos e, no fim, acabam numa "refeição feliz" do McDonald's ou num outro hambúrguer qualquer.

Muitas pessoas julgam que as vacas produzem leite por obra e graça do Espírito Santo, mas a realidade é bem mais mundana. Para manter uma produção ininterrupta de leite, as vacas têm de ser repetidamente forçadas a engravidar e a dar à luz um filho. Costumam ser engravidadas através de inseminação artificial, o que envolve a introdução forçada de um braço no recto da vaca para posicionamento do útero, enquanto um instrumento para depósito do sémen é empurrado pela vagina. Para recolha do sémen, é comum utilizar-se um boi macho castrado a fazer o papel de fêmea, já que uma fêmea não conseguiria aguentar tantas montas consecutivas. O sémen é recolhido enquanto o boi reprodutor é obrigado a montar o boi castrado.

As vacas são animais extremamente sociais e com fortes laços familiares, mas são constantemente obrigadas a ver os filhos recém-nascidos serem-lhes tirados, para que os humanos possam ficar com o leite que era destinado aos seus bezerros. O processo de separação é agonizante e traumatizante tanto para a mãe como para o filho, e é comum ambos gritarem um para o outro enquanto são afastados. Algumas vacas emitem sons de lamento durante vários dias após lhes serem retirados os filhos. Para elas, como para a maioria das mães, não há maior dor que a perda de um filho.

Os vitelos macho filhos das vacas leiteiras não têm nenhuma utilidade para a exploração de leite, pelo que são vendidos para consumo e são castrados para terem uma carne mais tenra. As vitelas fêmea podem ser encaminhadas para consumo ou ficar na exploração para substituírem vacas leiteiras esgotadas.

Por volta dos 6 anos de idade, que seria apenas o princípio da idade adulta na natureza, as vacas estão esgotadas física e psicologicamente, e isso reflecte-se no declínio da produção de leite. Dado que a margem de lucro é para manter, as vacas extenuadas são rapidamente vendidas para abate.

Vacas numa exploração de leite.Após terem passado por diversas inseminações forçadas, partos dolorosos, separações angustiantes e ordenhas sem descanso, espera-as agora o aterrorizante matadouro com o seu característico e nauseabundo cheiro a morte. Mas, antes disso, falta ainda passar pelo calvário do transporte para o matadouro. O transporte costuma ser particularmente penoso para as sofridas vacas leiteiras, uma vez que muitas padecem de dolorosas inflamações no tecido mamário (mastite) e de osteoporose. Muitas vacas ficam tão debilitadas, que nem são capazes de andar quando chegam ao matadouro.

No matadouro, as vacas são atordoadas com uma pistola que dispara um êmbolo retráctil que lhes causa uma lesão grave no cérebro e, se tiverem sorte, a perda dos sentidos. Em seguida, são içadas por uma das patas traseiras e degoladas enquanto ainda têm o coração a bater, de modo a que o sangue seja expelido para fora do corpo. Por vezes, as vacas ainda estão conscientes quando são degoladas.

Cada compra de produtos com leite, queijo ou outros lacticínios contribui para esta terrível exploração, independentemente de ser proveniente de pecuária convencional ou pecuária dita “humana”. Como consumidores, temos nas nossas mãos o poder de não compactuar com esta exploração injustificável.(...)

via
Muda o Mundo e Associação pelos Animais.

Deixei  de beber leite há bastante tempo e o meu corpo agradeceu. O cálcio pode ser encontrado em muitos outros alimentos como os vegetais de folha verde escuro, em maior quantidade do que nos lacticínios, ou nas amêndoas e feijões. Podem encontrar mais informação no Centro Vegetariano.

3 de maio de 2011

carlos locatelli


Presente de um amigo, Carlos Locatelli, para o Rogério. Os seus trabalhos são uma verdadeira inspiração. (Re)criar cidades e florestas com restos de madeira e conseguir uma expressão plástica assim é, simplesmente, sublime. Fiquei fascinada com o seu trabalho. Quem sabe um dia o convite feito não será aceite e voaremos até Florianópolis.

25 de abril de 2011

da horta




[Actualização de 28.03.11]
Após várias soluções ineficazes para evitar os caracóis consegui uma que os impede de comerem as plantinhas do viveiro. Cobri os tabuleiros de sementeira com uma gaze fina, que se utiliza na protecção de pequenas árvores, e enterrei-a de forma a não deixar entrada nenhuma. Foi remédio santo, nem uma planta sequer trincada. Esta cobertura permite a entrada de luz, de humidade e mantém uma boa temperatura facilitando a germinação.

Tudo nasceu excepto os pimentos, de origem algo duvidosa. Até os tamarilhos, que eu pensei já não germinarem, despontaram agora - levaram quase um mês para nascer. Prontas para irem para a terra abóboras hokaido, courgetes, meloas e melancias.

Mas as surpresas continuam! O kiwi está lindo, depois de o desembaraçarmos da vedação e de encaminharmos os ramos para começarem a trepar; o funcho também, brilhando de verde, filho duma destas plantas semeadas nesta altura.

24 de abril de 2011

ovos de páscoa

carqueja





Da carqueja colhida no outro dia, e com a chuva que não nos deixou andar lá fora, fizemos dois saquinhos com flores e sete com a rama,  20 grs cada. Aqui em casa estamos a tentar criar os nossos próprios produtos, procurando restringir o consumo a bens que efectivamente não podemos/conseguimos produzir.

A carqueja (Pterospartum tridentatum) é uma planta arbustiva perene, muito bem adaptada a esta região e com inúmeras propriedades medicinais. Faremos infusões de flores e da rama para melhorar o sistema digestivo.