23 de maio de 2011

vespa solitária



Vespa Solitária - Megascolia maculata - macho
Demorei 2 dias para a conseguir fotografar e quem me dera ter uma lente macro. Ver os pelinhos, as asas, os olhos bem definidos ":). Depois, assusta ver um insecto assim tão grande (esticada devia ter cerca de 5cm) e ainda por cima uma vespa.  Tenho-a visto sempre nas flores do alho francês. A identificação foi feita através da site Wildlife Holidays onde encontrei o macho e fêmea. Depois confirmei através do excelente trabalhado de Walter Jacinto, onde normalmente encontro identificação dos habitantes da horta.

A fêmea distingue-se bem do macho porque tem a cabeça amarela e o macho tem as antenas mais compridas. Alimentam-se do néctar das flores e de larvas de escaravelho. Apesar do tamanho são inofensivas para o Homem, mas eu prefiro manter distancia ";)

22 de maio de 2011

ervas daninhas, uma outra perspectiva


Ainda não conseguir deixar de arrancar ervas daninhas da horta. Embora a maioria do solo esteja coberto, acabam sempre por nascer junto das plantas cultivadas. Demoram mais tempo a despontar, a maioria delas é erva da palha e não me preocupa muito retirá-las porque as raízes estão fora do solo. Hoje passei a tarde a tirar essas ervas e a limpar as camas; o facto de andar quase de rosto colado ao chão permite-me, muitas vezes, encontros como este: uma joaninha numa folha de chicória, não sei a fazer o quê. Parece uma espécie de casulo (??)

Existe uma erva por cá, daninha, daninha, daninha ... o escalracho, que se estende pelo terreno a uma velocidade vertiginosa. Fura o cartão, insinua-se pelas pedras, rompe qualquer cobertura que coloque para o abafar. Bom, neste momento preciso de travar o seu avanço na horta mas, entretanto, decidi procurar com mais afinco uma outra forma de olhar estas ervas.

Segundo Geoff Lawton, permacultor e director do Instituto da Investigação de Permacultura da Austrália, a solução está no solo. Segundo ele, as ervas daninhas são simplesmente plantas que se encaixam em nichos particulares do solo, onde as suas sementes encontram as condições ideais para germinar. Ou seja, só germinam se lhes dermos as condições certas. Se alterarmos essas condições as suas sementes não germinarão. Por exemplo, em solos queimados nascem ervas ricas em potássio (mineral resistente ao fogo); em solos compactados nascem plantas com raízes profundas como o dente-de-leão; num solo demasiado trabalhado nascem plantas com sistema radicular fino e denso, que permite a agregação das partículas soltas do solo; por fim, num solo desgastado nascem plantas fixadoras de nitrogénio. Talvez por isso feijões e ervilhas se desenvolvam tão bem em solos pobres.

A solução está  em reequilibrar as condições e estrutura do solo. Isso consegue-se, ainda segundo Geoff Lawton, incorporando matéria orgânica no solo - composto de boa qualidade. As ervas não germinam em composto de boa qualidade. Um bom exemplo desta outra perspectiva são as florestas comestíveis - forest gardens - sobre as quais um dia falarei aqui.

via Ecofilms

20 de maio de 2011

milho, feijão e abóbora-menina





20 e 21 de Maio
Frutos☌

Se algum agricultor profissional me ouvisse acharia, talvez, que eu não estou bem da cabeça. Semear milho em viveiro?? Sim, foi o que fiz há duas semanas. Não tinha um lugar na horta preparado para o receber, nem tempo para o fazer. Isto, se quisesse semeá-lo em tempo certo e ainda encaixar a sementeira nas datas do calendário biodinâmico, que continuo a seguir. Assim, agarrei num tabuleiro de sementeira, semeei os grãos e fui regando. Hoje transplantei-o, semeei mais feijão de trepar, de duas variedades, recolhi as sementes de couve de pé alto (plantadas o ano passado por volta desta altura) e semeei abóbora-menina.

Este milho não é híbrido nem transgénico mas há uma coisa que me preocupa. O vizinho, que vive a poucos metros, semeia milho híbrido se não mesmo transgénico, suponho eu, e é muito possível que se dê o cruzamento de ambos. Haverá alguma solução para isto?

Com as abóboras acontece-me o mesmo. Semeamos variedades diferentes que acabam por cruzar. Nem sei se pepinos, courgetes, abóboras e luffas não cruzam entre si. No caso das abóboras sei que é necessária uma distância mínima de 500 metros ou polinizar as flores manualmente, para impedir a polinização cruzada, mas também não o sei fazer.

Por tudo isto gostava de estar num terreno grande, com espaço suficiente para estas questões nem sequer serem levantadas ":)

19 de maio de 2011

um escultor de contos


Rodolfo Castro, o contador de histórias que tivemos oportunidade de ouvir ontem. No vídeo "Um conto maldito",  não contado na sessão mas que encontrei disponível para trazer aqui.Ouvimos  quatro histórias contadas por alguém com uma admirável expressão corporal, um escultor de contos. Tanta que quando abria o braços e fazia que voava, voávamos com ele pelas montanhas da América Latina; quando tocava no casco do transatlântico e sentia os encaixes do ferro, sentíamos a textura e a aspereza do metal. Contou que um amigo lhe falara de um poeta, não me recordo do nome, cujos poemas pareciam tambores, e quando fechou a sessão com este poema escutámos o som dos tambores. Adorei!

flores de Maio na horta







[actualização de 25.04.11]
No final de Março foram feitas as primeiras sementeiras, em viveiro, e quase dois meses mais tarde começamos a ver as primeiras flores. De cima para baixo: feijão de trepar (Phaseolus coccineus), tomateiros que escolheram nascer nos canteiros de mirtilos,  feijão de sequeiro trazido de Vinhais em 2008 (continuo sem saber a designação desta qualidade mas já vai para a terceira geração, aqui na horta), uma abóbora que também quis nascer nos ditos canteiros, flor de chicória, de várias que igualmente nasceram sozinhas junto de uma das laranjeiras e por fim os pepinos, sobreviventes aos ataques de caracóis, graças à protecção com garrafões de plástico.

15 de maio de 2011

12ª Mostra Internacional de Teatro de Santo André

Rodolfo Castro, um contador de histórias argentino, vai estar presente na 12ª Mostra Internacional de Teatro de Santo André (programa em pdf). "Muito, muito bom" segundo a autora de O Pinto Pançudo, também ela uma contadora de histórias. Confio na sua opinião e lá estarei. Foi das experiências mais maravilhosas que tive, ouvir contar uma história por alguém que as sabe realmente contar. Experimentem e logo me dirão.

18 de Maio- 21.30h
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Santo André – Biblioteca Municipal Manuel José do Tojal

um dia de pijama


Hoje nem para tomar café sai. Um calor insuportável ultrapassado só mesmo com um dia de pijama, arrastado em esforço pela casa. Só ao fim do dia, depois das sete, fomos dar um passeio de bicicleta e na volta, teve de ser, fui plantar as cebolas que já tinha comprado segunda-feira, no mercado de Grândola.

Raízes

As cebolas ficaram abaceladas à espera do dia certo. Foi ontem e hoje o dia das raízes. Depois do passeio de bicicleta, já pela fresca e num último esforço, lá fui plantá-las; a correr pois os mosquitos são às dezenas e andam esfomeados ":)

13 de maio de 2011

3 dias de ausência


Depois de três dias de ausência forçada, eu e todos nós que temos conta no blogger. Não pagar também tem desvantagens. Embora faça backup's regulares do blog esta situação levou-me a repensar um pouco o único suporte que utilizo para escrever este diário; parece-me que vou voltar ao antigo diário em papel ou talvez a outro tipo de suporte digital. A informação que aqui partilho é preciosa para o meu trabalho. Logo hoje que tinha o dia livre para poder estar aqui tranquila!

10,11 e 12 de Maio - Folhas ❧, segundo o calendário biodinâmico

Os trabalhos na horta têm continuado, seguindo o tal calendário, e os três dias que passaram foram para semear e plantar legumes de folha Alfaces plantadas; rúcula, duas variedades de alface, coentros, manjericão, salsa e aipo semeados. As etiquetas agora utilizadas foram feitas de restos de persianas metálicas, escritas com caneta de tinta resistente à água.

A horta está bonita, com quase tudo a crescer em grande força., embora o calor que tem feito requeira maior atenção nas regas. Numa distracção as pequenas plantinhas podem desaparecer. Aconteceu-me com algumas couves e com uma luffa ( e só tinha duas!! ":(( )

Amanhã irão para a terra mais cebolas e alguns nabos da leira. Entretanto, andamos a construir um telheiro e brevemente mostrarei o andamento dos trabalhos. A caminho da horta suspensa ... ":))

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Paula