1 de junho de 2011

leite de cânhamo e outras coisas mais



Mais de um fim-de-semana sem internet foi uma maravilha para andar entretida com alquimias culinárias. Estou maravilhada com as infinitas possibilidades da cozinha crudívora e agora da cozinha "viva". Não sou nem pretendo ser fundamentalista, em nada ou com nada na vida, experimento e se gosto continuo, se não gosto esqueço e procuro novas experiências. Lembram-se deste post? Pois foi na sequência dele e no facto da minha bebida substituta de leite ser demasiado cara que comecei a procurar alternativas. Encontrei no blogue Amo Comida Viva  uma receita maravilhosa! Leite de cânhamo. E fica mesmo branco! Este foi o meu pequeno almoço de hoje: leite de cânhamo e duas tostas com mel. Pura delícia! ":) Este leite pode ser feito com aveia, nozes, amêndoas ... hummm!

Mas as experiências não têm ficado por aqui. Os pratos que tenho feito para nós têm sido compostos de 2/3 de comida crua ou totalmente crua. As receitas têm sido inventadas e com as medidas a olho (nunca fui muito de medidas na culinária). O primeiro foi composto de arroz integral, puré de beterraba e cenoura, húmus de grão e salada; o segundo arroz integral, hambúrguer cru, desta vez um pouco diferente de como fiz aqui, e estufado de grão com beldroegas.

Já fiz tarte de banana (doce), tarte de beterraba e cenoura (salgada), paté de cânhamo ... e vou a caminho da primeira experiência de Pão de Essénio. Sinto-me tão bem que vocês não imaginam. Todos estes pratos são de fácil confecção, não demoram tempo e tornam a cozinha uma verdadeiro lugar de alquimia e descoberta. É maravilhoso!

Por agora estamos a consumir da horta alfaces, cenouras e a sua rama para sumo, folhas de beterraba, ameixas, beldroegas, physalis, oregãos, salsa, hortelã. Imaginem quando ela estiver a produzir em pleno ":)

Tenham um dia feliz! ♥

27 de maio de 2011

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Miniaturas de cenouras e rabanetes, do desbaste que era preciso fazer; alface, das quais vamos tirando folhas, não arrancamos; as folhas dos rabanetes; dois morangos - pois é, leio por aí toda a gente a colher morangos e os nossos  ainda dão tão poucos; as beldroegas de ontem, ligeiramente estufadas e, adivinhem... lá em cima, sim, aí! As tostas com o paté de grão ";)). Acho que só vou parar quando ele acabar.

O sumo, chamado de Green Smoothie,  fiz com a rama das cenouras, os caules das beldroegas, um kiwi e uma pera. Já se começam a ver resultados de tanto trabalho ":)***

Um bom fim de semana para vocês!

*** Há três dias que não vou às compras.

ontem fiz ...



... paté de grão. Ficou tão bom que não consegui parar de comer. Hoje estou aflita da boca por causa das tostas. Um dia destes experimento com grão cru germinado e pão dos Essénios.

E mais lixívia, ainda com a receita da Horta Encantada, cuja receita original foi retirada do site Sustentabilidade.coisas.org. Oito litros e meio foi quanto armazenei. Podia ter dado mais mas desperdicei um bocado ao coar as cinzas. O resto das cinzas pode ainda ser utilizado mais uma ou duas  vezes e, por isso, já ali estão mais cinco litros a arrefecer. A pasta de cinzas que ficar vou guardar para arear panelas.

26 de maio de 2011

hoje vi...





Hoje vi sementes de cravinas (Dianthus barbatus). Soube o nome das flores pela Zília, que passou por cá. Afinal não são as que eu pensava serem. As sementes são muito diferentes uma da outra ; as maiores, que se vêm na imagem, são sementes de flores da Fontanheira e das quais já não me lembro da aparência (eu sou assim, guardo sementes mas não tomo notas), as outras, mais pequenas, são destas Cravinas que também não sei como vieram cá parar ":) ...

... um ninho de andorinha-dos-beirais. O primeiro que alguma vez por aqui ...

... beldroegas para a salada ...

... e um tronco oco de cortiça para fazer um candeeiro.

boldo-da-terra em flor





Boldo-da-terra (Plectranthus barbatus)

[actualização de 12.03.2011]

25 de maio de 2011

raízes ❢ e flores ❀




raízes ❢ 
A horta cresce a olhos vistos se compararmos com o início da estação. Ontem foi o último dia para semear tubérculos e plantas com raiz subterrânea tuberosa ou caule subterrâneo. Transplantámos vários pés de beterraba resultantes do desbaste das que estavam na cama das alfaces. Aproveitou-se algum espaço livre noutras camas; tomates, rúcula  cougetes ficaram com beterrabas como companhia.

Os girassóis também estão bem desenvolvidos. As sementes utilizadas são daqui. Os tupinambos este ano estão fabulosos ":), transplantados em Dezembro do ano passado, alguns tubérculos da terceira geração.

flores ❀
Os próximos dois dias serão dedicados às flores, regar a horta com chorume de urtiga e tirar alguma erva.

Até lá!
   ♥

24 de maio de 2011

jantar crú



nham, nham ":) Hoje o dia foi de novas experiências. Com frutos secos, azeite, cenoura, banana, sal e pimenta de cayenna fiz um hambúrguer, acompanhado de uma boa salada de alface, da horta, com cebola e capuchinhos. Aliás, devo dizer que as alfaces da horta estão lindas!

De sobremesa uma mousse de chocolate e canela. Tudo crú, mesmo crú e sem ir às compras ":). Uma delicia!

Ambas as receitas são do Centro Vegetariano, o hambúrguer aqui e a mousse aqui. Como não tinha todos os ingredientes descritos fiz com o que havia cá em casa e em vez de nozes usei uma mistura de frutos secos (nozes, avelãs, caju).

Para o hambúrguer as quantidades foram a olho: uma chávena pequena de frutos secos, três cenouras pequenas, da horta, um quarto de uma cebola média, um pouco de azeite, sal marinho e pimenta de cayenna. Bati tudo no liquidificador e voilá. Como ficou um pouco mole adicionei uma colher de chá de levedura de cerveja para ligar melhor os ingredientes.

A caminho vem o Pão de Essénio. Já tenho trigo sarraceno de molho.

Há muito tempo que o meu corpo me pede alimentos crús mas havia sempre um motivo para não experimentar: o hábito da cozinha tradicional portuguesa, não saber, falta de paciência para cozinhar.Enfim, um sem número de razões. A experiência de hoje foi muito positiva. Rápido, saboroso, divertido e... bonito.

fora e dentro de casa



Hoje não trabalho, está demasiado calor para andar lá fora e no entra e sai da porta cruzo-me com inúmeros e diferentes exemplares de aranhas que se vêem por aqui. Na horta agradeço que andem, dentro de casa não me importo, agora em cima de mim é que não!!

reflexão


O comentário deixado pela cris, neste post, levou-me a reflectir sobre o percurso que tenho feito na horta. Sou mais impulsiva do que reflexiva e por isso às vezes tenho abóboras onde esperava melancias ou sou surpreendida por flores que já não me lembro de ter semeado. Por essas e por outras, este diário é uma ferramenta fundamental no meu caminho. Uma espécie de 'Estrela Guia'.

Olhei para as categorias, aqui ao lado, e saltaram-me à vista os Habitantes da horta (82), as Formas de cultivo (39) e as Sementes (38), de tudo o que tenho observado pelo caminho. É bom, parece-me ir na direcção "certa". A diversidade de fauna é essencial para o equilíbrio que procuro e é importante saber  qual o papel que desempenha neste pequeno ecossistema. São eles, os habitantes da horta, que controlam os excesso de populações (a que nós chamamos pragas), viabilizam a produção de alimentos e nos permitem ter  o que semear na estação seguinte.

Depois, a forma como cultivamos o solo determina se o mantemos vivo ou não, isto é, se permitimos que a vida existente na primeira, e mais importante, camada do solo permaneça desempenhando, também ela, o seu papel. Este aspecto liga-se determinantemente com o anterior, complementa-o e fecha o ciclo terra/ar. Existem muitos outros, como por exemplo a água, a que ainda não dei a devida atenção mas o lema é: "soluções pequenas e lentas", o nono principio da Permacultura.

A seguir a semente, uma possibilidade renovada de semear para colher. e poder dar ou trocar este tesouro; sem ele ninguém vive. Algo impossível com sementes híbridas e transgénicas. A sua herança genética termina com a colheita. E os bancos de sementes? Apesar de todas as condições ideais de conservação, serão elas viáveis se algum dia viermos a precisar?? Tenho sérias dúvidas.

A par destas três categorias, saltaram ao olho outras como as Hortícolas (96), em maior número até, e ainda bem pois o objectivo primeiro desta horta é alimentar-nos, e as Iniciativas (47) com as quais aprendo e onde encontro muitas vezes inspiração para o meu trabalho.