27 de outubro de 2011

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Uma lasanha amornada* de beringela com queijo de amêndoa germinada, uma sandes de feijão mungo, germinado, com flor de abóbora e um momento esquecido na máquina fotográfica. A receita de beringela fui encontrar aqui, introduzi algumas alterações e ficou uma delícia; a sandes de feijão mungo germinado, temperada com azeite e alho, inventei - muito de vez em quando ainda sinto falta  de pão - e a flor foi uma dica que me deram; o céu, mais um momento vivido à pressa, ficou esquecido na máquina fotográfica.

PS- Alguém sabe como se retiram as sementes da beringela sem a danificar?

* A comida recebe algum calor mas não é cozinhada, mantendo-se crua.

26 de outubro de 2011

agora


impermanência





Às vezes, muitas até, esqueço-me de como tudo na vida é impermanente, e mais ainda quando quero muito uma coisa e a perco.
Esqueço-me do momento, como o dia em que olhei esta paisagem.
Esqueço-me de os partilhar, de os dar aos olhos dos outros.
Esqueço-me. Tudo é impermanente e por isso o momento é tão precioso.

19 de outubro de 2011

digressões por outras paragens


À semelhança do que José Rui Fernandes, da Quinta do Sargaçal, costuma fazer - e que já me foi muito útil - aqui ficam algumas ideias para reflectir.

Seed Savers Tour 2011 - Digressão pelas sementes livres, de 4 a 13 de Novembro. Colher para semear - a patente das sementes e o alimento como um problema do futuro (e que já é para muitos milhões).

Liquido dourado, de Carol Steinfeld com ilustrações de Malcolm Wells, quando a urina se torna o nosso fertilizante na horta. Segundo os autores, a urina é estéril até sair do nosso organismo, em indivíduos saudáveis; utilizar a nossa própria urina só nos trará alguma doença que já exista em nós. Fazer como a natureza e aprender a fechar os ciclos.

Wetpots, a água, ou a falta dela, outro problema futuro. Um sistema de rega que dá que pensar e sobre o qual já tinha lido mas feito com bilhas de barro, sem tubos de rega. Demonstração aqui ou aqui.

via Eco Living Portugal

18 de outubro de 2011

cesto da horta em Outubro



Apesar de um pouco (para não dizer muito) descurada, a horta continua generosa e a natureza retribui muito para além do que às vezes nós lhe damos. Por vezes basta só semear, mesmo para quem vive na cidade. A Câmara Municipal de Lisboa tem um projecto que considero muito interessante: transformar jardins em parques hortícolas, nas zonas de Benfica e Campolide. Mais informaões aqui. Os prazos de candidatura terminam já no dia 20 de Outubro.

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Tenho andado ocupada com construções e sistemas alternativos de drenagem de águas e coisas afins e nem para vir aqui sobra tempo. Um dias destes publico um texto, a propósito do que tenho andado a fazer, sobre a importância de fechar os ciclos na nossa interacção com a natureza, formas de reduzir o desperdício e optimizar os recursos de que dispomos.

Até lá, uma boa semana para todos
Paula

28 de setembro de 2011

a beleza da polinização ...


Obrigada...
... a quem me enviou este link. Alguém que não conheço nem sei quem é.
... à vida por, na sua forma mais primária, ser tão simples e bela.
... mãe, por me teres dado vida.

22 de setembro de 2011

este não será mais o motivo das minhas ausências


Estas não serão mais o motivo das minhas ausências aqui no blogue, com muita pena minha. Mas a vida é feita de ciclos e quando um termina já outro está a começar ... e como diz Jorge Palma, Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar...

Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar

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1982 - letra e música de Jorge Palma