18 de dezembro de 2011
17 de dezembro de 2011
♧ ♧ ♧
Categorias:
Crudívoro

Pura delícia!
O almoço de hoje: "tosta" de trigo sarraceno germinado barrada com iogurte cru, de amêndoa, e rebentos de alfafa (luzerna). A acompanhar feijão mungo germinado sobre uma cama de rebentos, também de alfafa. Alfafa e feijão mungo serão duas novas culturas que iremos experimentar na Primavera. 100% cru, 100% nutritivo, 100% delicioso.
crus vs cozinhados a lenha



O bolo dos anos da minha mãe, com base de coco recheada com creme de maçã e castanhas-do-pará germinadas. A base foi amornada no forno abaixo dos 40º e a receita inventada; pasteis de grão germinado com recheio de coco, nabo ralado e salada de chicória com pétalas de maravilhas (outra receita inventada, o hábito de apontar a confecção é que ainda não o ganhei, já não me lembro como fiz os pratos).
O arroz integral cozinho na salamandra, a água para a borracha de água quente também ":) e sempre que posso evito acender o gás.
16 de dezembro de 2011
da horta em Dezembro
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Hortícolas







O silêncio de palavras tem sido rei mas nos bastidores o trabalho corre, seguindo o calendário biodinâmico de Maria Thun, uma das leituras que descobri há alguns meses atrás. Temos semeado, como adubo verde e mulch vivo, tremocilha e ervilhaca; favas, uma parte também será para adubo verde; ervilhas, cebolas, alfaces e morangos. O morango é uma excelente cobertura de solo, viva, e aparentemente está a ajudar a combater o escalrracho, atrofiando-lhe as raízes. Ainda semeámos azevém -vê-se na primeira imagem, ao fundo, junto dos ferros de estufa - numa zona que só terá culturas na primavera. O azevém é uma gramínea forrageira utilizada para alimentação de gado e tolera múltiplos cortes, sendo o ultimo normalmente para fenar. Este é o lado "arrumado" da horta, o trabalho de Novembro e parte de Dezembro.
Depois vem o lado selvagem. Três variedades de couve, plantadas em Outubro, as batatas semeadas já tarde, final de Outubro, mas que estão lindas; chicória, já selvagem, no meio de tremocilha; a seguir penso que sejam acelgas, também espontâneas, e alfaces. Posso dizer-vos que todas as plantas nascidas por elas, de sementeiras anteriores, crescem muito melhor e são muito mais robustas. E vamos assim a caminho duma horta selvagem, deixando fluir os ciclos da natureza e das próprias plantas.
Por fim, a Estrela à espera que o rato saia da toca. Trouxe um para dentro de casa esta tarde e está lá agora, persistente, numa espera paciente de budista ":)
14 de dezembro de 2011
laranjinhas e Phallus impudicus
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Fungos e cogumelos
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Habitantes da Horta


Amanita caesarea


Phallus impudicus
Depois de andar por outras estradas (roads) volto, desta vez com cogumelos. Os primeiros, chamados de laranjinhas, foram apanhados pela D. Noémia e quem tem um amor de perdição por eles é a minha mãe. Eu não aprecio especialmente e agora com a alimentação que faço menos ainda. na imagem vê-se claramente a forma como não se devem colher os cogumelos: o pé deve ficar no solo para que no ano seguinte nasçam novos exemplares.
As outras imagens são de um Falo-impúdico Phallus impudicus, nascido na horta. Em inglês chamam-lhe stinkhorn - corno mal cheiroso - e realmente exala um cheiro nauseabundo. Qualquer dos nomes lhe faz justiça. É comum em florestas e jardins e hortas com muita cobertura vegetal e matéria orgânica. Na imagem vê-se um exemplar já maduro com um insecto nunca antes visto por aqui e que parece ter vestida uma camisola de lã ":). Loucas andavam também moscas-varejeiras pois o cheiro do cogumelo assemelha-se a carne em putrefacção.
Os Amanita caesarea são comestíveis, os Phallus impudicus não.
6 de dezembro de 2011
27 de novembro de 2011
24 de novembro de 2011
para não esquecer
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etc
A Indiferença
Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.
Bertolt Brecht
PS-Hoje estarei lá às 15h, espero encontrar-vos.
Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.
Em seguida levaram alguns operários
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.
Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.
Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.
Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.
Bertolt Brecht
PS-Hoje estarei lá às 15h, espero encontrar-vos.
21 de novembro de 2011
de novembro
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Hortícolas




Temos estado sem acesso à internet e isso até traz alumas vantagens, embora me custe. O trabalho tem sido muito: preparar a terra, semear azevém, tremocilha e favas; fazer pequenos viveiros de alho francês, alface, coentros; começar a vala grande, em curva de nível, a partir da qual iremos desenhar a futura horta e desta vez de forma permanente - a caminho de uma pequena floresta comestível. Plantámos ainda sete citrinos, dos quais quatro laranjeiras Lane Late, do Algarve, e ainda faltam dezassete, entre árvores de fruto e de bosque. Já temos o sistema de drenagem das águas cinzentas a funcionar em pleno. Entre pensar, planear e instalar demorei cerca de quatro meses. Mas está pronto!
O tempo sem internet, situação que de alguma forma se mantém, foi passado entre plantar nuns chinelos velhos hortelã chocolate, ideia não original pois já me cruzei, entretanto, com uma imagem semelhante; encontros regulares com uma aranha-dos jardins que insiste em fazer a sua teia na casa de banho; uma parcela da horta, que tivemos de limpar de escalrracho, para preparar novas camas (♥) de morangos, alfaces, ervilhas e as favas brancas; e cestos da horta de Novembro, os últimos desta temporada que chegou ao fim. Muito mais tinha para contar mas, quando não venho aqui com regularidade, torna-se difícil contar numa hora o que se passou em vários dias, semanas...
(♥) Das leituras que tenho andado a fazer sobre agricultura biodinâmica aprendi que se pode colocar o composto ou estrume num rego entre as culturas, não junto às raízes como estamos habituados. O objectivo é "ensinar" as plantas a procurarem o seu alimento conseguindo assim, através da colheita de sementes nas gerações sucessivas, plantas mais robustas. Aqui já fazemos isso com a rega: pouca água não directamente nas raízes. Este verão reguei a culturas uma vez por semana, duas só quando fez mesmo muito calor.
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