
O silêncio de palavras tem sido rei mas nos bastidores o trabalho corre, seguindo o calendário biodinâmico de Maria Thun, uma das leituras que descobri há alguns meses atrás. Temos semeado, como adubo verde e mulch vivo, tremocilha e ervilhaca; favas, uma parte também será para adubo verde; ervilhas, cebolas, alfaces e morangos. O morango é uma excelente cobertura de solo, viva, e aparentemente está a ajudar a combater o escalrracho, atrofiando-lhe as raízes. Ainda semeámos azevém -vê-se na primeira imagem, ao fundo, junto dos ferros de estufa - numa zona que só terá culturas na primavera. O azevém é uma gramínea forrageira utilizada para alimentação de gado e tolera múltiplos cortes, sendo o ultimo normalmente para fenar. Este é o lado "arrumado" da horta, o trabalho de Novembro e parte de Dezembro.
Depois vem o lado selvagem. Três variedades de couve, plantadas em Outubro, as batatas semeadas já tarde, final de Outubro, mas que estão lindas; chicória, já selvagem, no meio de tremocilha; a seguir penso que sejam acelgas, também espontâneas, e alfaces. Posso dizer-vos que todas as plantas nascidas por elas, de sementeiras anteriores, crescem muito melhor e são muito mais robustas. E vamos assim a caminho duma horta selvagem, deixando fluir os ciclos da natureza e das próprias plantas.
Por fim, a Estrela à espera que o rato saia da toca. Trouxe um para dentro de casa esta tarde e está lá agora, persistente, numa espera paciente de budista ":)