10 de fevereiro de 2013

porsgrunn


A Estrela partiu faz hoje um mês. Duas viagens cruzadas, interrompidas. Uma, a Noruega, interrompida por escolhas, porque a vida é isso mesmo, escolher; outra, a morte, porque toda a vida tem um fim.

E com todos vocês, que continuam a voltar apesar das poucas publicações, partilho alguns momentos da minha viagem. Voltarei com mais momentos...

   (♥) Paula

22 de janeiro de 2013

✶ estrela ✶

2007 (Junho e Julho)



2008 (Maio)

2009 (Janeiro; Abril; Maio e Junho)


2011 (Março e Dezembro)

2012 (Abril e Novembro)

A Estrelinha partiu no dia 10 de Janeiro. Talvez tenha sido esse o motivo que me fez voltar da Noruega. Estive dois dias à espera que ela partisse por ela, e foi assim. Apesar de já ter perdido muitos animais nunca esquecerei a imagem da vida a apagar-se do seu olhar. Era um ser muito, muito especial. Não tenho muitas fotografias mas em quase todas das que estão publicadas neste blog, de certo, ela andava por perto. A minha grande companheira da horta. Esteve comigo durante 14 anos.

Foi tudo tranquilo, ficou aqui durante a noite, já depois de ter morrido, e no dia seguinte cremámos o corpo. Partiu com o "sorriso" que parecia ter sempre no focinho.

(♥) Paula

9 de novembro de 2012

o silêncio da terra

O silêncio da terra é quase como o silêncio que escutei no fundo do mar.
Hoje escutei o silêncio da terra.

   (♥) Paula

1 de outubro de 2012

druídas e druidesas



(...)
- Oh, Amélia! Passamos o tempo cheios de projectos para a vida mas nunca deixamos a vida mostrar-nos os projectos que ela tem para nós .... (...)

in Grande Reportagem SIC - Vida de Artista, 30 de Setembro de 2012.
Referência da actriz Amélia Videira ao que o professor Agostinho da Silva lhe disse um dia.

Eu deixei, finalmente! Estou na Noruega há cerca de um mês. O Trumbuctu veio comigo pois ele não é mais do que o mundo visto através dos meus olhos.

 (♥) Paula

4 de maio de 2012

How can one prevent a drop of water from ever drying up?
(Como se pode evitar que uma gota de água se evapore?)

A resposta está num filme maravilhoso, Samsara de Palm Nalin.

   (♥) Paula

16 de abril de 2012

morugem





Da horta: morangos, flores de salva e morugem (Stellaria media), uma erva para a qual já tinha olhado e que me pareceu comestível. Lembro-me vagamente de alguém um dia me ter chamado a atenção, aqui no terreno, para uma planta que acho ter sido esta. Identifiquei-a  através do livro Top 100 Plantas Medicinais, de Anne McIntyre e fui confirmar no site Plants For A Future. Segundo esse site tem um valor razoável como planta comestível e pode ser cultivada como legume. Ainda de acordo com a mesma fonte não convém comer com muita frequência pois contém sapomina.

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Flor da morugem. Minúscula! Linda!

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Salada de abóbora com morugem e flores da salva, temperada com azeite e limão, e acompanhada com creme de amêndoa.

   (♥) Paula

PS- As fotos ultimamente têm-me saído um pouco(?) desfocadas, Há coisas que não tenho conseguido (não quero?) ver ou será só falta de luz?

12 de abril de 2012

as guardadoras de amores




A Milú chegou, ontem, com a sua prol de cinco pintainhos. Lindos! Não percebo porque tinha eu medo de galinhas (?); já pego nela com à vontade e nos pintos ainda mais. O galinheiro foi terminado já à pressa porque ela estava fechada, sem poder andar ao ar e a esgravatar, a ensinar~lhes a vida. Passo horas a observar. Enquanto eles forem assim pequeninos não os solto mas logo que cresçam solto-os todos num pequeno recinto. Tem de ser tudo em pequenos passos porque a gata também vai ter de se habituar aos novos habitantes.

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As galinhas podem ser animais muito especiais. Deram-me a ler uma história, verídica, de um amor secreto e proibido, guardado durante muito tempo por seres assim especiais - as guardadoras de amores. Durante um longo tempo, anos talvez, dois seres apaixonados tinham como único elo de ligação as cartas que escreviam um ao outro. As que ela recebia, do seu amado, eram guardadas debaixo dos ninhos das galinhas, com toda a cautela e cuidado para ninguém desconfiar, e mais tarde lidas e relidas, vezes sem conta, até o amor não caber mais dentro do peito. E elas, as galinhas, souberam guardar bem esse segredo. Eu, mais não posso contar.  

 (♥) Paula

10 de abril de 2012

jasmim, alecrim e outras coisas assim






Eu sei, eu sei. As actualizações não têm sido muito frequentes mas já faz algum tempo que o meu acesso à internet não é dos melhores. Também me resta pouca paciência para tratar com call centers, atrás dos quais as empresas se escondem. E a vida tem tanto para viver que às vezes sobra pouco tempo para vir aqui. Mas a horta, essa, faz parte de mim todos os dias.

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No Domingo andei a colher flores de jasmim e alecrim para fazer óleo. Semeei cravínias, mostarda branca e amores perfeitos, plantei bolbos de anémonas e transplantei algumas flores de vaso para canteiro.

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O galinheiro está quase pronto! Insisto em não fazer planos em papel e sou frequentemente confrontada com dificuldades de execução, problemas que deviam ter sido resolvidos no papel. Demoro mais tempo, desespero, mas no fim tudo se resolve; já só faltam as portas, nos topos, para acesso ao comedouro e ao ninho. A Milú está quase em casa!

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Salada de favas florida com borragem borragem-bastarda (Anchusa azurea). Fui a casa de um amigo que tem um campo imenso de borragem borragem-bastarda. Sexta-feira volto lá para apanhar mais flores.

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 O lugar preferido da Estrela, junto da melhor figueira que temos por cá.

   (♥) Paula