25 de fevereiro de 2013

gengibre e malva




Sabonetes de gengibre e malva. Desta vez fiz uns pequeninos, de amostra, para os amigos experimentarem. Ainda estou em processo de afinação; fazer sabonetes não é difícil mas encontrar a formula certa e própria, mesmo com receitas, é outra coisa.

Segui uma receita do livro Natural Soap, de Melinda Coss, que encomendei há umas semanas - continuo a achar que folhear um livro é algo insubstituível. À base de óleo de coco e azeite, fiz uma variação com infusão de malva e utilizei gengibre como aroma. Uns foram decorados com flores de malva, secas, e outros com sementes de papoila (exfoliantes).

Agora a curar, devem estar prontos daqui a um mês.

(♥) Paula

22 de fevereiro de 2013

azeite para um ano


No ano passado tinha falado com a D. Aldina, uma senhora que conheci num dos trabalhos que fiz, e ela tinha andado na apanha da azeitona - o lagar daqui, como tantos outros, aceita azeitona apanhada do chão que depois se troca por azeite. Ela apanhou tanta que ficou com azeite para três anos. Três anos!!! Está habituada e, realmente, a apanhar azeitona é uma "máquina".

Quando regressei da Noruega, na altura da apanha, lembrei-me de falar de novo com ela e saber como era. Foi comigo, ensinou-me, ajudou-me (enchia dois baldes enquanto eu enchia um) e foi uma parceira. Consegui, em meia dúzia de dias, 120 kg de azeitona, a maioria deles sozinha, e na troca deram-me 20L de azeite. Quatro belos garrafões com azeite para o gasto cá de casa durante o resto do ano.

Este ano vou de novo, apesar de ser duro. E espero que, com o que tem chovido, seja um ano melhor e traga azeitona mais grada.

   (♥) Paula

19 de fevereiro de 2013

camané e violeta






Camané e Violeta são dos últimos habitantes que chegaram à horta. Picatchu, um dos filhotes da Milú, foi o primeiro galo que ficou; partiu quando eu parti para a Noruega, ele e duas irmãs. Na altura ficou a Milú com novos filhotes. Desses, dei um casal à D. Aldina e ao Sr. António e um galo à Sra. Maria e na horta ficou um galo lindo e uma galinha, a Violeta; (Milú, a primeira das galinhas, ainda cá está).

Esse galo lindo, um belo dia, desapareceu. Que bicho o comeu não sei, mas acho que foi a cadela do vizinho...

... e então, triste, fui buscar uma galito à vizinha Rosa. Era o único que ela tinha, todo branco. Perante as cores deslumbrantes do outro fiquei desapontada. Todo branco?? Estava sujo e um pouco encolhido. Todo branco, mas lá veio comigo, montado na bicicleta e dentro de um saco, tremendo como se fosse para a morte.

Hoje estou feliz com ele, todo branco a iluminar o meu caminho. E ele, feliz está - o Camané, de crista punk - com a sua Violeta e com a Milú. Dormem numa laranjeira, faça chuva ou faça sol, por escolha própria. Andam livres pela terra. Entretanto, mudei o galinheiro para junto das laranjeiras e acho que gostaram muito pois vou dar com eles lá dentro em pleno dia, a descansar.

Camané, um galito extremoso no que toca ao bem estar das meninas; Violeta, uma galinha leal que me deixa um ovo todos os dias no ninho que lhe fiz; e Milú, uma mãe dedicada com as suas novas crias, que não são pintos mas patos...

   (♥) Paula

10 de fevereiro de 2013

porsgrunn


A Estrela partiu faz hoje um mês. Duas viagens cruzadas, interrompidas. Uma, a Noruega, interrompida por escolhas, porque a vida é isso mesmo, escolher; outra, a morte, porque toda a vida tem um fim.

E com todos vocês, que continuam a voltar apesar das poucas publicações, partilho alguns momentos da minha viagem. Voltarei com mais momentos...

   (♥) Paula

22 de janeiro de 2013

✶ estrela ✶

2007 (Junho e Julho)



2008 (Maio)

2009 (Janeiro; Abril; Maio e Junho)


2011 (Março e Dezembro)

2012 (Abril e Novembro)

A Estrelinha partiu no dia 10 de Janeiro. Talvez tenha sido esse o motivo que me fez voltar da Noruega. Estive dois dias à espera que ela partisse por ela, e foi assim. Apesar de já ter perdido muitos animais nunca esquecerei a imagem da vida a apagar-se do seu olhar. Era um ser muito, muito especial. Não tenho muitas fotografias mas em quase todas das que estão publicadas neste blog, de certo, ela andava por perto. A minha grande companheira da horta. Esteve comigo durante 14 anos.

Foi tudo tranquilo, ficou aqui durante a noite, já depois de ter morrido, e no dia seguinte cremámos o corpo. Partiu com o "sorriso" que parecia ter sempre no focinho.

(♥) Paula

9 de novembro de 2012

o silêncio da terra

O silêncio da terra é quase como o silêncio que escutei no fundo do mar.
Hoje escutei o silêncio da terra.

   (♥) Paula

1 de outubro de 2012

druídas e druidesas



(...)
- Oh, Amélia! Passamos o tempo cheios de projectos para a vida mas nunca deixamos a vida mostrar-nos os projectos que ela tem para nós .... (...)

in Grande Reportagem SIC - Vida de Artista, 30 de Setembro de 2012.
Referência da actriz Amélia Videira ao que o professor Agostinho da Silva lhe disse um dia.

Eu deixei, finalmente! Estou na Noruega há cerca de um mês. O Trumbuctu veio comigo pois ele não é mais do que o mundo visto através dos meus olhos.

 (♥) Paula

4 de maio de 2012

How can one prevent a drop of water from ever drying up?
(Como se pode evitar que uma gota de água se evapore?)

A resposta está num filme maravilhoso, Samsara de Palm Nalin.

   (♥) Paula