5 de janeiro de 2014

urtigas


Um novo ciclo começa e que bom é recomeçarmos com ele. É sempre uma renovação e ao mesmo tempo um novo começo. E com este novo ciclo vêm as urtigas, uma erva silvestre preciosa:

- comem-se, em sopas, chá, batidos verdes ou de frutas ( utilizar as folhas jovens dado que as outras desenvolvem cistólitos, irritantes para os rins (ı)
- com elas se faz o chorume para adubar a terra, para tratar plantas e em preparados biodinâmicos utilizados na compostagem
- faço macerações (óleos enriquecidos) para utilizar no sabão de urtiga

Aqui explico como secamos as urtigas e aqui como fazemos o chorume.

(ı) Plants For A Future

Paula

30 de dezembro de 2013

21 de dezembro de 2013

20 de dezembro de 2013

lentamente


E lentamente volto à terra, onde é o meu lugar.

(♥) Paula

aprender a fiar




Acho que na vida as coisas não acontecem por acaso. Quando montei o ´stand' no último mercado e vi que à minha frente ia estar alguém que trabalhava com lã natural pensei nisso. Faz anos que gosto de lãs, de tricotar, de fazer croché (nada de especial, fiquei-me sempre pelas luvas, cachecóis e boinas) e há muitos anos também tive um projecto com lãs.

Faz anos que procurei meadas de pura lã, rústica, e sendo artesanal melhor. Fui reencontrá-la na Noruega, não artesanal mas pura, e aí voltou a vontade de recomeçar qualquer coisa. Foi com essa que experimentei as primeiras luvas de banho para usar com sabonete. Depois comprei o fio artesanal das ovelhas Churra Galega Mirandesa, há muito tempo namorado.

E foi então que conheci alguém que trabalha com lã natural há muitos anos - Qlã Artes Têxteis Naturais. Vi fiar, experimentei (tenho ali um 'montinho' de lã virgem, nem lavada nem penteada mas limpinha, para treinar; e mais um 'montinho', a branca - lavada e penteada, para experimentar. E ganhei um fuso em troca de um sabonete!

E se na  vida as coisas acontecerem por acaso, então, cabe-nos a nós tornar os acasos especiais.

(♥) Paula

18 de dezembro de 2013

calendula arvensis



Uma descoberta maravilhosa, literalmente. Maravilha silvestre - Calendula arvensis - descoberta no Mercado de Natal Amigo da Terra, em Almada, onde estive presente com o Grão da Terra.

Foi no 'stand' (1ª foto) da Quinta da Parreirinha que a vi e logo o meu olhar recuou no tempo, à memória de já ter visto aquela flor. Aquele cantinho* foi a minha perdição. Passei horas, de longe, a olhar e a deleitar o meu imaginário.

O campo está agora cheio destas Maravilhas. O cheiro é inconfundível, igual ao da Calendula officinalis, e as propriedades são inúmeras. As folhas, ricas em minerais e vitaminas são semelhantes, em valor nutricional, ao Dente de Leão - Taraxacum officinale.

Consulta adicional:
Jardim Botânico da UTAD
PFAF

* Por detrás daquele 'cantinho' está um imenso saber e um trabalho de anos. Muitos, de certeza!
(♥) Paula

2 de dezembro de 2013

invasoras


(...)
Saiu hoje no Jornal de Notícias a nona planta invasora em Portugal: erva-da-fortuna (Tradescantia fluminensis). (...)

via Espécies Invasoras em Portugal

(♥) Paula

27 de novembro de 2013

Churra Galega Mirandesa


Meadas de lã de ovelha Churra Galega Mirandesa, raça autóctone em vias de extinção. O fio é artesanal, inteiramente fiado e torcido à mão, e por isso mesmo não é possível comprar em grandes quantidades - como os sabonetes, sempre em pequenos lotes.

Meadas prontas a enrolar em forma de novelo para criar as luvas de banho colecção Ovelha Negra. Especialmente para o seu sabonete Grão da Terra.

A cor é inteiramente natural, não tendo sido o fio sujeito a qualquer processo de tintura.

E afinal também é disso que se trata quando falamos de artesanal, quantidades reduzidas, pequenos lotes. Longe do excesso, do desperdício, da massificação, num respeito pausado pelo tempo que um fio demora a tecer, pelo tempo que um sabonete demora a curar para se poder usar.

(♥) Paula

22 de novembro de 2013

escaravelho das palmeiras



Escaravelho vermelho (Rhynchophorus ferrugineus). Apesar de bonito é uma espécie que se tornou uma praga em Portugal, e não só. Também já chegou aqui. Telefonámos à Câmara Municipal para avisar e a resposta foi surpreendente, pela negativa: "Tem de cortar a árvore e eliminar os bichos", sem qualquer intervenção camarária de forma a limitar a propagação. Em Lisboa a Câmara enviou de imediato uma 'brigada especial' para tomar as devidas providências.

Até a Wikipédia refere, a negrito:
"Em Portugal, caso detecte algum sinal de infestação, contacte imediatamente a Direcção Geral de Agricultura e Pescas da sua região (ver contactos)"

No meio de tudo isto o pobre escaravelho (eu sei, anda a destruir centenas de palmeiras) só tem a sua população fora de controlo porque não tem predadores, aqui claro!

Paula