20 de janeiro de 2014

infusões


Infusões são o que normalmente chamamos de 'chás de ervas'; um punhado de ervas cobertas com água a ferver, ficando em repouso por alguns minutos. A quantidade de erva utilizada e o tempo de infusão depende do que queremos fazer com elas. Estas infusões têm a particularidade de serem de ervas, todas elas, cultivadas e colhidas por nós (digo nós porque sob uma forma ou outra há sempre ajuda).

Hoje fiz infusões de:
- Lavandula augustifolia (Alfazema)
- Calendula arvensis (Calêndula ou Maravilha silvestre)
- Platycladus orientalis (Tuia-da-china ou Árvore-da-vida)

Por serem um material leve, folhas e flores secas, o processo de extrair alguns dos seus componentes foi a infusão. Quando a planta é mais dura, mais lenhosa, é melhor a decoção, que consiste em colocar a planta/material vegetal em água, deixar levantar fervura  e manter em lume baixo por 15 minutos ou mais*.

*fonte informativa via  The Herbarium

Paula

13 de janeiro de 2014

luffas e outras coisas assim




{actualização de 10/11/2013}

Podiam ter sido colhidas mais cedo mas há sempre tantas tarefas que se sobrepõem e, por vezes (muitas), alguma coisa fica para trás. Mas fui muito a tempo! Para quem quer saber como é a colheita e o armazenamento de luffas este site explica muito bem (em inglês).

Estas foram lavadas com sabão de roupa Grão da Terra® e ficaram assim, branquinhas. De qualquer forma, quando colhidas no tempo certo e se não tiverem manchas, basta lavar com um jacto forte de água e ficam bem. Há quem use lixívia para branquear mas não é necessário nem aconselhável.

Parte das sementes vou guardar para fazer o viveiro, em Fevereiro, e transplantar em finais de Março depois das geadas; a outra parte retornará à associação que as facultou (não sei o nome pois as sementes chegaram-me por uma amiga).

E as flores, sempre as flores, coloridas e mágicas. Calendula arvensis, Calendula officinalis e uma experiência com Viola odorata.

Paula

11 de janeiro de 2014

sons da noite


Mesmo ao lado de casa, a duas vozes. Um deles mesmo pertinho (som do video), o outro mais longe, em diálogo.
São os sons da noite da gruta em que habito.

A maioria deles já os conheço e tenho, ainda, a felicidade de me surpreender com todos eles. Este não identifico, nunca escutei. Talvez tenha sido a Estrela a dizer-me que tudo está bem.

Louca? Não, só um pouco. São os sons da noite na tristeza da alma.

Sons da noite


Paula

5 de janeiro de 2014

urtigas


Um novo ciclo começa e que bom é recomeçarmos com ele. É sempre uma renovação e ao mesmo tempo um novo começo. E com este novo ciclo vêm as urtigas, uma erva silvestre preciosa:

- comem-se, em sopas, chá, batidos verdes ou de frutas ( utilizar as folhas jovens dado que as outras desenvolvem cistólitos, irritantes para os rins (ı)
- com elas se faz o chorume para adubar a terra, para tratar plantas e em preparados biodinâmicos utilizados na compostagem
- faço macerações (óleos enriquecidos) para utilizar no sabão de urtiga

Aqui explico como secamos as urtigas e aqui como fazemos o chorume.

(ı) Plants For A Future

Paula

30 de dezembro de 2013

21 de dezembro de 2013

20 de dezembro de 2013

lentamente


E lentamente volto à terra, onde é o meu lugar.

(♥) Paula

aprender a fiar




Acho que na vida as coisas não acontecem por acaso. Quando montei o ´stand' no último mercado e vi que à minha frente ia estar alguém que trabalhava com lã natural pensei nisso. Faz anos que gosto de lãs, de tricotar, de fazer croché (nada de especial, fiquei-me sempre pelas luvas, cachecóis e boinas) e há muitos anos também tive um projecto com lãs.

Faz anos que procurei meadas de pura lã, rústica, e sendo artesanal melhor. Fui reencontrá-la na Noruega, não artesanal mas pura, e aí voltou a vontade de recomeçar qualquer coisa. Foi com essa que experimentei as primeiras luvas de banho para usar com sabonete. Depois comprei o fio artesanal das ovelhas Churra Galega Mirandesa, há muito tempo namorado.

E foi então que conheci alguém que trabalha com lã natural há muitos anos - Qlã Artes Têxteis Naturais. Vi fiar, experimentei (tenho ali um 'montinho' de lã virgem, nem lavada nem penteada mas limpinha, para treinar; e mais um 'montinho', a branca - lavada e penteada, para experimentar. E ganhei um fuso em troca de um sabonete!

E se na  vida as coisas acontecerem por acaso, então, cabe-nos a nós tornar os acasos especiais.

(♥) Paula