3 de fevereiro de 2014

pele de laranja


Pele de laranja. Sim, porque é de pele que se trata - 'película ou casca de certos frutos'. Por aqui se descascam, o fruto come-se e a pele seca-se. Não é a melhor altura do ano para secagem mas é a altura das laranjas. E este ano estão maravilhosas, grandes e sumarentas!

A pele, depois de seca, tritura-se e com ela se podem fazer inúmeras coisas, como por exemplo: óleo macerado de laranja :).

Para secar descasca-se a laranja e raspa-se o bagaço (parte branca) - eu faço com uma colher - tentando manter-se a casca inteira. Podemos aproveitar um dia de sol e colocar as cascas dentro do carro por umas horas, deixando as janelas ligeiramente abertas. Funciona como um desidratador e fica meio caminho andado para elas acabarem de secar em lugar seco e abrigado.

Também é possível fazer farinha do bagaço, o melhor que a laranja tem. Eu como sempre!

Paula

1 de fevereiro de 2014

Violetas bravas e outras histórias


Violetas bravas (Viola canina) e outras flores.
Histórias de aromas, histórias de cores, experimentar (e conseguir?) colocar num sabão aquilo que os meus olhos vêm, aquilo que as minhas mãos tocam.

Não sei. Experiências, experiências, experiências.

E a natureza consegue ser infinitamente generosa. Se soubermos olhar quase (quase) nem precisaríamos de semear.



Paula

25 de janeiro de 2014

7 anos


Continuo com a velhinha Sony Ciber Shot de 5 megapixeis que comprei em 2006 - sete anos!! Na altura, para o meu bolso, custou-me os olhos da cara mas valeu a pena. Gosto de máquinas que funcionam bem, que duram e que cumpram a sua função sem grande aparato. Esta é, sem margem para dúvidas, uma extensão do meu olhar. Percebo pouco de fotografia mas esta máquina conheço-a bem.

Escolhi esta imagem porque (sem querer?) diz muito de mim; as cores, a madeira, três caixotes é o que levamos desta vida, não vale a pena carregar mais, e a papoila. Para além da palavra - PAPOILA - são as minhas flores preferidas. Em instantes morrem depois de as arrancarmos da terra e só são realmente bonitas se as deixarmos ficar no lugar onde pertencem.

A fotografia reúne todos os elementos que tenho vindo a trabalhar nos últimos sete anos e fecha, talvez, quem sabe, mais um ciclo da minha vida: sete anos. Sempre sete anos.

Sete anos no Monte das Sete Figueiras.
Sete anos de Trumbuctu.

Paula

20 de janeiro de 2014

infusões


Infusões são o que normalmente chamamos de 'chás de ervas'; um punhado de ervas cobertas com água a ferver, ficando em repouso por alguns minutos. A quantidade de erva utilizada e o tempo de infusão depende do que queremos fazer com elas. Estas infusões têm a particularidade de serem de ervas, todas elas, cultivadas e colhidas por nós (digo nós porque sob uma forma ou outra há sempre ajuda).

Hoje fiz infusões de:
- Lavandula augustifolia (Alfazema)
- Calendula arvensis (Calêndula ou Maravilha silvestre)
- Platycladus orientalis (Tuia-da-china ou Árvore-da-vida)

Por serem um material leve, folhas e flores secas, o processo de extrair alguns dos seus componentes foi a infusão. Quando a planta é mais dura, mais lenhosa, é melhor a decoção, que consiste em colocar a planta/material vegetal em água, deixar levantar fervura  e manter em lume baixo por 15 minutos ou mais*.

*fonte informativa via  The Herbarium

Paula

13 de janeiro de 2014

luffas e outras coisas assim




{actualização de 10/11/2013}

Podiam ter sido colhidas mais cedo mas há sempre tantas tarefas que se sobrepõem e, por vezes (muitas), alguma coisa fica para trás. Mas fui muito a tempo! Para quem quer saber como é a colheita e o armazenamento de luffas este site explica muito bem (em inglês).

Estas foram lavadas com sabão de roupa Grão da Terra® e ficaram assim, branquinhas. De qualquer forma, quando colhidas no tempo certo e se não tiverem manchas, basta lavar com um jacto forte de água e ficam bem. Há quem use lixívia para branquear mas não é necessário nem aconselhável.

Parte das sementes vou guardar para fazer o viveiro, em Fevereiro, e transplantar em finais de Março depois das geadas; a outra parte retornará à associação que as facultou (não sei o nome pois as sementes chegaram-me por uma amiga).

E as flores, sempre as flores, coloridas e mágicas. Calendula arvensis, Calendula officinalis e uma experiência com Viola odorata.

Paula

11 de janeiro de 2014

sons da noite


Mesmo ao lado de casa, a duas vozes. Um deles mesmo pertinho (som do video), o outro mais longe, em diálogo.
São os sons da noite da gruta em que habito.

A maioria deles já os conheço e tenho, ainda, a felicidade de me surpreender com todos eles. Este não identifico, nunca escutei. Talvez tenha sido a Estrela a dizer-me que tudo está bem.

Louca? Não, só um pouco. São os sons da noite na tristeza da alma.

Sons da noite


Paula

5 de janeiro de 2014

urtigas


Um novo ciclo começa e que bom é recomeçarmos com ele. É sempre uma renovação e ao mesmo tempo um novo começo. E com este novo ciclo vêm as urtigas, uma erva silvestre preciosa:

- comem-se, em sopas, chá, batidos verdes ou de frutas ( utilizar as folhas jovens dado que as outras desenvolvem cistólitos, irritantes para os rins (ı)
- com elas se faz o chorume para adubar a terra, para tratar plantas e em preparados biodinâmicos utilizados na compostagem
- faço macerações (óleos enriquecidos) para utilizar no sabão de urtiga

Aqui explico como secamos as urtigas e aqui como fazemos o chorume.

(ı) Plants For A Future

Paula

30 de dezembro de 2013