13 de fevereiro de 2014

fiandeiras


Para dar continuação às luvas de banho Grão da Terra®, chegou-me esta semana, pelo correio e pelas mãos duma artesã, artista/fiandeira e mais a descobrir - Qlâ Artes Têxteis Naturais, esta lã. Pelo olhar entende-se o fio, pelo toque a beleza duma arte e do que com ela se pode fazer.

Ofícios artesanais a divulgar e a promover, principalmente quando são de raiz nacional.

Paula

8 de fevereiro de 2014

Tobias


O Tobias acabou por ficar aqui no monte. E agora tem uma fotocópia dele mesmo: o Tim Tim. É igual só que em tamanho mais pequeno. Depois da chegada do Tim Tim oTobias tornou-se o gato mais feliz ao cimo da Terra e nos primeiros tempos andava vaidoso a ensinar ao outro as lides da 'quinta'.

O TimTim chegou num carro, 'à boleia' junto do motor, onde o calor cortava o frio que se fazia sentir na altura.

Tobias e Tim Tim, almas gémeas só por fora.

Paula

6 de fevereiro de 2014

contraponto



O que foi um dia a vista da minha dispensa é agora a vista do meu herbário.
Impermanência.
Semente/Fruto de semente.
Os lugares são aquilo que nós fazemos deles  e esse poder está em nós.

Paula

5 de fevereiro de 2014

Camané hipnotizado




Há cerca de um ano e tal, quando fui buscar o Camané, ele veio comigo no cesto da bicicleta, dentro de um saco. Coitado, tremia tanto, tanto ... devia pensar que ia para o tacho. Quando chegou, Milú e Violeta trataram de lhe mostrar os cantos à casa.

Hoje, tem dias, ou melhor fases, em que me deixa dar-lhe festas, fica quase hipnotizado. Quando paro mantém-se quieto por alguns minutos e depois, depois pensa que sou uma galinha e começa a arrastar-me a asa :)

E aí estão eles felizes, Camané e Violeta, soltos pelo terreno e a dormir na laranjeira, mesmo no meio deste temporal. Há gostos para tudo!

Paula

3 de fevereiro de 2014

pele de laranja


Pele de laranja. Sim, porque é de pele que se trata - 'película ou casca de certos frutos'. Por aqui se descascam, o fruto come-se e a pele seca-se. Não é a melhor altura do ano para secagem mas é a altura das laranjas. E este ano estão maravilhosas, grandes e sumarentas!

A pele, depois de seca, tritura-se e com ela se podem fazer inúmeras coisas, como por exemplo: óleo macerado de laranja :).

Para secar descasca-se a laranja e raspa-se o bagaço (parte branca) - eu faço com uma colher - tentando manter-se a casca inteira. Podemos aproveitar um dia de sol e colocar as cascas dentro do carro por umas horas, deixando as janelas ligeiramente abertas. Funciona como um desidratador e fica meio caminho andado para elas acabarem de secar em lugar seco e abrigado.

Também é possível fazer farinha do bagaço, o melhor que a laranja tem. Eu como sempre!

Paula

1 de fevereiro de 2014

Violetas bravas e outras histórias


Violetas bravas (Viola canina) e outras flores.
Histórias de aromas, histórias de cores, experimentar (e conseguir?) colocar num sabão aquilo que os meus olhos vêm, aquilo que as minhas mãos tocam.

Não sei. Experiências, experiências, experiências.

E a natureza consegue ser infinitamente generosa. Se soubermos olhar quase (quase) nem precisaríamos de semear.



Paula

25 de janeiro de 2014

7 anos


Continuo com a velhinha Sony Ciber Shot de 5 megapixeis que comprei em 2006 - sete anos!! Na altura, para o meu bolso, custou-me os olhos da cara mas valeu a pena. Gosto de máquinas que funcionam bem, que duram e que cumpram a sua função sem grande aparato. Esta é, sem margem para dúvidas, uma extensão do meu olhar. Percebo pouco de fotografia mas esta máquina conheço-a bem.

Escolhi esta imagem porque (sem querer?) diz muito de mim; as cores, a madeira, três caixotes é o que levamos desta vida, não vale a pena carregar mais, e a papoila. Para além da palavra - PAPOILA - são as minhas flores preferidas. Em instantes morrem depois de as arrancarmos da terra e só são realmente bonitas se as deixarmos ficar no lugar onde pertencem.

A fotografia reúne todos os elementos que tenho vindo a trabalhar nos últimos sete anos e fecha, talvez, quem sabe, mais um ciclo da minha vida: sete anos. Sempre sete anos.

Sete anos no Monte das Sete Figueiras.
Sete anos de Trumbuctu.

Paula

20 de janeiro de 2014

infusões


Infusões são o que normalmente chamamos de 'chás de ervas'; um punhado de ervas cobertas com água a ferver, ficando em repouso por alguns minutos. A quantidade de erva utilizada e o tempo de infusão depende do que queremos fazer com elas. Estas infusões têm a particularidade de serem de ervas, todas elas, cultivadas e colhidas por nós (digo nós porque sob uma forma ou outra há sempre ajuda).

Hoje fiz infusões de:
- Lavandula augustifolia (Alfazema)
- Calendula arvensis (Calêndula ou Maravilha silvestre)
- Platycladus orientalis (Tuia-da-china ou Árvore-da-vida)

Por serem um material leve, folhas e flores secas, o processo de extrair alguns dos seus componentes foi a infusão. Quando a planta é mais dura, mais lenhosa, é melhor a decoção, que consiste em colocar a planta/material vegetal em água, deixar levantar fervura  e manter em lume baixo por 15 minutos ou mais*.

*fonte informativa via  The Herbarium

Paula

13 de janeiro de 2014

luffas e outras coisas assim




{actualização de 10/11/2013}

Podiam ter sido colhidas mais cedo mas há sempre tantas tarefas que se sobrepõem e, por vezes (muitas), alguma coisa fica para trás. Mas fui muito a tempo! Para quem quer saber como é a colheita e o armazenamento de luffas este site explica muito bem (em inglês).

Estas foram lavadas com sabão de roupa Grão da Terra® e ficaram assim, branquinhas. De qualquer forma, quando colhidas no tempo certo e se não tiverem manchas, basta lavar com um jacto forte de água e ficam bem. Há quem use lixívia para branquear mas não é necessário nem aconselhável.

Parte das sementes vou guardar para fazer o viveiro, em Fevereiro, e transplantar em finais de Março depois das geadas; a outra parte retornará à associação que as facultou (não sei o nome pois as sementes chegaram-me por uma amiga).

E as flores, sempre as flores, coloridas e mágicas. Calendula arvensis, Calendula officinalis e uma experiência com Viola odorata.

Paula