14 de março de 2014

trumbuctus



Trumbuctu, literalmente, e em grande actividade. É a Primavera e com ela as feromonas a pairar aí no ar. Um mundo imenso num simples pé de malva silvestre: Trumbuctus (Lixus angustatus), joaninhas (não contei as pintas), aranhas, ovos de insecto, e muita vida.

1- Trumbuctu em acção :)
2 - Em cambalhota (conseguem ser muito criativos e kamasutricos).
3 - Tentando passar despercebido; às vezes parecem-se com os gatos (com o rabo de fora e acham que ninguém os vê).
4 - Encantado com uma joaninha; sim, está lá um, escondido.

Hoje, erva quase da minha altura (1,70m) toda cortada pelo Daniel, porque eu 'só' tenho duas mãos. Finalmente percebi isso!!

Paula

13 de março de 2014

ervas


Hoje andei a apanhar morugem, erva da qual já aqui falei. Desta vez não é para comer mas houve quem achasse o contrário: Camané, que logo chamou Violeta. E aqui ficou ainda um bom bocado debicando a erva.

Apanhei também urtiga, desta vez para fazer mais chorume. A horta está de novo a começar: tenho a ir para a terra: alfaces, cebolas, tomate, pimento e pepino. No intervalo comecei a fazer medas, da erva que já foi cortada, para ter material verde a utilizar no wc seco (já vai fazer três anos e muita água se poupou!!!)

E lá vou para a saga de organizar as sementes. Quem o faz sabe do que falo :)

Paula

23 de fevereiro de 2014

uma bela união


Sabão e lã, uma bela união. O resultado é um feltro, uma espécie de tecido não tecido.

Lembrei-me disto porque hoje fui buscar o meu vestido de burel. O burel não é feltro mas penso que existem algumas semelhanças. O vestido é lindo! E mais lindo ainda por ter dupla função: funciona como vestido ou túnica. Posso usar com calças, com saias ou só o vestido. E é quentinho, quentinho. Foi, e é, uma bela prenda de anos.

Portugal tem coisas lindas e o burel é uma delas!

Paula

PS - Qualquer dia ainda vou pastar ovelhas :)

17 de fevereiro de 2014

araçás e Campaniças


Sementes de araçá - rosa e amarelo - vindas dos Açores e de um lugar, que intuo, muito precioso. Obrigada Cecília! Venha a Primavera para as deitarmos à terra, porque este fruto é simplesmente delicioso. Neste momento a nossa pequena árvore continua a dar alguns.

Uma amostra de lã castanha de ovelha Campaniça, do Algarve, fiada à mão. Também ela - à semelhança da Churra Galega Mirandesa, da qual já aqui falei - ameaçada de extinção. Estas são raças autóctones portuguesas merecedores de serem preservadas.

Paula

13 de fevereiro de 2014

fiandeiras


Para dar continuação às luvas de banho Grão da Terra®, chegou-me esta semana, pelo correio e pelas mãos duma artesã, artista/fiandeira e mais a descobrir - Qlâ Artes Têxteis Naturais, esta lã. Pelo olhar entende-se o fio, pelo toque a beleza duma arte e do que com ela se pode fazer.

Ofícios artesanais a divulgar e a promover, principalmente quando são de raiz nacional.

Paula

8 de fevereiro de 2014

Tobias


O Tobias acabou por ficar aqui no monte. E agora tem uma fotocópia dele mesmo: o Tim Tim. É igual só que em tamanho mais pequeno. Depois da chegada do Tim Tim oTobias tornou-se o gato mais feliz ao cimo da Terra e nos primeiros tempos andava vaidoso a ensinar ao outro as lides da 'quinta'.

O TimTim chegou num carro, 'à boleia' junto do motor, onde o calor cortava o frio que se fazia sentir na altura.

Tobias e Tim Tim, almas gémeas só por fora.

Paula

6 de fevereiro de 2014

contraponto



O que foi um dia a vista da minha dispensa é agora a vista do meu herbário.
Impermanência.
Semente/Fruto de semente.
Os lugares são aquilo que nós fazemos deles  e esse poder está em nós.

Paula