23 de agosto de 2014

tomilho das dunas



Thymus carnosus Boiss - tomilho das dunas - o meu preferido de todos os tomilhos, um endemismo ibérico. O aroma é inconfundível e distingue-se bem (acho eu) de todos os outros tomilhos que conheço - maravilhoso.

É das suas flores que as abelhas do Sr. Francisco colhem o pólen de onde nasce o meu mel preferido. E por causa desta publicação fiquei a conhecer mais duas espécies de tomilho: Thymus canphoratus e Thymus capitellatus, que nunca vi.

Paula

18 de agosto de 2014

Agostos


2007 - "Cebola"

2009 - "A ler neste momento"


2010 - "Tratar a Terra"


2011 - "Colher para semear, secar para armazenar"

2013 - "Banhos de São Romão"


Agosto de 2014 - "É só poeira da caminhada que eu já fiz"

E muitos anos para ler deste diário...2006-2014.

Paula

25 de junho de 2014

chegou!!!


Chegou! Finalmente! Lã Churra Galega Mirandesa mas desta vez do Alentejo. É de produtores locais, como pretendo, e fará as luvas Grão da Terra® para 2014. O passo seguinte é lavar (?) e fiar (não eu, que não sei). Está muito limpa, sinal de que a ovelha foi bem tratada e em pasto livre - e veio de alguém muito especial.

Paula

8 de junho de 2014

curiosidades





Cápsulas de papoilas (Papaver). Nascem espontâneas, eventualmente de sementes trazidas pelos pássaros. Muito semelhante à cultivar 'Crimson Feathers' (Papaver somniferum, grupo laciniatum), um hibrido vulgarmente cultivado em Inglaterra.

Tupinambos - Helianthus tuberosus - também nascidos de forma espontânea, vindos já da primeira geração plantada por aqui.

'Vinhas das minhas, olivais dos meus pais, montados dos meus antepassados'.
Fico-me pelas 'vinhas das minhas'. Uma videira que vai no seu segundo ano e, espero, possa presentear-nos com este cacho de uvas; não é normal, uma videira normalmente começa a dar no terceiro ano.

Por fim, e por curiosidade, medi o pH da lixívia de cinzas. Como esperava, pH no máximo (alcalino). Usar luvas quando se manuseia e ter todos os cuidados como com qualquer produto de limpeza. Não é por ser natural que é inofensivo, desengane-se quem assim pensa.

20 de maio de 2014

perigos


Ontem deixei de ver a Violeta. Primeiro pensei que estivesse a por ovo, mas a manhã correu e continuou desaparecida. Pensei que afinal estaria já a chocar;  estou para encontrar o ninho há dias mas elas são mestres em camuflagem e nem sempre é fácil. À tarde, quando regressei, continuou desaparecida e algo me disse que deveria mesmo de encontrar o ninho. Procurei novamente nos locais habituais e nada. No último comecei a mexer numa rede-sombra arrumada na casinha das ferramentas, junto ao chão, e ela deu sinal de si. Levantei a rede e lá estava ela (!), com uma das patas presa em fios de rede sombra. Oh! Caramba, se não tivesse lá ido, pensando estar no choco, ali morreria presa nos fios da rede. Tinha um ovinho com ela e foi ali que escolheu o ninho.

Fiz um ninho noutro local e agora espero que o aceite, como já fez de outras vezes.

13 de maio de 2014

são rosas


São rosas, rosas de Santa Teresinha (cultivar Cecile Brunner). São lindas e delas emana um doce perfume, que envolve e me traz à lembrança a minha avó. Não sei de onde vieram; sei que a minha mãe sempre teve rosas nos seus jardins, e a mãe dela também. Ainda hoje há um jardim com rosas da minha avó.

Delas tirei as pétalas, agora ali a secar e a perfumar a casa. Neste momento respiro esse perfume.

Transplantámos, em Março, um pé desta roseira, já emaranhado em jasmim e outros arbustos. Ficou junto daquilo que um dia será um telheiro, para o cobrir durante todo o ano e nesta altura dizer-nos que a Primavera existe.

Paula

10 de maio de 2014

ainda do tempo


Ainda do tempo que queria para umas coisas e que dispenso noutras.
Pedaços do meu Alentejo, quase mármore, e mergulho nas memórias da minha infância junto do toucador da minha avó, no andar de cima da casa. Lugar proibido para as crianças, na altura. Subir aquelas escadas era uma aventura e o nervoso miudinho subia connosco.
Tudo num rolo (resto) de sabão de rosas.

PS- Fará hoje, à data desta publicação agendada, um ano e quatro meses que a Estrelinha partiu. Saudade.

Paula