24 de março de 2015

feltragem de lã


E que coisas maravilhosas se fazem feltrando lã.
Foi num workshop que fiz há dias, com Barbara Faber - uma artesã de arte em feltro. As flores são uma Íris e uma Papoila nascida de um acaso. Tudo feltrado com o meu sabão.

Deixa-me feliz poder entrelaçar ofícios.

Paula

8 de março de 2015

piro-gravador


Primeira experiência com o novo piro-gravador. Acho que desde a minha adolescência não trabalhava com uma coisa destas. Tem imensas pontas substituíveis o que permite diferentes tipos de traço.

A base foi o que sobrou do wc seco, já lá vão quase quatro anos sempre a funcionar, e o grão nem sabia que ia nascer - no centro um sabão com dois anos ainda em perfeito estado. Há quase quatro anos este bocado de madeira por aqui andava; eu sabia que haveria de fazer alguma coisa com ele pela forma do corte que o tico-tico deixou.

Os ciclos fecham-se, no bom sentido, e foi sempre isso que quis. Reduzir o mais possível o 'desperdício' das actividades do dia-a-dia. O grão nasce da terra e para ela volta, num ciclo infinito de transformação.

Paula

19 de fevereiro de 2015

paixões






Sinto-me como as pequeninas sementes,  Cravos da Índia  anões (Tagetes patula) à janela e em estufa, a emergir do solo, a romper a terra. Como algo aparentemente tão frágil consegue vencer aquela barreira de solo na procura da luz?

Este foi um bom ano de urtiga (Urtica dioica), húmido e chuvoso. Podemos fazer tantas coisas com ela:
- comer crua, cozinhada ou em batidos com maçã.
- fazer adubo
- óleos
- chá

Morugem (Stellaria media). Sobre esta erva uma ficha completa aqui. O Camané adora, erva das galinhas.

A primeira luva Grão da Terra feita com lã de Ovelha Churra do Algarve, de um produtor local. Lavada por mim e fiada por uma artesã local, Barbara Faber (com pouca coisa disponível na net), trabalha em feltro com uma imensa mestria e tem um trabalho pelo qual  nutro profunda admiração.

Camané e Violeta à porta do 'restaurante'. Todos os dias aparecem para ver se há algum grãozinho.

Paula

27 de janeiro de 2015

novas pragas

Depois do escaravelho, ainda não controlado,  uma nova praga - Xylella fastidiosa - a destruir olivais em Apúlia, Itália. Ou a natureza a procurar encontrar o seu equilíbrio.

Bactéria que está a matar oliveiras na Itália deve propagar-se a outros países da UE

via Naturlink

23 de janeiro de 2015

erosão do solo


imagem via Goods Home Design
Através desta simples experiência podemos perceber qual a importância da cobertura do solo, principalmente com plantas vivas.

via Goods Home Design

Mais um desabafo relativamente à publicação anterior: cobrir o solo com rede sombra, ou telas anti erva, para evitar o crescimento de ervas daninhas aumenta a margem de lucro do negócio (evita máquinas ou mão de obra) mas destrói o solo de formas irreparáveis - integrar/consociar culturas e não separar. Onde está a sustentabilidade, se é que posso perguntar, destes emergentes projectos de que tanto se fala como modelos viáveis de negócio?

Paula

'pequena-grande' escala

Centro de Excelência para a Valorização dos Recursos Mediterrânicos
Gosto de ver que finalmente os nossos recursos, tão nossos, tão mediterrânicos, começam a ser valorizados. Torço um pouco o nariz a estas designações de "Centros de excelência" mas louvo as iniciativas. Agrada-me, igualmente, ler alguns apontamentos sobre Permacultura no meio de textos de "excelência", "empreendedorismo", "sustentabilidade".

EPAM – Empreender na Fileira das PAM em Portugal
Um site que agrega muita informação, alguma bastante útil, e nos permite fazer uma análise de como está o nosso país em termos de Produtores de Aromáticas. Interessante.

Rede Rural Nacional
Um exemplo de integrar em vez de separar, pessoas e não formas de cultivo. Pode ser uma plataforma interessante para encontrar informação e não só. Ainda em desenvolvimento.

Desabafo: Não sei se sabem mas cultivar aromáticas em massa - ou seja o que for - de sustentável não tem nada. Continuamos a repetir o mesmo padrão de cultivo, separar em vez de integrar. Não sei se sabem mas pelo ambiente isso pouco faz e pela Terra? Nem comento.

O lucro mantém-se como meta a atingir, agora revestido por palavras bonitas como empreender, dinamizar, sustentável, etc. Palavras há muitas, como chapéus!

Paula

5 de janeiro de 2015

Bioparques

Seria bom pensarmos mais vezes por que MÂOS passa aquilo que pomos no prato.

Bioparques - México. Grande produtora agrícola exportadora para os EUA:
- trabalho escravo
- trabalho infantil
- fome
- ausência completa de condições de trabalho (dormem em chão de cimento com escorpiões a passear pelos seus corpos)
- trabalham, trabalham, trabalham e não ganham nada

in Los Angeles Times

E as grandes promoções dos supermercados são, tão só, a 'despromoção' (desrespeito, humilhação, formas modernas de escravatura) de alguém, de muitos. E ainda há quem questione o slogan "compre local, compre a quem produz".
A indiferença mata e pactua com os opressores.