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13 de junho de 2015

da generosidade da Natureza


Um fruto lindo, tropical, mas não sei o que é. O sabor fica entre o doce e a especiaria.
Mirtilos, ainda em vaso ...
Damascos, o primeiro ano que dá fruto.
Araçás, a frutificar pela segunda vez. A primeira foi em Fevereiro.

Todas estas árvores/arbusto foram plantadas há cerca de três anos, excepto os Mirtilos que, coitados, continuam no vaso (nesse ano plantei umas dezasseis árvores). E já comemos nêsperas, laranjas, ameixas e araçás. E o melhor de tudo é apetecer-nos fruta e ela estar à distância de um braço.

A Natureza pode ser mesmo muito generosa.

28 de março de 2014

boas notícias


Depois de ter colocado a parte das folhas mergulhada em água, cerca de uma semana ou dez dias, raízes começaram a surgir. Coloquei na terra mas sem grande esperança que fosse dar alguma coisa. Pensei mesmo que iria apodrecer, principalmente com o inverno chuvoso que tivemos. E ali ficou, o 'couto' de abacaxi, num canteiro mais abandonado do que tratado.

Há dias andei por lá a tirar erva e reparei que, apesar das folhas não terem muito bom aspecto, aparentemente não tinha morrido nem apodrecido. Um olhar mais atento revelou-me que para além de não ter morrido um rebento nasceu!!! Pequenino, cerca de sete centímetros, mas um rebento. Será que vou ter um abacaxizeiro?

Paula

17 de fevereiro de 2014

araçás e Campaniças


Sementes de araçá - rosa e amarelo - vindas dos Açores e de um lugar, que intuo, muito precioso. Obrigada Cecília! Venha a Primavera para as deitarmos à terra, porque este fruto é simplesmente delicioso. Neste momento a nossa pequena árvore continua a dar alguns.

Uma amostra de lã castanha de ovelha Campaniça, do Algarve, fiada à mão. Também ela - à semelhança da Churra Galega Mirandesa, da qual já aqui falei - ameaçada de extinção. Estas são raças autóctones portuguesas merecedores de serem preservadas.

Paula

9 de outubro de 2013

alegria das alegrias



Ainda há dias passei pela árvore e os frutos estavam pequenos e verdes. Hoje, para meu espanto, alegria das alegrias, muitas bolinhas vermelhas, maduras e prontas  a apanhar - araçá rosa, para mim um fruto dos deuses. Adoro!

A árvore foi plantada em 2011 e no segundo ano deu logo frutos. Ainda é pequena, com cerca de 1,60 m, e a conta de frutos que dá é este prato e talvez mais um (ainda há frutos verdes). Tenho de tratá-la melhor ... e guardar sementes para plantar mais tarde, na Primavera penso eu.

(♥) Paula

22 de fevereiro de 2013

azeite para um ano


No ano passado tinha falado com a D. Aldina, uma senhora que conheci num dos trabalhos que fiz, e ela tinha andado na apanha da azeitona - o lagar daqui, como tantos outros, aceita azeitona apanhada do chão que depois se troca por azeite. Ela apanhou tanta que ficou com azeite para três anos. Três anos!!! Está habituada e, realmente, a apanhar azeitona é uma "máquina".

Quando regressei da Noruega, na altura da apanha, lembrei-me de falar de novo com ela e saber como era. Foi comigo, ensinou-me, ajudou-me (enchia dois baldes enquanto eu enchia um) e foi uma parceira. Consegui, em meia dúzia de dias, 120 kg de azeitona, a maioria deles sozinha, e na troca deram-me 20L de azeite. Quatro belos garrafões com azeite para o gasto cá de casa durante o resto do ano.

Este ano vou de novo, apesar de ser duro. E espero que, com o que tem chovido, seja um ano melhor e traga azeitona mais grada.

   (♥) Paula

18 de março de 2012

o acordar da Primavera






Por ordem de sequência as árvores
ameixieira branca, plantei três; limoeiro, quase morreu com a geada mas a recuperar; salgueiro, estou determinada a que fique como um que tivemos, frondoso, mas que teve de ser cortado; diospireiro; nectarina, ainda uma árvore muito nova; pessegueiro, podas que a minha fez quando no local onde conhecemos esta casa;  romanzeira - no ano passado deu duas ou três romãs - ainda jovem; e uma das pereiras, que o ano passado já deu algumas peras. E as laranjeiras já com alguma flor.Há mais mas ainda só com brotos.

   (♥) Paula

20 de dezembro de 2011

vala em curva de nível (swale)





Finalmente pronta! Não está feita exactamente como os vários esquemas consultados mas para uma primeira vez acho que posso estar contente, vai cumprir a função: linha estruturante para a futura horta permanente. Irei fazer as camas seguindo o contorno da vala e segundo linhas com pontos também à mesma cota. Ao requisito principal obedeceu, feita através de pontos marcados à mesma cota com este instrumento, embora devesse ter ficado um pouco mais larga (já não tinha braços para mais). Já mostrei aqui uma vala destas onde, pelas características de inclinação acentuada do terreno, se pode observar um melhor resultado. Nesse post explico um pouco também sobre o porquê deste tipo de intervenção no terreno.

Plantei cerca de dezoito árvores entre ameixoeiras brancas, pessegueiros, uma pitangueira, um araçá, um loureiro, dois sobreiros e uma azinheira; transplantei uma nogueira, os mirtilos e, noutra zona, mais citrinos. Nos combros e a oeste (direita) tremocilha, ervilhaca, algumas favas e ervilha palha. Se os cães deixarem, andam malucos com a vala, daqui a um mês a paisagem estará bem diferente.

PS- A primeira e última fotografia foram tiradas de lados opostos relativamente às outras duas.

22 de abril de 2011

limpar as laranjeiras




Limpar, ou abrir, as laranjeira significa fazer uma pequena poda de forma a que a árvore fique mais aberta. Não sou muito adepta de podas, mas neste caso acho que é benéfico; a árvore 'respira' melhor, entra mais ar e luz no interior da copa e por isso fica menos vulnerável a fungos e outros parasitas. À medida que ia cortando os ramos pedia-lhe desculpa. Procurei fazer com o maior cuidado pois as árvores também choram.

Nunca tinha feito este trabalho e pedi à Zília que me explicasse como o fazer. Disse-me também não saber bem mas lá me mostrou. Comecei o trabalho e procurei não cortar demais. Foram  três laranjeiras, uma por dia, e na última até fiquei sentada no meio da copa para perceber melhor quais os ramos a cortar. Ficou uma por limpar porque um casal de melros decidiu fazer lá o seu ninho, como em Maio e Junho de 2009, aproveitando a palha que espalhámos para cobrir a camas da horta. Ainda chegámos a ver a fêmea nessa tarefa. Vamos ter de esperar que a prole largue o ninho.

Na primeira imagem a laranjeira já podada, na segunda a laranjeira onde está o ninho e na última a mãe melra.

24 de março de 2011

árvore






A semente dorme na
placenta, húmida, da
Terra. Mas começam a
percorrê-la murmúrios
de água e Primavera.
Torna-se raiz e caule,
que irrompe da sua
prisão sem luz para
beber os ventos e a
claridade do dia. O
tronco firma-se como
um mastro e caminha
para os céus, claros,
num apelo a ninhos.
Em breve, brevezinho,
desfralda-se em ramos
e folhas que atraem
uma floração de asas e
de cânticos. E a árvore
começa a ser, a dar e a
permitir vida.

Luísa Dacosta

Agradeço ao Pinto Pançudo ter-me dado a conhecer este poema. Estão assim as árvores da nossa horta, floridas. Nectarinas (Prunus persica), figueiras (Pingo de Mel e Figo Preto), as ameixeiras e as laranjeiras, ainda carregadas de laranjas. Outras, "em breve, brevezinho (...) começam a ser, a dar e a permitir vida"

6 de fevereiro de 2011

tamarilhos


Cyphomandra betacea
 
Tamarilho ou tomate arbóreo. É uma espécie arbustiva que se pode tornar numa pequena árvore. Os frutos cheiram a maracujá e são ricos em potássio, vitamina A e C.

As variedades aparentemente conhecidas são as de fruto vermelho e amarelo. O fruto amarelo é mais indicado para preservação devido ao seu sabor mais intenso.

Propagação
Por semente ou por estaca. As plantas nascidas de semente dão árvores mais altas, erectas e ramificadas, ideais para locais mais abrigados do vento; as estacas originam plantas de porte mais baixo, arbustivo, melhor adaptadas a locais ventosos. São plantas que gostam de plena exposição solar, solos ricos e bem drenados.

29 de setembro de 2010

as surpresas do limoeiro


A primeira surpresa veio trazida pela minha mãe. Quando se acercou do limoeiro para ir buscar um limão viu um ninho de rola brava. Rola brava porque voou quando ela se aproximou.

23 de setembro de 2010

mosca branca dos citrinos


Ataque de mosca branca dos citrinos Aleurothrixus floccosus (Maskell)

Os citrinos estão todos assim, laranjeiras, tangerineiras e nem sei se o limoeiro também não estará. Embora seja um tratamento aceite em agricultura biológica preferia encontrar outro método que não a calda bordalesa. Em Permacultura não sei como resolvem este tipo de problema. Se as deixarmos assim corremos o risco de não haver fruta no Inverno. As vespas lá andam de roda das árvores, muito atarefadas, mas já não dão conta do recado.

De pulverizador às costas, com calda bordalesa, foram as laranjeiras tratadas. A próxima pulverização será em Dezembro, em dia sem chuva e depois novamente em Fevereiro.

Uma bom artigo sobre a mosca branca dos citrinos na Quinta do Sargaçal.

29 de abril de 2010

23 de março de 2010

nectarinas e rainha-cláudia


As árvores jovens têm tido alguma dificuldade em vingarem. Duas das macieiras, Riscadinha e Red(?), que plantámos o ano passado morreram. Todas as outras se têm mantido mas com alguma dificuldade (acho que deve ser falta de água e alimento). Há cerca de qinze dias plantámos uma nectarina e uma rainha-cláudia: a nectarina já está em flor e a outra

2 de fevereiro de 2010

clementinas e tangerinas


Chegaram em Janeiro, uma clementina (clementineira??) e uma tangerineira para preencher espaços vazios no pomar. Queremos diversificar as árvores de fruto e tentar ter fruta o ano todo. Por agora temos a dar fruto ao longo do ano laranjeiras, nespereiras, dióspireiro, tangerineira (já velhinha), limoeiro, ameixieiras e figueiras; sem nunca ter frutificado um castanheiro e pereiras e macieiras ainda muito novas para mostrarem os sue rebentos. Se estivessem todas a produzir fruta não faltaria.

26 de maio de 2009

ameixieira


Na imagem está um tronco de ameixieira. Não sei o que serão as protuberâncias que se vêem. Cancro bacteriano?? Do que já li, pouco me ajudou a deslindar e são poucas as imagens encontradas para poder comparar com certezas.

Estas massas, de cor acastanhada, são compactas, duras e bem fixadas ao tronco mas arrancam-se com relativa facilidade, com auxílio de um objecto com "lâmina".

Alguém sabe o que possa ser?

13 de abril de 2008

sementeira 2008 - calendário


Decidi colocar em forma de calendário todas as espécies plantadas/semeadas aqui no monte. Desta formam, dado a minha inexperiência, consigo ter um controlo maior sobre a sementeira: se nasceu ou não, quanto tempo demorou a desenvolver, qual a altura para transplantar (quando é o caso), quando vai dar semente, altura para colher sementes, entre tnatas outras coisas.

Ao longo do ano vai sendo actualizado com novos registos e desta forma já estou a preparar e a facilitar o trabalho do próximo ano, além de que também poderá ser útil a algumas pessoas que passam por aqui.

No Trumbuctário está o acesso directo para leitura em Sementeira 2008.