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8 de junho de 2014

curiosidades





Cápsulas de papoilas (Papaver). Nascem espontâneas, eventualmente de sementes trazidas pelos pássaros. Muito semelhante à cultivar 'Crimson Feathers' (Papaver somniferum, grupo laciniatum), um hibrido vulgarmente cultivado em Inglaterra.

Tupinambos - Helianthus tuberosus - também nascidos de forma espontânea, vindos já da primeira geração plantada por aqui.

'Vinhas das minhas, olivais dos meus pais, montados dos meus antepassados'.
Fico-me pelas 'vinhas das minhas'. Uma videira que vai no seu segundo ano e, espero, possa presentear-nos com este cacho de uvas; não é normal, uma videira normalmente começa a dar no terceiro ano.

Por fim, e por curiosidade, medi o pH da lixívia de cinzas. Como esperava, pH no máximo (alcalino). Usar luvas quando se manuseia e ter todos os cuidados como com qualquer produto de limpeza. Não é por ser natural que é inofensivo, desengane-se quem assim pensa.

27 de abril de 2014

truques e 'destruques'


Andamos sempre nisto, todos os anos novas tentativas para podermos ter morangos, feijão, luffas, etc, etc. Este ano o caracol decidiu procriar vertiginosamente, são colónias imensas espalhadas por aí e tudo o que é plantinha tem de ser extremosamente protegida até atingir um tamanho razoável. Folha tenra desaparece em segundos.

Procurando fintar o caracol, e outra bicharada, este ano plantei alguns pés de morango nas paletes que servem de vedação à horta. Ainda não estão a dar em pleno mas já percebi que vou comer morango. Não é mais do que uma floreira improvisada que com terra muito rica permitirá o pleno desenvolvimento dos morangueiros. Fica tudo mais fácil: basta colher sem ser preciso lavar, as podas que irão nascer serão mais fáceis de cortar - para preparar os morangos do próximo ano - e tudo isto de pé, fica bonito e logo se veem os morangos que estão prontos a colher.

Prefiro pouco mas bom.

17 de fevereiro de 2014

araçás e Campaniças


Sementes de araçá - rosa e amarelo - vindas dos Açores e de um lugar, que intuo, muito precioso. Obrigada Cecília! Venha a Primavera para as deitarmos à terra, porque este fruto é simplesmente delicioso. Neste momento a nossa pequena árvore continua a dar alguns.

Uma amostra de lã castanha de ovelha Campaniça, do Algarve, fiada à mão. Também ela - à semelhança da Churra Galega Mirandesa, da qual já aqui falei - ameaçada de extinção. Estas são raças autóctones portuguesas merecedores de serem preservadas.

Paula

3 de fevereiro de 2014

pele de laranja


Pele de laranja. Sim, porque é de pele que se trata - 'película ou casca de certos frutos'. Por aqui se descascam, o fruto come-se e a pele seca-se. Não é a melhor altura do ano para secagem mas é a altura das laranjas. E este ano estão maravilhosas, grandes e sumarentas!

A pele, depois de seca, tritura-se e com ela se podem fazer inúmeras coisas, como por exemplo: óleo macerado de laranja :).

Para secar descasca-se a laranja e raspa-se o bagaço (parte branca) - eu faço com uma colher - tentando manter-se a casca inteira. Podemos aproveitar um dia de sol e colocar as cascas dentro do carro por umas horas, deixando as janelas ligeiramente abertas. Funciona como um desidratador e fica meio caminho andado para elas acabarem de secar em lugar seco e abrigado.

Também é possível fazer farinha do bagaço, o melhor que a laranja tem. Eu como sempre!

Paula

16 de outubro de 2013

da passagem do tempo


Quando pensamos em ter árvores de fruto que nos possam presentear durante a maior parte do ano vejo que é tarefa árdua. Os figos vieram no inicio de Setembro e nem ao fim dele chegaram, pelas chuvas que vieram; os dióspiros (a árvore também é pequenina) foi questão de dias, com boa vontade umas duas semanas. E agora? O que se segue?

Ah, mas tenho uma boa novidade. Arranjei maçãs Riscadinha de Setúbal, de cultura verdadeiramente biológica, isto é, o quase total abandono. No próximo ano vou experimentar plantar porque destas árvores semente que cai ao chão faz-se árvore também. Isto dito pelo arrendatário do terreno.

Já não sei se o tempo passa rápido ou se sou eu que ando distraída.

(♥) Paula

14 de outubro de 2013

tantas coisas, e às vezes parece tão pouco






Mais uma tigela de araçás, e há mais a amadurecer.
Lúcia-lima (Aloysia citrodora) e erva príncipe (Cymbopogon citratus) acabadas de colher; para fazer óleo macerado.
Testando aromas com óleos essenciais.
Óleo de cedro macerado artesanalmente, a frio.
Feito hoje, um lote de sabão de alfazema.

Paula

31 de agosto de 2011

estranhos frutos




[actualização de 14/08/11]
Estranhos frutos estes. O primeiro, kiwano, kino ou pepino africano, Cucumis metuliferus, oriundo do deserto de Calaari é uma trepadora anual da família das curcubitáceas. Toda a planta é comestível, fruto, folhas e sementes, as quais possuem propriedades vermífugas; depois de moídas e transformadas em pó pode fazer-se uma emulsão com água e consumir-se. [1] Não o temos por cá mas, segundo li, já é plantado em Portugal. O que me atrai neste fruto é a casca já colocada a secar, o sabor nem por isso. As sementes também vou guardar mas tenho dúvidas se as irei semear. A introdução de espécies exóticas é uma questão a ponderar, sempre, pois as implicações ambientais podem ser imprevisíveis. Uma delas pode ser a introdução de insectos sem predadores, transformando-se assim em novas pragas.

O segundo fruto, luffa - Luffa - foi a única planta, das quatro que me deram, que frutificou. Ainda só tem um único fruto (e é só dele que necessito para guardar as sementes) mas não sei se irá sobreviver. Parece-me já muito tarde.

7 de agosto de 2011

(( ----- ))





Depois de um parêntesis na minha vida, um vou ali e já volto, retomo lentamente o que ficou, aparentemente, abandonado. Na horta cresce muita erva mas no meio dela os frutos deliciosos que serviram o nosso almoço. Uma doce melancia com amoras silvestres, physalis e uma maçã, regadas com sumo de limão. Sim, continuo com este tipo de alimentação e vou muitas vezes encontrar inspiração no Diário de uma krud, como aconteceu com esta terrina-melancia.

Com o Verão e o sol só me apetece praia, mar, muito mar e muita música. Foi no Kabaret Patafísico que retomei o gosto de ouvir música. Comprei um mp3 pequenino, no tamanho e no preço, e com ele viajo para mundos distantes, principalmente no trabalho ":) Com o sol vem também a possibilidade de preparar alimentos para o inverno: pimentos a secar.

Cabacinhas ornamentais (Curcubita pepo), que nasceram espontâneas, para os meus projectos.

E a colheita de ontem: melancia, meloa, pepino, feijão de sequeiro, tomate, cebola e sementes de alho-francês. As abóboras são ainda do ano passado.

11 de maio de 2011

kiwis em flor



Penso ter sido no ano passado que trouxemos kiwis para a horta, uma macho e duas fêmeas. Duas das plantas perderam-se, por falta de atenção, e ficámos só com uma. Distinguir entre umas e outras parecia tarefa difícil; toda a gente nos dizia que não se consegue fazer. Faltou dizer foi que a distinção se faz através da flor. Como não sabíamos o que estava por cá comprámos uma fêmea, assim ficaríamos com um "casal" ou, na pior das hipóteses, com duas fêmeas.

Entretanto reparei que o "sobrevivente" está a começar a dar flor e por ela soube que se trata de um macho. Acertámos na compra do segundo exemplar! Isto se a informação encontrada na UBC Botanical Garden estiver correcta, onde encontrei imagens das flores masculinas e das femininas.

O kiwi para dar fruto precisa duma planta macho e uma ou mais fêmeas, até sete no máximo, para dar fruto. Estamos a construir um alpendre onde colocaremos a planta feminina, para aí dar fruto e só precisarmos de esticar a mão para os saborear sob a sua sombra ":O)

25 de abril de 2011

da horta




[Actualização de 28.03.11]
Após várias soluções ineficazes para evitar os caracóis consegui uma que os impede de comerem as plantinhas do viveiro. Cobri os tabuleiros de sementeira com uma gaze fina, que se utiliza na protecção de pequenas árvores, e enterrei-a de forma a não deixar entrada nenhuma. Foi remédio santo, nem uma planta sequer trincada. Esta cobertura permite a entrada de luz, de humidade e mantém uma boa temperatura facilitando a germinação.

Tudo nasceu excepto os pimentos, de origem algo duvidosa. Até os tamarilhos, que eu pensei já não germinarem, despontaram agora - levaram quase um mês para nascer. Prontas para irem para a terra abóboras hokaido, courgetes, meloas e melancias.

Mas as surpresas continuam! O kiwi está lindo, depois de o desembaraçarmos da vedação e de encaminharmos os ramos para começarem a trepar; o funcho também, brilhando de verde, filho duma destas plantas semeadas nesta altura.

4 de fevereiro de 2011

physalis


Physalis sp.

Planta arbustiva da família das Solenáceas (tomate, beringela ...), muito frágil e que dá estes frutos amarelos, deliciosos. Dada a fragilidade dos seus ramos, que quebram facilmente, precisa de ser tutorada.

Gosta de solos arenosos, pobres em matéria orgânica, uma boa exposição solar, ao abrigo do vento, e boas  regas mas sem encharcamento. Pode ser cultivada por semente ou por estaca. Não sei quando é a altura para apanhar os frutos nem da sementeira. Nós temos estado a fazer estacas com sucesso e comer com gosto ":O)

22 de junho de 2007

Ameixas


Hoje foi dia de apanhar ameixas. R. é um especialista a apanhar fruta e de grande ajuda, apanhou cerca de 30Kg ou mais. Estão junto das ervas aromáticas que estão a secar: hortelã-pimenta e mostarda para colher semente. Na próxima semana haverá mais compota.