27 de janeiro de 2015

23 de janeiro de 2015

erosão do solo


imagem via Goods Home Design
Através desta simples experiência podemos perceber qual a importância da cobertura do solo, principalmente com plantas vivas.

via Goods Home Design

Mais um desabafo relativamente à publicação anterior: cobrir o solo com rede sombra, ou telas anti erva, para evitar o crescimento de ervas daninhas aumenta a margem de lucro do negócio (evita máquinas ou mão de obra) mas destrói o solo de formas irreparáveis - integrar/consociar culturas e não separar. Onde está a sustentabilidade, se é que posso perguntar, destes emergentes projectos de que tanto se fala como modelos viáveis de negócio?

Paula

'pequena-grande' escala

Centro de Excelência para a Valorização dos Recursos Mediterrânicos
Gosto de ver que finalmente os nossos recursos, tão nossos, tão mediterrânicos, começam a ser valorizados. Torço um pouco o nariz a estas designações de "Centros de excelência" mas louvo as iniciativas. Agrada-me, igualmente, ler alguns apontamentos sobre Permacultura no meio de textos de "excelência", "empreendedorismo", "sustentabilidade".

EPAM – Empreender na Fileira das PAM em Portugal
Um site que agrega muita informação, alguma bastante útil, e nos permite fazer uma análise de como está o nosso país em termos de Produtores de Aromáticas. Interessante.

Rede Rural Nacional
Um exemplo de integrar em vez de separar, pessoas e não formas de cultivo. Pode ser uma plataforma interessante para encontrar informação e não só. Ainda em desenvolvimento.

Desabafo: Não sei se sabem mas cultivar aromáticas em massa - ou seja o que for - de sustentável não tem nada. Continuamos a repetir o mesmo padrão de cultivo, separar em vez de integrar. Não sei se sabem mas pelo ambiente isso pouco faz e pela Terra? Nem comento.

O lucro mantém-se como meta a atingir, agora revestido por palavras bonitas como empreender, dinamizar, sustentável, etc. Palavras há muitas, como chapéus!

Paula

5 de janeiro de 2015

Bioparques

Seria bom pensarmos mais vezes por que MÂOS passa aquilo que pomos no prato.

Bioparques - México. Grande produtora agrícola exportadora para os EUA:
- trabalho escravo
- trabalho infantil
- fome
- ausência completa de condições de trabalho (dormem em chão de cimento com escorpiões a passear pelos seus corpos)
- trabalham, trabalham, trabalham e não ganham nada

in Los Angeles Times

E as grandes promoções dos supermercados são, tão só, a 'despromoção' (desrespeito, humilhação, formas modernas de escravatura) de alguém, de muitos. E ainda há quem questione o slogan "compre local, compre a quem produz".
A indiferença mata e pactua com os opressores.

3 de janeiro de 2015

pib ou fib?



"Ouvi dizer que no Botão não existe produto interno bruto e sim felicidade interna bruta."

Um filme a não perder.

Paula

2 de janeiro de 2015

cera natural para móveis


Foi assim que comecei o primeiro dia do ano, a fazer cera para móveis. A receita é simples e eficaz. É um pouco difícil de espalhar mas substitui na perfeição qualquer produto para conservar a madeira. É natural e não é tóxico.

No meu caso utilizei óleo de linhaça, mas pode usar-se qualquer óleo. De preferência incolor e que não rance rapidamente (azeite, por exemplo).

1 parte de cera de abelhas
3 partes de óleo

Derreter a cera de abelhas em Banho Maria. Quando estiver liquida juntar ao óleo, mexer e verter no recipiente de armazenamento. Deixar arrefecer - a mistura vai endurecer ficando uma pasta maleável - e fechar o recipiente. Podem ainda fazer experiências com cor, utilizando ingredientes naturais como a argila rosa, o açafrão, casca de pinheiro em pó. De inverno e com a salamandra acesa aproveitamos a fonte de calor para estas actividades. Em meia hora têm um pote feito.

Utilizar produtos apícolas, na minha modesta opinião, é uma forma de incentivar pequenos produtores e contribuir para a conservação e manutenção de colmeias. Sem as abelhas não conseguiríamos viver. Mesmo com um Banco Mundial de Sementes (do qual tenho sérias dúvidas que nos possa valer em caso de catástrofe).

Gestos importantes para cuidarmos da Terra, gestos importantes para contrariarmos um sistema financeiro selvagem e cruel. Ler este artigo - tão bem escrito pelo José Rui, da Quinta do Sargaçal - e não deixem de ver o documentário.

É imperativo reduzir o consumo, embora o que mais se oiça é precisamente o contrário: é imperativo aumentar o consumo em prol da revitalização das economias. Até um dia ... BUMM!!!!

Paula