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10 de abril de 2012

jasmim, alecrim e outras coisas assim






Eu sei, eu sei. As actualizações não têm sido muito frequentes mas já faz algum tempo que o meu acesso à internet não é dos melhores. Também me resta pouca paciência para tratar com call centers, atrás dos quais as empresas se escondem. E a vida tem tanto para viver que às vezes sobra pouco tempo para vir aqui. Mas a horta, essa, faz parte de mim todos os dias.

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No Domingo andei a colher flores de jasmim e alecrim para fazer óleo. Semeei cravínias, mostarda branca e amores perfeitos, plantei bolbos de anémonas e transplantei algumas flores de vaso para canteiro.

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O galinheiro está quase pronto! Insisto em não fazer planos em papel e sou frequentemente confrontada com dificuldades de execução, problemas que deviam ter sido resolvidos no papel. Demoro mais tempo, desespero, mas no fim tudo se resolve; já só faltam as portas, nos topos, para acesso ao comedouro e ao ninho. A Milú está quase em casa!

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Salada de favas florida com borragem borragem-bastarda (Anchusa azurea). Fui a casa de um amigo que tem um campo imenso de borragem borragem-bastarda. Sexta-feira volto lá para apanhar mais flores.

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 O lugar preferido da Estrela, junto da melhor figueira que temos por cá.

   (♥) Paula

4 de julho de 2011

a caminho duma horta suspensa






Um alpendre. Foi uma das tarefas que nos tomou bastante tempo nas últimas semanas. O mais demorado foi descascar os troncos de eucalipto, dados por um vizinho. Não tenho muita experiência em construção mas que agora temos um belo alpendre, lá isso temos. E sombra! E meio caminho percorrido para uma horta suspensa ":)

Começámos por retirar toda a casca dos troncos, fazendo pequenos sulcos na madeira ainda verde e levantando as fibras; depois, fomos puxando e a maior parte saíu com facilidade deixando à vista a madeira virgem. Toda essa casca serviu para utilizar nos compostores. Com a madeira quase seca pincelámos com óleo de linhaça para proteger da humidade e da chuva. Antes do Outono dar-se-á uma demão de produto para o bicho da madeira (caseiro) e novamente óleo de linhaça.

Os troncos principais, estruturais, estão aparafusados (os horizontais aos verticais) e enterrados no chão (os verticais) a 50cm, numa pequena sapata de cimento. Na base dos troncos verticais colocámos uma tinta de borracha, pouco ecológica, mas que ainda havia por cá, para não apodrecerem. Os dois troncos superiores, que suportam por agora rede sombra, foram fixados ao resto da estrutura com cordas, não degradáveis, e um deles fixado à parede com fixadores para antenas. Mais tarde teremos sombra de madressilva ou de kiwi, ainda não se decidiu.

7 de junho de 2011

em taipa








Uma casa em taipa. É numa casa assim onde quero vir a morar. Pode ser mesmo assim, com a luz a entrar pelo telhado, cortinas de silvas nas janelas e armários desconchavados. Pode ser mesmo assim que não me importo! Vimo-la no passeio para identificação de ervas selvagens, que fizemos no dia da espiga, e sobre o qual falarei um dia destes.

2 de fevereiro de 2011

espreitar a horta


Para lá da cerca cresce a erva. Temos andado a fazer outros trabalhos e a horta está um pouco suspensa. Nos dias em que pude andar lá fora choveu, choveu, choveu e o frio entorpece as mãos de quem não sabe trabalhar de luvas.

19 de dezembro de 2010

18 de dezembro de 2010

o poço


Terra afortunada, o Espadanal, onde estive no outro dia. Três poços, ainda construídos em pedra de xisto, cheios de água. Estou cá a pensar ... em vez de um lago para recolher a água do "swale" talvez faça é um poço ":O)

7 de setembro de 2010

depois de caiada


Depois de caiada ficou assim. Branca, branca como só a luz do Alentejo 'pinta 'as casas. Para que a pintura fique mais impermeável à água da chuva e humidade existe uma alternativa ao sebo de carneiro, que se usava antigamente, o óleo de linhaça. Basta 1% de óleo, relativamente à quantidade de cal utilizada, para que não sejam afectadas as micro-estruturas da argamassa. Isto aplica-se à cal aérea simples (cal viva ou virgem). Nós seguimos a seguinte receita: para 8kg de cal 8 colheres de sopa de óleo e o óleo junta-se na altura de 'matar' a cal. Aplicar duas demãos A primeira mais diluída (com textura de leite) e a segunda um pouco mais espessa. A cal fornecida pelo município, a quem agradecemos esta iniciativa, é de excelente qualidade.

4 de setembro de 2010

dia aberto em Tamera


Hoje passámos o dia em Tamera. Percorremos caminhos para aprender formas de travar a desertificação do Alentejo, com Sepp Holzer. A recepção foi calorosa. Esperavam-nos sorrisos e um simpático pequeno almoço.

1 de setembro de 2010

apoio à caiação


Apoio à caiação no município de Santiago do Cacém.

Cedência gratuita de cal, pigmentos e materiais de pintura (pincéis) aos
munícipes do Município de Santiago do Cacém.

A campanha realiza-se entre 3 de Maio a 30 de Outubro de 2010

Quem estiver interessado pode consultar o folheto que a Câmara disponibiliza, aqui, onde se pode ler  sobre o que é a cal, a sua história, como se prepara e aplica.

14 de julho de 2010

'jardins de água'



Os 'jardins de água', assim chamados por recolherem a água da chuva dos edifícios, são concebidos para reter, filtrar e absorver essa água e diferem dos jardins convencionais pelo uso de plantas perenes, preferencialmente nativas da região. Estes jardins são particularmente interessantes em cidades, pois devido ao excesso de asfalto e betão a água da chuva tem mais dificuldade em infiltrar-se e em chegar aos rios ou aos lençóis freáticos. As plantas, depois de estabelecidas, não necessitam de rega e são menos atreitas a doenças.

A importância dos 'jardins de água':

- aumentam em cerca 30% a infiltração da água da chuva quando comparados com jardins convencionais de igual tamanho
- diminuem a probabilidade de inundações e problemas de drenagem
- ajudam a proteger os rios e lagos de poluentes trazidos por águas pluviais urbanas
- providenciam habitats para pássaros, borboletas e outros insectos benéficos
- proporcionam beleza ao olhar

Como fazer um 'jardim de chuva'?

Rain Garden Manual (em inglês).
Para quem não lê inglês pode ver aqui, a titulo de exemplo, ou pesquisar na net por 'jardins de água'.

Na Flora Digital de Portugal Ilustrada poderão encontrar inúmeras espécies nativas do nosso país.

7 de julho de 2010

uma preciosa relíquia


Ontem recebi uma relíquia do meu pai, um livro chamado "Mecánica Popular - Que hacer ... y como hacerlo" (1957), Popular Mechanics Company, Illinois.
Nele fui encontrar o que procurava: como construir uma pequena estufa. Os desenhos estão muito bem feitos e bem explicados, como a maioria dos livros dos anos 50. Vou começar, desta vez, a desenhar o esquema em papel e assim que possível construir.

16 de junho de 2010

nível de água para bidão


Ao depósito de água, montado no ano passado, ainda faltava acrescentar um pequeno detalhe: um nível de água para podermos saber quando esta está prestes a acabar.

13 de junho de 2010

Limpeza de uma casa de banho seca



Começar a utilizar casas de banho secas é uma questão de hábito, pelo menos para mim. Sei que estou a reduzir substancialmente a produção de resíduos e ao fim de um ano temos composto, a melhor forma de adubar a terra. Esta solução não é das mais práticas: de dois em dois dias limpar, em dias de chuva e frio pior...mas é das mais rápidas de construir. Quem tiver interesse pode rever este post com uma solução verdadeiramente inspiradora.

12 de junho de 2010

casa de banho seca


Eis uma das construções de que falei aqui ontem e que me tem tomado conta do tempo: uma casa de banho seca, em inglês compost toilet. Tenho o péssimo hábito de não passar os planos que tenho na cabeça para o papel e o resultado é confrontar-me com obstáculos construtivos que deveriam ter sido resolvidos em projecto. Montei e desmontei dobradiças, furei aqui e ali, e para aparafusar foi um sarilho. A madeira utilizada foi um tipo de laminado - contraplacado marítimo, informação da estância - muito dura, o que dificultou a montagem. Salvou-me a serra tico-tico, a melhor ferramenta que já tive até hoje. Agora que terminei até me pareceu fácil.

compostor de uma casa de banho seca

31 de março de 2010

casa sustentável


Aproveito não andar pela horta para reciclar informação, arrumar ideias e inspirar-me para novos projectos. Vi este vídeo há algum tempo atrás, colocado pela Quinta Nemus na rede Permacultura Portugal, que ilustra muito bem uma das vertentes da Permacultura. É mais uma fonte de inspiração e lembrou-me algo que estava esquecido: planear de forma a que cada elemento cumpra mais do que uma função.

24 de março de 2010

canteiros de "vidro"


Esta é uma das tarefas para os próximos meses, canteiros com garrafas de vidro. Dá um pouco de trabalho mas ajuda a delimitar algumas das camas hortícolas, aquelas que ficarão definitivas, e permite que fiquem com alguma altura. Com o tempo vamos colocando mais estrume e adubo verde (erva de corte) até ao topo da altura das garrafas. Faremos em pequenas áreas: aqui um canteiro de coentros semeados agora, caleiras de árvores.

Não sei até que ponto reutilizando o vidro assim estaremos a fechar o ciclo de reciclagem, se será verdadeiramente ecológico. O que terá maior impacto ambiental: produzir garrafas de vidro a partir das matérias naturais ou através da sua reciclagem?

6 de fevereiro de 2010

Pallete House by I-Beam Design


Casa feita com paletes.
Protótipo construído pela I-Beam Design para a Achitecture Triennale em Milão - "Casa per Tutti", 2008 . Concebida como abrigo transitório para os refugiados do Kosovo, é uma resposta para situações de crise económica e politica, de catástrofes naturais, de guerra. Uma solução  económica, eficiente e fácil de realizar. O que mais se poderá construir com paletes??

Mais info (em inglês) e imagens aqui.

via Re-nest

31 de janeiro de 2010

Como fazer um compostor...



... de forma rápida  e sem custos? Bastam 5 paletes, que se encontram facilmente por aí, um pouco de corda e em quinze minutos fica pronto. Uma palete para a base, duas para fazer as laterais e mais duas para as costas e frente. Coloca-se a base e montam-se as laterais e as costas, atando os cantos inferior e superior com cordas. Depois coloca-se a frente e faz-se o mesmo, prendendo às laterais, mas de forma a que seja fácil desatar. Assim, quando o composto estiver pronto basta remover a frente e retirá-lo. As costas ficaram mais altas, com uma palete, para quando for tapado possa ficar inclinado e permitir que a água da chuva escorra.

Uma ideia genial! Adorei fazer e acho que não vou ficar por aqui.

via re-nest