Mostrar mensagens com a etiqueta Solo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Solo. Mostrar todas as mensagens

23 de janeiro de 2015

erosão do solo


imagem via Goods Home Design
Através desta simples experiência podemos perceber qual a importância da cobertura do solo, principalmente com plantas vivas.

via Goods Home Design

Mais um desabafo relativamente à publicação anterior: cobrir o solo com rede sombra, ou telas anti erva, para evitar o crescimento de ervas daninhas aumenta a margem de lucro do negócio (evita máquinas ou mão de obra) mas destrói o solo de formas irreparáveis - integrar/consociar culturas e não separar. Onde está a sustentabilidade, se é que posso perguntar, destes emergentes projectos de que tanto se fala como modelos viáveis de negócio?

Paula

12 de abril de 2012

as guardadoras de amores




A Milú chegou, ontem, com a sua prol de cinco pintainhos. Lindos! Não percebo porque tinha eu medo de galinhas (?); já pego nela com à vontade e nos pintos ainda mais. O galinheiro foi terminado já à pressa porque ela estava fechada, sem poder andar ao ar e a esgravatar, a ensinar~lhes a vida. Passo horas a observar. Enquanto eles forem assim pequeninos não os solto mas logo que cresçam solto-os todos num pequeno recinto. Tem de ser tudo em pequenos passos porque a gata também vai ter de se habituar aos novos habitantes.

...

As galinhas podem ser animais muito especiais. Deram-me a ler uma história, verídica, de um amor secreto e proibido, guardado durante muito tempo por seres assim especiais - as guardadoras de amores. Durante um longo tempo, anos talvez, dois seres apaixonados tinham como único elo de ligação as cartas que escreviam um ao outro. As que ela recebia, do seu amado, eram guardadas debaixo dos ninhos das galinhas, com toda a cautela e cuidado para ninguém desconfiar, e mais tarde lidas e relidas, vezes sem conta, até o amor não caber mais dentro do peito. E elas, as galinhas, souberam guardar bem esse segredo. Eu, mais não posso contar.  

 (♥) Paula

9 de janeiro de 2012

flores ❀ e frutos☌




frutos☌
8/01 até às 18h
Continuando a seguir o calendário biodinâmico de Maria Thun ontem, dia de frutos especialmente favorável, colhemos as batatas semeadas fora de época, em finais de Outubro. Foram colhidas cedo demais, precisavam de mais quinze dias a um mês na terra, mas tive receio das fortes geadas que se têm feito sentir; mesmo estando cobertas já começavam a apresentar sinais disso. Um canteirito ainda deu uma tigela cheia.

• • •

flores ❀ 
9/01 até às 20h
Hoje foi dia de flores e estivemos a fazer podas de alfazema que a Z. nos deu. É com esta alfazema que faço o óleo pois é particularmente aromática. Cortam-se estacas com cerca de vinte centímetros de comprimentos e  uma dois de diâmetro. Eu experimento também com ramos um pouco mais grossos e com e sem folhas.

Os resíduos, dos cortes e de limpeza do terreno, já não se queimam. São todos aproveitados para fazer camas hortícolas elevadas (raised beds) ou para espalhar pela terra.

• • •

folhas ❧
10 e 11 até às 9h 
O trabalho para amanhã será começar o viveiro dos legumes de folha na estufa.

2 de novembro de 2011

sementeiras de Outono



Frutos☌(01/11)
Desta vez tivemos de limpar uma boa parte do terreno, não podia ser de outra forma. A terra está coberta de escalracho - Panicum repens, a espécie que temos mais aqui - formando uma rede quase impenetrável onde será difícil alguma coisa nascer bem. Forma pilhas e pilhas de erva e muita ficou ainda bem fundo na terra. Um trabalho que deveria ter sido feito durante o Verão para que a erva secasse por completo. Embora seja uma erva com propriedades medicinais, os gatos e os cães usam-na para purgar, quando encontra as condições ideais para se desenvolver ninguém a pára. Este será um trabalho a continuar até conseguirmos recuperar o solo, deixando esta erva de nascer por já não encontrar as condições propicias para tal.

Semeámos favas a lanço misturadas com tremocilha e ervilhas com maravilhas, intercaladas com faixas de tremocilha. Mexer o solo perturba sempre a vida que há nele. Numa das imagens o que presumo serem ovos de caracol e um milípede.

19 de outubro de 2011

digressões por outras paragens


À semelhança do que José Rui Fernandes, da Quinta do Sargaçal, costuma fazer - e que já me foi muito útil - aqui ficam algumas ideias para reflectir.

Seed Savers Tour 2011 - Digressão pelas sementes livres, de 4 a 13 de Novembro. Colher para semear - a patente das sementes e o alimento como um problema do futuro (e que já é para muitos milhões).

Liquido dourado, de Carol Steinfeld com ilustrações de Malcolm Wells, quando a urina se torna o nosso fertilizante na horta. Segundo os autores, a urina é estéril até sair do nosso organismo, em indivíduos saudáveis; utilizar a nossa própria urina só nos trará alguma doença que já exista em nós. Fazer como a natureza e aprender a fechar os ciclos.

Wetpots, a água, ou a falta dela, outro problema futuro. Um sistema de rega que dá que pensar e sobre o qual já tinha lido mas feito com bilhas de barro, sem tubos de rega. Demonstração aqui ou aqui.

via Eco Living Portugal

22 de maio de 2011

ervas daninhas, uma outra perspectiva


Ainda não conseguir deixar de arrancar ervas daninhas da horta. Embora a maioria do solo esteja coberto, acabam sempre por nascer junto das plantas cultivadas. Demoram mais tempo a despontar, a maioria delas é erva da palha e não me preocupa muito retirá-las porque as raízes estão fora do solo. Hoje passei a tarde a tirar essas ervas e a limpar as camas; o facto de andar quase de rosto colado ao chão permite-me, muitas vezes, encontros como este: uma joaninha numa folha de chicória, não sei a fazer o quê. Parece uma espécie de casulo (??)

Existe uma erva por cá, daninha, daninha, daninha ... o escalracho, que se estende pelo terreno a uma velocidade vertiginosa. Fura o cartão, insinua-se pelas pedras, rompe qualquer cobertura que coloque para o abafar. Bom, neste momento preciso de travar o seu avanço na horta mas, entretanto, decidi procurar com mais afinco uma outra forma de olhar estas ervas.

Segundo Geoff Lawton, permacultor e director do Instituto da Investigação de Permacultura da Austrália, a solução está no solo. Segundo ele, as ervas daninhas são simplesmente plantas que se encaixam em nichos particulares do solo, onde as suas sementes encontram as condições ideais para germinar. Ou seja, só germinam se lhes dermos as condições certas. Se alterarmos essas condições as suas sementes não germinarão. Por exemplo, em solos queimados nascem ervas ricas em potássio (mineral resistente ao fogo); em solos compactados nascem plantas com raízes profundas como o dente-de-leão; num solo demasiado trabalhado nascem plantas com sistema radicular fino e denso, que permite a agregação das partículas soltas do solo; por fim, num solo desgastado nascem plantas fixadoras de nitrogénio. Talvez por isso feijões e ervilhas se desenvolvam tão bem em solos pobres.

A solução está  em reequilibrar as condições e estrutura do solo. Isso consegue-se, ainda segundo Geoff Lawton, incorporando matéria orgânica no solo - composto de boa qualidade. As ervas não germinam em composto de boa qualidade. Um bom exemplo desta outra perspectiva são as florestas comestíveis - forest gardens - sobre as quais um dia falarei aqui.

via Ecofilms

26 de setembro de 2010

1 minuto de solo


'1 minuto de solo descoberto', depois da terra ter sido arada, mostra como toda a vida do solo desapareceu. Mostra ainda como a cobertura vegetal é necessária para a existêcia da vida no solo e como a sua existência é fundamental para própria vida do solo. Um solo nu é um solo morto, sem vida nada pode nascer.

'1 minuto de solo coberto', com cobertura vegetal ou outra, mostra a biodiversidade de vida que existe. Mostra ainda como cobrir o solo é necessário para existência da vida de forma a manter vivo o solo. Um solo com cobertura é um solo vivo, onde tudo pode nascer.

Bem observava o Sr. Pinela com o seu "bando de pássaros tristes".

16 de setembro de 2010

"a terra, (...) nua até aos ossos"


"(...) A terra, desolada, nua até aos ossos, pulverizada com o pó dos séculos, está morta.(...)"

in Os Navegantes do Deserto de Théodore Monod.

Um dia será assim, se entretanto não travarmos as alfaias dos tractores. Pelo menos por aqui, em terras do sul que no Verão se misturam com as areias do deserto. A vida que existia neste solo dizimada e com ela o próprio solo - a terra, (...) nua até aos ossos.

"Para haver formação de solo, tem que haver vida. Para haver vida, o solo necessita de ser coberto."

5 de fevereiro de 2010

chorume de urtiga


O chorume de urtiga é um dos melhores adubos e insecticidas naturais, não tóxicos para o ambiente. É através da fermentação que se obtém o preparado e o tempo que a urtiga fica a macerar depende do objectivo da sua aplicação.

Ingredientes:
1kg (10%) de urtigas frescas para 10L de água, de preferência da chuva ou 200/400grs (2% a 4%) de urtiga seca

Preparado:
Colocar as urtigas num recipiente de plástico com capacidade para 10L de água. Durante o dia deixar ao sol e tapar durante a noite. Se possível mexer de vez em quando.

Tempo:
Existem várias indicações quanto ao tempo de maceração das quais destaco: 1 a 2 dias para se utilizar puro, 4 a 5 dias, uma semana se o tempo estiver frio, para fermentar. Assim que começar a aparecer uma espuma branca o preparado está pronto.

Coa-se e pode ficar armazenado em lugar escuro durante uma ano. Os restos de urtiga podem ir para o compostor pois ajudam a acelerar a decomposição e à criação de húmus.

Aplicação:
Puro, por pulverização,  como insecticida
Diluído a 10% - 1L de chorume para 10L de água -como estimulante foliar
Diluído a 20% - 2L de chorume para 10L de água - como estimulante do solo e raízes

Curiosidades:
- Não utilize água da rede pois contém cloro e outros aditivos, a melhor é a da chuva.
- As urtigas que se encontram na beira da estrada absorvem o chumbo libertado pelos tubos de escape.
- O ano passado, depois de termos regado a horta com chorume, viu-se a olho nu como as plantas cresceram e ficaram mais verdes.

Este ano não seguimos à risca estas indicações mas o chorume ficou feito. Não há muitas urtigas, devemos ter utilizado cerca de 500grs para 15L de água da chuva pois era a que estava no bidão.

via Articles En Ligne e Bio Horta

23 de novembro de 2009

tremocilha e ervilhaca germinadas


[Actualização de 15.11.09] Ainda a propósito de germinações, a tremocilha já começou a nascer. A ervilhaca ainda está em processo de germinação, começa agora a rebentar. A pouca chuva que caiu ajudou juntamente com o orvalho da noite. Ainda assim vamos regando à mangueira uma vez por semana, dica do Sr. Abel, para a ajudar, nesta primeira fase, a agarrar-se à terra.
Feitas as contas foram precisas cerca de três semanas para nascer a tremocilha e talvez quatro, ainda a caminho, para a ervilhaca, em condições pouco favoráveis. Para ser cortada um pouco antes de florir, lá para Março próximo.

18 de novembro de 2009

composto


Na zona que protegemos com a vedação natural e onde está o viveiro semeámos várias coisas em pequenas leiras: coentros, rúcula, nabiça e nabos. Vamos colocando camadas de estrume, cartão e palha, por esta ordem. Depois quando queremos semear alguma coisa afastamos a palha, espalhamos uma camada de composto, semeamos e voltamos a cobrir com a palha. Na foto estão os coentros e foi assim para tudo o resto.

Aqui está um bom artigo sobre como preservar a saúde dos solos e ter plantas mais saudáveis.