16 de fevereiro de 2012

gente de fibra


Contra a força da natureza não se luta, é uma batalha sempre perdida, a única, acho. E como não chove há que aproveitar o sol. Preparo as camas para a Primavera com manga transparente, o principio utilizado na monda quente. Queimam-se, assim, as ervas sem mexer no solo, sem destruir a vida que ele contém. Quase o mesmo que as geadas têm feito com as favas, as árvores de fruto e muitas plantas aromáticas... até dentro da estufa!

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Memórias do passado dia 11 de Fevereiro.
Gente de fibra, numa luta, essa sim, que vale a pena travar. Indiferença, desistência, não!! Encontrei um antigo vizinho da minha infância, hoje com oitenta e oito anos. Lá estava, rijo - apesar de aparente Parkinson - na frente de arranque da manifestação. Gente de fibra como ele são uma fonte de inspiração. Quero ser assim aos oitenta e oito anos, se lá chegar. Não desistir, não fingir, não ficar indiferente. Sim, é isso! Não ficar indiferente. Quero sentir o sangue a correr-me nas veias! Quero ser como as árvores, para morrer que seja de pé.

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E a música. Ah, a musica ... salva-me muitas vezes de mim. Hoje é Sara Tavares. Não gostava muito dela mas há dias ouvi-a numa entrevista e surpreendeu-me, alguém tão jovem e já com tanta sabedoria. Procurei algumas musicas, gostei. Gostei dos ritmos, da voz, da poesia.

Ando em replay continuo com esta - ' deixa-me ser só ser'.
Sim, deixem-me ser só ser. É possível??

1 comentário :

Alziro Patafisico disse...

Eu também quero ser como as árvores. E morrer de pé. Tomara. Mas na maiorias das vezes me sinto muito fraquinho. Aprender a me fortalecer. E AMEI Sara Tavares. Obrigado. A música nunca me abandona.
Beijos